Max Verstappen é o 34º Campeão do Mundo de Fórmula 1, mas não foi uma época fácil e teve de lidar com bastante pressão, já que do outro lado da barricada estava um multicampeão, o que elevou a conquista do neerlandês.
O piloto, pouco depois de festejar com a equipa o sucesso alcançado, fez um balanço do que foi os duros meses de competição.
“Foi uma época incrível, não só esta corrida, mas as muitas batalhas incríveis, chegando àquilo que foi a época, é claro que tive a sensação de que poderíamos ter uma melhor oportunidade, em comparação com os anos anteriores, mas estar aqui sentado neste momento, é um feito inacreditável”, começou por dizer o piloto.
“Acho que apreciamos a época. Claro que tivemos os nossos momentos, mas penso que numa batalha de campeonato, isso faz parte. E agora que a época acabou, penso que podemos relaxar um pouco mais, mas foi tensa. A competição, em quase todas as corridas que levamos até ao limite, também dentro dos nossos carros. E penso que isso é muito agradável de ver”, explicou o piloto, acrescentando que: “em geral a qualidade foi muito elevada, penso que definida por mim e pelo Lewis, claro. Temos estado sempre no limite”.
Verstappen lembrou ainda os melhores e os piores momentos da época. “O Mónaco foi muito agradável de vencer depois dos momentos difíceis que lá tive. Duas vitórias na Áustria, em minha casa, em Zandvoort, e penso que agora, no final, apenas o resultado louco desta corrida, é claro, será definitivamente um ponto alto”. Já na outra extremidade, os momentos mais menos bons da época aconteceram quando “sentado no hospital durante toda a noite em exames, esse foi definitivamente o ponto mais baixo, porque não queremos lá estar. Baku não foi simpático, mas esses são os momentos que fazem de mim um melhor piloto”.
Questionado sobre o que lhe passou na cabeça quando se apercebeu que tinha conquistado o título de Campeão do Mundo de Fórmula 1, Verstappen disse que até os primeiros tempos em viagem para as corridas com Jos Verstappen, o seu pai.
“Passou-me tudo pela cabeça, especialmente com o meu pai, viajando por toda a Europa para esse único objetivo, primeiro era, claro, estar na Fórmula 1, esperar que pudesse ganhar uma corrida, e ouvir o hino nacional, mas é claro que o objetivo final era o Campeonato do Mundo, que é muito difícil de alcançar, mas agora isso aconteceu.”
Verstappen lembrou ainda o trabalho útil efetuado por Sergio Perez e disse que: “quando começámos a trabalhar juntos, foi difícil saber exatamente como iria funcionar. Checo [Sergio Perez] é um ser humano incrível, não apenas para trabalhar na F1, mas também como pessoa é super-especial, um verdadeiro homem de família, e sim, tive muitos bons momentos com ele e já se podia ver que é sincero e tem boas intenções e é muito raro ter um companheiro de equipa como ele e, mais uma vez, só mostrou hoje que ele é um jogador de equipa e espero realmente que possamos continuar por muito tempo”.










