Fernando Alonso, 20 anos do primeiro título mundial de F1: a ascensão de um campeão
‘Nano’, ‘Magic’, ‘El Toro’. Ou, simplesmente, Alonso, Fernando Alonso. Com 24 anos, tornou-se em 2005 no mais recente Campeão do Mundo de F1. O primeiro, neste milénio, que não dava pelo nome de Schumacher, Michael Schumacher. Um mágico sucedia a outro.
A 25 de setembro de 2005, Fernando Alonso fez história ao sagrar-se Campeão do Mundo de Fórmula 1, tornando-se o mais jovem de sempre a conquistar o título na altura, com apenas 24 anos. Ao volante do Renault R25, o espanhol bateu a forte concorrência de Kimi Räikkönen e da McLaren, garantindo também o Campeonato de Construtores para a equipa francesa.
Alonso chegou à F1 após uma carreira promissora no karting e destacou-se logo no seu ano de estreia pela Minardi em 2001. Rapidamente ascendeu a piloto de topo, tornando-se vencedor de corridas e, em 2005, candidato natural ao título.
Renault e McLaren em duelo
Com Flavio Briatore a liderar a equipa, a Renault soube interpretar as novas regras técnicas de 2005 e construiu um carro competitivo desde os primeiros testes. Giancarlo Fisichella venceu a prova inaugural na Austrália, mas foram as vitórias consecutivas de Alonso, aproveitando falhas de fiabilidade da McLaren, que lhe deram vantagem no campeonato.
Do lado da McLaren, Räikkönen mostrou rapidez, mas problemas técnicos e penalizações limitaram a sua luta. Pedro de la Rosa, então piloto de testes, recorda a consistência de Alonso como decisiva: “não havia fins de semana fracos, mesmo sem o carro mais rápido, estava sempre no pódio”.
Momentos decisivos da temporada
A vitória de Alonso em Imola, frente à pressão de Michael Schumacher, marcou o início da afirmação do espanhol como rival temível. A regularidade foi a sua maior arma, contrastando com a velocidade mas pouca fiabilidade de Räikkönen.
Em setembro, no Grande Prémio do Brasil, Alonso precisou apenas de um terceiro lugar para garantir o título de pilotos, cumprindo o objetivo e inscrevendo o seu nome na lista dos campeões. Poucas semanas depois, a Renault fechava o ano com o título de construtores, confirmando a superioridade global.
O legado e a atualidade
No ano seguinte, Alonso repetiria o feito, batendo Schumacher em duelo direto. Duas décadas mais tarde, continua em atividade na Fórmula 1, agora com a Aston Martin, mantendo a ambição de lutar por vitórias.
Pedro de la Rosa, hoje em funções na mesma equipa, sublinha a sua constância e dedicação: “Fernando nunca mudou, vive 24 horas a pensar em como melhorar a equipa e o carro”. Giancarlo Fisichella, antigo companheiro de equipa, destaca a experiência acumulada e acredita que, com os recursos certos, o espanhol ainda pode surpreender.
Com a chegada de Adrian Newey à Aston Martin e a preparação para as novas regras de 2026, Alonso volta a encontrar protagonistas do seu primeiro título. Aos 44 anos, continua a ser visto como um dos pilotos mais influentes e talentosos da história da Fórmula 1.
Recordar os primeiros tempos de Fernando Alonso: O triunfo do novo ‘Mágico’
Fernando Alonso cultivava a imagem de sujeito sisudo, sem sorrisos e até mesmo um pouco antipático, durante os fins-de-semana dos Grandes Prémios. Mas, no seu círculo mais íntimo – em casa, na sua cidade natal de Oviedo, que visita sempre que pode e onde até tem passado alguns dias de férias – com os amigos, “Nano” deixa vir ao de cima um carácter firme e um carisma insuspeito.
Verdadeiro talento natural, este asturiano de 24 anos, na altura, possuia uma desmesurada confiança em si mesmo – por vezes, confundida com arrogância. Estava convencido de ninguém, a não ser ele próprio, conseguia retirar mais partido do carro que conduz, nas pistas. No entanto, nunca deixava de ser um jovem divertido e encantador – pelo menos, na opinião dos seus amigos de infância.
Os seus adversários chamavam-lhe “Magic”, pela finura de pilotagem e a imprensa do país vizinho não tinha rebuço em chamá-lo de “El Toro” – pela sua grande corpulência, inusual num jovem com apenas 1,71 m de altura e 70 quilos de peso. Talvez isto se deva à sua verdadeira paixão pelos desportos, que utiliza mesmo para se treinar e testar a sua forma física, que é excelente. Alonso praticava ciclismo – chegava a subir aos pontos mais elevados da Vuelta, equipado a rigor! – ténis, natação e futebol, esta última uma paixão que herdou do pai, que teve que abdicar de um convite para jogar no Celta de Vigo como defesa, optando por se dedicar de corpo e alma à carreira do então muito jovem Fernando.
Um talento precoce
Quando foi Campeão em 2005, Fernando Alonso tinha 24 anos. Nascido em Oviedo, uma pacata cidade asturiana com pouco mais de 200 mil habitantes. Filho de um encarregado numa indústria da zona – e na altura diretor desportivo da Adrián Campos Motorsport – e de uma empregada no El Corte Inglês, Alonso era o protótipo do piloto que não nasceu em berço de oiro – ou, sequer, com pergaminhos de competição.
O seu pai, José Luís, nunca foi piloto, jogava futebol e, pelos vistos, bastante bem. Por isso, o jovem Fernando viveu a vida normal de uma família de classe média, dependente dos dois ordenados paternos.
Aos três anos, viu o seu pai oferecer-lhe um pequeno kart, construído pelas suas mãos. Gordinho, Fernando sentou-se por trás dos comandos que nunca tinha visto antes e, pouco depois, venceu a sua primeira corrida – organizada por um centro comercial e batendo catraios com quase o dobro da sua idade.
Estava dado o primeiro passo para uma carreira de sucesso. Talento inato e precoce, Alonso ganhou tudo o que havia a ganhar, no karting – sendo ajudado por Genís Marco, importador de karts e que não ficou indiferente ao talento do pequeno, então com dez anos.
Nessa altura, já a bolsa familiar tinha rebentado, atirando a jovem promessa para o final prematuro da sua paixão, de onde foi retirado pelo providencial mecenas. A partir de então, das corridas regionais ao mundial de karting foi um pequeno passo, recheado de vitórias e títulos.
No início era a Minardi
Em 1998, apareceu na vida de Alonso outro mecenas – neste caso, o ex-piloto da Minardi, Adrián Campos, que a partir daí se tornou inseparável, amigo, conselheiro e manager, sendo na altura responsável pela sua imagem em Espanha. Campos conhecia Alonso desde que ele era um menino e acompanhara a sua trajectória no karting atentamente.
Por isso, não foi surpresa o convite para substituir Marc Gené, em 1999, na Fórmula Nissan. Alonso agradeceu com o título, depois de nove pole positions, oito melhores voltas e seis vitórias. A progressão lógica levou-o, em 2000, até ao campeonato FIA de F3000.
Com a equipa Astromega, Alonso venceu em Spa, a sua pista favorita e terminou em segundo lugar na corrida do Hungaroring. No ano seguinte, estreou-se na F1, com a Minardi. Mas o seu andamento com um carro medíocre e lento, não deixaram indiferente Flávio Briatore, cuja sagacidade não poderia deixar escapar o prodígio espanhol.
Por isso, em 2002 era piloto de testes da Renault e, no ano seguinte, regressou pela porta grande ao Mundial de F1. Em 22 de Março, tornou-se o piloto mais jovem de sempre a conquistar uma pole position na F1, então no GP da Malásia.
Era o primeiro recorde de Alonso – que, com o seu 3º lugar, se tornou no primeiro piloto espanhol a subir a um pódio na modalidade. Depois, com 22 anos e 26 dias, a 24 de Agosto, tornou-se o mais jovem piloto de sempre a vencer um GP de F1 – o da Hungria. Em 2005, tornou-se no mais jovem Campeão do Mundo de sempre na F1, batendo Emerson Fittipaldi, um recorde que durava desde 1972.
Aos 24 anos, todos os sonhos eram permitidos a Fernando Alonso. Vinte anos depois ainda corre na Fórmula 1…
Manuel Gião (vice-campeão do Euro-Open Movistar em 1999): ” Fernando nasceu para correr”
Manuel Gião foi o “vice” de Alonso quando este se sagrou vencedor do campeonato Euro-Open Movistar, em 1999. Esta é a sua opinião singela sobre o “mágico” asturiano:
«Nessa altura, tinha já uma enorme maturidade, para a sua idade. Tudo, fruto de uma fabulosa escola de karting, pois é preciso não esquecer que corria desde os três anos. Não falava nem um bocadinho mais que o necessário e era sob condições adversas que mais se destacava. Por exemplo, nas pistas que desconhecia. Além disso, o seu forte não era a rapidez nos treinos, mas sim um extraordinário ritmo de corrida, onde fazia voltas quase tão rápidas como nos treinos. Hoje, sem dúvidas, estas qualidades mantém-se, mas cultivadas.»
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Canam
26 Setembro, 2025 at 19:57
O Alonso, menino prodigio pela media do tempo, deitou abaixo o todo poderoso Schumacher e por isso entrou na História.Mas depois disso andou perto do titulo quando esteve na Ferrari, mas nunca mais ganhou nada.E já devia ter arrumado o capacete porque está na rampa descendente há vários anos.Uma carreira estranha.