Fórmula 1: Efeito de solo pode regressar em 2021

Por a 17 Julho 2019 10:29

Há muito que os engenheiros e Chefes de Equipa na Fórmula 1 sabem qual é a receita para que os monolugares possam oferecer melhores corridas, deixando de haver tantos constrangimentos quanto à possibilidade dos monolugares rodarem próximo uns dos outros. Há uns anos, Patrick Head, era claro na sua ideia: “o caminho a seguir passa por recuperar aderência com o apoio da aerodinâmica.

O melhor caminho é regressar à utilização do máximo de efeito de solo possível, para que os carros dependam menos das asas e possam rodar muito próximos uns dos outros sem perder apoio aerodinâmico significativo.

Isso vai permitir que as lutas por posições sejam mais intensas do que atualmente, da mesma maneira que poderemos manter o nível de competitividade dos F1, ganhando em curva o que poderemos perder em reta.”

A receita é simples, é preciso é vontade para a colocar em prática e segundo foi agora revelado os responsáveis da F1 estão com vontade de seguir por este caminho. As discussões quanto às novas regras de 2021 prosseguem, a FIA e as equipas trabalham para finalizar os novos regulamentos e as conversas giram neste momento à volta da forma como os carros possam produzir apoio aerodinâmico.

A ideia é que acabem os complexos apêndices aerodinâmicos de hoje, especialmente nas asas e nas laterais dos monolugares.

Um dos caminhos já começou a ser trilhado este ano com a redução da complexidade da asa da frente, que passou de 1800 para 2000 mm de largura, mas desapareceram os complicados elementos em cascata das paredes laterais.

Mas a grande mudança poderá ser debaixo do monolugar, com uma série de tubos Venturi que irão ‘alimentar’ um difusor duplo que irá produzir a maior parte do apoio aerodinâmico do carro. O conceito é semelhante ao que já foi visto na F1, em que a Lotus foi pioneira em 1970, num sistema que foi banido em 1983.

Recorde-se que o efeito Venturi num F1 (também conhecido como tubo de Venturi) ocorre, quando num sistema fechado, o ar em movimento constante dentro de um duto uniforme se comprime momentaneamente ao encontrar uma zona de estreitamento, em que diminui a pressão e consequentemente aumenta a velocidade, ao atravessar a zona estreita. Este efeito, demonstrado em 1797, recebeu o nome do físico italiano Giovanni Battista Venturi (1746-1822), e pode ser a solução para os Fórmula 1 de 2021.

Fonte da FIA diz que “queremos os carros a rodar o mais próximo possível, de modo a podermos ter mais facilmente boas lutas em pista. Para além disso queremos pneus que permitam aos pilotos lutarem sem que estes se degradem ou tenham uma janela pequena em que funcionam otimizados”

A ideia é que a combinação do efeito de solo, com uma aerodinâmica mais simples, juntamente com defletores nas rodas da frente, possam permitir o efeito que se pretende: Os carros poderem rodar muito mais juntos sem que o piloto que persegue de repente ‘perca’ apoio aerodinâmico.
Os atuais monolugares perdem cerca de 45% do seu apoio aerodinâmico quando se chegam a um adversário e a ideia é diminuir este valor colocando-o em 5-10%. Até 15 de setembro, tem tudo que estar decidido de modo a ser ratificado no Conselho Mundial de FIA de Outubro.

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sir seb spins-a-lot
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sir seb spins-a-lot

Sinto-me como um criança que acabou de receber um balão…

mas que sabe que a FIA vai fura-lo antes de 2021.

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