F1, Stoffel Vandoorne: “campeão da Fórmula E devia somar mais pontos” para a superlicença
O sistema de pontuação que permite aos pilotos qualificarem-se para a superlicença da FIA que lhes permite competir no mundial de Fórmula 1 tem sido tema de debate dentro e fora do paddock. Vários pilotos da Indycar criticaram este sistema e como pontuam para a superlicença, depois de não ter sido aberta uma exceção para a entrada de Colton Herta para a AlphaTauri. Agora foi a vez de Stoffel Vandoorne, o mais recente campeão da Fórmula E e antigo piloto da McLaren na Fórmula 1.
O piloto belga, que conquistou o campeonato no último ano da Mercedes no mundial de monolugares elétricos, considera que “o campeão da Fórmula E deveria definitivamente somar mais pontos. Em última análise, todos os pilotos que competem na Fórmula E já ganharam todos esses campeonatos no passado – Fórmula Renault, Fórmula 3, GP2 ou Fórmula 2. Muitos dos pilotos que aqui competem já ganharam campeonatos no passado e já deram provas. Muitos deles – incluindo eu próprio – já correram na Fórmula 1 e têm lá história”.
A Fórmula E soma 30 pontos para o vencedor, 25 para o vice-campeão e 20 para o terceiro classificado, sendo muito pouco na opinião de Vandoorne. “É já um grupo selecionado de pilotos a competirem neste campeonato, por isso talvez não faça muito sentido que só somem 30 pontos”.
O campeão do mundo de Fórmula E salientou a conquista do nono lugar do seu antigo companheiro de equipa Nyck de Vries na sua estreia aos comandos de um monolugar de Fórmula 1 em corrida no GP de Itália. O facto de de Vries ter somado pontos logo na sua primeira corrida é um exemplo, disse Vandoorne, das capacidades dos pilotos da Fórmula E e de como deveriam ter outro peso na pirâmide da FIA.
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23 Setembro, 2022 at 16:11
Tirando o 1º e o 2º a FE dá os mesmos pontos da Indy (a Indy sim, devia dar mais pontos), com a agravante de a FE ser uma competição que pouco ou nada tem a ver com F1. Os pilotos podem ser bons (que o são), mas os carros e as corridas…
Chicanalysis
23 Setembro, 2022 at 19:09
Está a misturar alhos com bugalhos. Acho que entende que a ideia não é que os pilotos que possam migrar da F-e para a F1 o façam com o carro colado ao corpo. Estamos apenas a falar de pilotos, não ?
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23 Setembro, 2022 at 22:28
Misturar alhos com bugalhos? Repito (leia lá bem devagarinho): “Os pilotos podem ser bons (que o são)…” Estamos a falar de pontos para uma superlicença de F1, certo? Pontos esses, neste caso, obtidos numa competição que pouco ou nada tem a ver com a F1, tipo de carros, tipo de corridas, tipo de pistas…Se para si faz sentido é lá consigo…Daqui a uns tempos teremos uns tipos que correm em carrinhos de rolamentos a reclamar pontos para a superlicença…percebeu agora? Posso fazer-lhe um desenho se quiser…
p.s. A sério que os pilotos da FE não vão para a F1 com o carro colado ao corpo???? Ia jurar que sim, e que até tinha sido o caso do De Vries em Monza, que as dores nos ombros de que se queixou fossem causadas por disso…tenho que ver as corridas com mais atenção…
Pity
23 Setembro, 2022 at 19:12
A partir do momento em que a Fórmula E passou a campeonato mundial, chancelado pela FIA, sim, devia atribuir mais pontos, os mesmos que a F2, que é quem dá mais.
Este escalonamento se pontos, já tem cinco ou seis anos, talvez esteja na hora de ser actualizado. A Fórmula E, tal como a Indy, é um campeonato com pilotos profissionais, pelo que deveria ter mais pontos do que as fórmulas de formação.
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23 Setembro, 2022 at 22:35
Deve ser isso…até porque um F2 e um FE são praticamente iguais. As corridas são parecidas, as pistas também etc. etc. A FE é um campeonato de rejeitados da F1, e de pilotos que não chegaram à F1 etc., de Vries será uma excepção que comfirma a regra!
Pity
23 Setembro, 2022 at 23:08
Não é obrigado a gostar da Fórmula E, eu também não gosto da Indy, , mas não é por isso que a vou desvalorizar.
As pistas são diferentes e os carros são diferentes. Lógico, a filosofia é diferente e, ao contrário da F1, nenhum piloto .precisa de levar um baú de dinheiro para entrar. Quanto a pilotos rejeitados da F1, também vai encontrá-los na Indy, no DTM, no WEC… devem ser todos campeonatos de segunda ( para mim, o DTM até é de quarta ou quinta).
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24 Setembro, 2022 at 1:41
Pois, se a filosofia é diferente…é justamente esse o meu ponto! Não se trata de gostar ou não de FE ou dos seus pilotos, mas sim do valor da disciplina (do ponto de vista da pilotagem) como plataforma de aferição para acesso à F1. Nesse aspecto a Indy está relativamente próxima da F1, o WEC e o DTM estão bastante mais distantes e a FE então nem se fala, e é de uma afirmação de um piloto de FE que estamos a falar…