F1: Shakedown de Barcelona/4º dia: claro domínio Mercedes, Aston Martin fugaz…
Apesar de não serem os tempos mais rápidos a bitola certa de análise deste shakedown, cujo quarto dia terminou agora, a verdade é que a Mercedes está claramente um passo à frente do restante plantel, até porque não só tem os dois registos mais rápidos destes quatro dias, mas também é de longe a equipa com mais voltas ao Circuito de Barcelona.
George Russell assinou o tempo mais rápido da semana com 1m16.445s. Hoje, o britânico completou 77 voltas na sessão da tarde, enquanto o companheiro Kimi Antonelli ‘cravou’ 1m17.081s nas 90 voltas que realizou de manhã, num dia em que a equipa totalizou 499 voltas ao longo dos seus três dias permitidos.
A Mercedes concluiu o seu programa em Barcelona com números a todos os níveis impressionantes. Antonelli estabeleceu o melhor ‘crono’ matinal, e Russell tornou-se o primeiro piloto a entrar nos 1m16 à tarde, demonstrando consistência tanto em séries longas de voltas como em simulações de qualificação. Ao longo da semana, a equipa de Brackley liderou a tabela de quilometragem sem problemas graves de fiabilidade.
Ferrari aproveita condições secas
Pela primeira vez em seco, após a chuva de terça-feira, a Ferrari somou 174 voltas entre Lewis Hamilton e Charles Leclerc, ambos nos 1m18s. Hamilton completou 85 voltas, e elogiou a fiabilidade superior à do ano anterior, enquanto Leclerc assinou o terceiro tempo absoluto, 1m18.223s, depois de fazer 89 voltas.
Problemas técnicos limitam McLaren e Aston Martin
Oscar Piastri, na McLaren, ficou a 1,8 segundos de Russell, mas também confinado à sessão matinal devido a um problema no sistema de combustível na parte da tarde. A Aston Martin estreou-se finalmente com Lance Stroll, que completou apenas quatro voltas exploratórias, marcando 1m46.404s antes de uma paragem em pista que provocou a bandeira vermelha que encerrou o dia.
Domínio Mercedes marca o último dia de Shakedown em Barcelona
O quarto dia de testes de pré‑época em Barcelona terminou com novo domínio Mercedes, que acumula quilómetros com fiabilidade impressionante, com George Russell a chegar ao segundo 16 nos minutos finais da tarde, superando o registo matinal de Kimi Antonelli e selando mais um dia no topo da tabela de tempos.
A manhã abriu com apenas cinco carros em pista: Mercedes, Ferrari, Racing Bulls, Cadillac e, mais tarde, McLaren. Oscar Piastri assumia o MCL40 pela primeira vez, após as 77 voltas “divertidas” e produtivas de Lando Norris no dia anterior, que descrevera o carro como uma “obra incrível montada nessa manhã”. Piastri, de capacete todo negro a condizer com a decoração de testes, encontrou ritmo para subir na hierarquia, ainda que mais de um segundo atrás das flechas prateadas.
Lewis Hamilton, na Ferrari, aproveitava finalmente o seco depois da chuva inicial, completando 85 voltas entre um pião inofensivo e uma sessão de dados valiosos com pneus C2 e C1. “Foi bom rodar em seco e compreender os pneus num dia gelado. Estamos mais fiáveis que no ano passado”, disse o britânico à Sky F1, esperançoso com o progresso sob as novas regras. Charles Leclerc assumia o comando à tarde, melhorando o registo da Ferrari, mas ainda distante da Mercedes.
Liam Lawson, na Racing Bulls, partilhava otimismo após a sessão matinal: “Estamos a progredir muito, com fiabilidade sólida. O principal é acumular voltas e aprender o carro.” Arvid Lindblad, que rodara 119 voltas na véspera, elogiava o motor Red Bull: “Impressionante para uma estreia, sem problemas graves de fiabilidade.” A equipa, no seu terceiro e último dia, totalizava 241 voltas.
Enquanto isso, ausências criavam tensão. A Red Bull aguardava peças de Milton Keynes após o despiste de Hadjar, adiando Max Verstappen para o último dia. A Audi, com 96 voltas apesar de paragens hidráulicas, mantinha-se “no alvo”, segundo James Key: “Precisamos de dados reais para o motor em Neuburg.” Haas, Alpine e Cadillac acumulavam quilómetros discretos, com Pérez na pista. A Aston Martin permaneceu um enigma até à tarde.

O relógio corria contra Adrian Newey e a sua equipa, que montava o AMR26 em Silverstone. Rumores apontavam para Lance Stroll à tarde, com Alonso reservado para o dia seguinte. Finalmente, uma imagem oficial surgiu: o carro verde realizava uma volta de instalação. Saía para pista nos minutos finais, sob os olhos expectantes do chefe de equipa. Mas o momento foi efémero, pois uma paragem em pista acionava a bandeira vermelha, encerrando o dia.
No ponto das boxes, a McLaren enfrentava um contratempo: Piastri retido na boxe por problemas técnicos. O dia fechava com a Mercedes no comando, uma mistura de progresso e percalços que espelhava o caos criativo da pré‑época. Falta o dia de amanhã para finalizar este shakedown de Barcelona.
FOTOS Aston Martin

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