O Grande Prémio da Arábia Saudita de Fórmula 1 estreia-se na disciplina em 2021, e depois de ter sido conhecido o calendário, grupos de direitos humanos alegaram que se trata de “uma tentativa de alteração da imagem negativa da Arábia Saudita, conhecida em inglês por “sportswash”. O príncipe Khalid Bin Sultan Al Faisal, que é também presidente da federação de automobilismo do Reino saudita, disse que compreende algumas dessas críticas: “Quando não se conhece um país, e quando se tem uma certa imagem de um país, não os censuro.
Sabemos que somos diferentes. Temos a nossa cultura. Há coisas que as pessoas podem fazer noutros lados que não podem fazer aqui.
Mas nós respeitamos as nossas diferenças, e estamos a abrir o nosso país a qualquer pessoa. Não fazemos qualquer discriminação, por isso todos podem vir. Se se é homem ou mulher, não há segregação. Talvez a Fórmula 1 faça mais algumas pessoas mudarem de ideias.
“Isto aconteceu-nos com Dakar, muitos também não ficaram contentes, o mesmo com a Fórmula E, mas depois de terem vindo, depois de nos terem visto e conhecido, mudaram a sua perspetiva. Parte da visão e parte da abertura do nosso país, gostaríamos que as pessoas viessem e vissem quem realmente somos. Não temos nada a esconder”, disse.
Já um porta-voz da Liberty Media afirmou: “Deixámos clara a nossa posição sobre os direitos humanos a todos os nossos parceiros e países anfitriões que se comprometem a respeitar os direitos humanos na forma como os seus eventos são organizados e realizados”.
Recorde-se que a Arábia Saudita enfrentou fortes críticas internacionais durante o ano de 2019 não só devido ao seu historial em matéria de direitos humanos, mas também muito pelo que não explicou na sequência da morte do jornalista saudita, Jamal Khashoggi por agentes sauditas em outubro de 2018, isto para lá do pobre tratamento que o país tem dado aos dissidentes sauditas e aos ativistas dos direitos humanos.
De forma a atenuar as críticas, as autoridades sauditas anunciaram reformas fundamentais para as mulheres sauditas e se estas forem plenamente implementadas, representam um passo em frente significativo, incluindo permitir às mulheres sauditas obter passaportes e viajar para o estrangeiro sem a aprovação de um parente masculino.
Contudo, a discriminação permanece noutras áreas, pelo que este é como se percebe um processo que se antevê longo.










🕵️ tem razão num ponto de vista ninguém os pode obrigar a mudar a cultura que eles têm
A vergonha ainda apenas vai no adro…
Quando para o ano a F1 for comprada por um fundo saudita, aí é que ninguém pia e a frase: “o respeitinho é muito bonito” vai tomar vida em toda a sua plenitude.
Fala um príncipe que não é propriamente um herói dum conto de fadas cor de rosa. É antes um príncipe dum país que é comprovadamente um dos principais financiadores (senão mesmo o…) do terrorismo islâmico, nomeadamente no coração da própria Europa! Temos de facto razões para andarmos felizes e contentes com esta gente. Não haja dúvidas…
Faltou referir que também têm as costas bem quentes pelo proteccionismo dos Estados Unidos da America, com a qual têm excelentes relações na compra de armas. E também os muitos outros negócios que os EUA têm para continuar a financiar vários grupos terroristas através da Arábia Saudita para desestabilizar o médio oriente, onde a estes últimos vão ganhando por baixo da mesa.
Já estou a ver o Hamilton com um T-shirt estampada ” Khashoggi lifes matter”…
Já estou a ver os outros pilotos todos a ignorar os problemas sociais com as suas t-shirts cheias de patrocínios.
Pois é, é estranho ver pilotos com patrocínios nas T-shirts… onde é que já se viu isso? Que ridículos…