Fórmula 1: Mattia Binotto não vê necessidade em mudanças na equipa
O chefe da equipa da Ferrari, Mattia Binotto, insiste que não há necessidade de mudanças na Scuderia durante a pausa de verão da Fórmula 1, apesar dos recentes erros dos italianos. Em vez disso, a equipa precisa de analisar e aprender com os seus erros para melhorar no regresso à ação em pista.
“Não é uma questão de azar, e não há nada a mudar também”, disse Binotto ainda na Hungria, após uma corrida onde nenhum dos dois pilotos da equipa subiram ao pódio. “É sempre uma questão de aprendizagem e construção contínua, de construir experiência, de construir competências”.
O responsável da equipa acrescentou ainda que “se eu analisar o equilíbrio da primeira metade da temporada, não há razão para mudarmos”.
As palavras de Binotto vão de encontro ao que disse o patrão da Ferrari, John Elkann, quando em abril passado admitiu que o bom início da equipa de Fórmula 1 na temporada de 2022 se deveu a uma “mudança cultural” e de um esforço coletivo.
“Permitimos ao Mattia [Binotto] e à equipa trabalhar no carro deste ano apesar da pressão nos anos anteriores. Também mudamos a nossa cultura, passamos de uma de culpabilizar para uma de responsabilizar, passamos de uma [cultura] de indivíduos para uma de equipa, criando um ambiente de coesão e mais importante, grande ambição com enorme humildade”, disse Elkann ao F1.com na altura.
Binotto na Hungria afirmou que a equipa precisa “simplesmente de abordar o que esteve errado hoje [durante a corrida de domingo passado], precisamos de compreender, e depois abordar e voltar a ser competitivos”.





Pity
3 Agosto, 2022 at 14:11
Pois… mas de abril a julho, muita coisa mudou. Acho que deviam trocar o cavalinho rampante por uma avestruz, estaria mais de acordo com a realidade.
jo baue
3 Agosto, 2022 at 16:57
O Bin8 devia cessar de dar aquelas entrevistas detalhadas e matraqueadas. É inútil, por exemplo, argumentar procurando defender alguma decisão do “muro”; se calhar defendia-os melhor calando-se. Quem se recorda da “simpatia” do Pinguim Todt nas entevistas? Nunca deixava vazar NADA da equipa, quantas vezes não fazia de pára-raios.
Gestão de pilotos menos medrosa. Nenhuma hierarquia, nenhuma ordem. Mas sucede que o cronómetro e os pontos no campeonato importem qualquer coisinha nas particulares vicissitudes que se possam apresentar numa corrida. Têm que escolher sobre quem apostar antes que a escolha se torne inútil – pois já está perdido- ou banal
O problema do “muro ” é que tem que ser revisto, já todos o viram. No mínimo, nos procedimentos. E aquela escolha dos Pilelli brancos só podia ter saído de uma qualquer linha de comando do software …
Falta saber se o Bin8 consegue ocupar-se de aquilo tudo, embora haja q lhe lembrar q ele é também o TP não porque foi escolhido mas porque o quis. Ao antecessor Arrivabene foi dado 4 anos, ao suiço muito provavelmente foi-lhe perguntado ao início quanto tempo levaria a colocar a Ferrari numa condição mais condizente com o seu status, como em qualquer empresa, e resposta foi também 4 anos , e aqui incluindo a mudança regulamentar que já deveria ter entrado em vigor há 1 ano, o q em teoria faria do 2022 o 2º ano do nova era técnica. O Bin8 entrou em 2019 portanto em 2022 completa 4 anos, por isso espermos pelas contas de fim de ano.
Fora isso, e para raivinha de tantos, a recuperação da Ferrari é inegável. No início do ano havia alguém q os gozava, hoje está à porta da FIA a implorar mudanças da legislação porque não os consegue bater na pista. Há que o repetir: a área técnica da Ferrari projectou um carro de 1ª linha e que está ser desenvolvido melhor do que os outros, e este era o ponto fundamental que se pedia ao bin8. Só que os ferraristas querem além disso, vencer…