Os construtores da Fórmula 1 acordaram em vender as unidades motrizes mais baratas tendo como contrapartida por parte da FIA a manutenção dos V6 turbo híbridos até, pelo menos, 2020.
Recorde-se que em outubro do ano passado a Ferrari vetou medidas de redução de custos, e a FIA encetou uma cruzada abrindo propostas para motores independentes, o que abriu um conflito entre a FIA e os construtores. Na altura e para espanto das equipas de Fórmula 1, a Federação chamou potenciais interessados em fornecer um motor independente às equipas para o período de 2017 a 2019, um V6 biturbo com 2.2 litros de capacidade, pensando a FIA encontrar uma fórmula de equivalência entre este motor e os que os construtores já estão a utilizar.
Já na altura se sabia que Todt pretendia é que a Mercedes, Ferrari, Renault e Honda aceitassem vender os seus motores por preços substancialmente mais baixos do que acontecia, utilizando este estratagema como forma de pressão. O francês insistia num teto de 12 milhões de Euros pelo fornecimento de motores por uma temporada (atualmente a Mercedes exige 16 milhões pelos seus V6, a Ferrari recebe 18 milhões de Euros por casa equipa que fornece e a Renault estipulou em 23 milhões de Euros o preço para potenciais interessados. A Honda não estabeleceu um preço, pois a McLaren vetava qualquer acordo comercial que terminasse com o seu contrato de exclusividade com a marca japonesa).
E foi exatamente esse o valor que os construtores acordaram com a FIA. Contudo, Bernie Ecclestone não terá ficado contente com esta solução, porque o que pretendia era ter alternativas com que pudesse bater o pé à predominância da Mercedes e da Ferrari, mas para já tudo fica por aqui.











