F1: Segunda equipa iria acelerar a resposta da Honda
Yusuke Hasegawa, responsável da Honda para a F1, considera que ter uma segunda equipa na disciplina iria permitir ao construtor japonês evoluir e ultrapassar os atuais problemas que enfrenta, em vez da atual parceria exclusiva com a McLaren. Esta parceria reiniciou-se em 2015 e no ano passado houve alguma evolução com a equipa a terminar na sexta posição do campeonato de construtores, depois de na época anterior sido nona. O desempenho de 2016 parece agora difícil de repetir devido à falta de fiabilidade e performance demonstrada nos testes de pré-época, onde conseguiu completar 425 voltas em oito dias, contra 621 de média de todas as outras equipas.
Yasegawa não tem dúvidas que uma das coisas que ajudaria muito a Honda a sair da atual situação seria ter uma segunda equipa, algo a que a McLaren, nos tempos de Ron Dennis, se opôs claramente. “Se tivermos duas amostras para análise será melhor. Mas para fazer isso teremos de ter mais recursos em termos d engenheiros e de momento não estamos prontos para isso, mas talvez seja o que precisamos”, admitiu o responsável da Honda para a F1. Recorrer a mais equipas clientes teria, pelo menos, permitido ao construtor japonês ter tido mais tempo de pista depois de um inverno tão complicado como a McLaren teve.
Yasegawa adianta que está a tentar utilizar uma melhoria da unidade de potência de 2016 como motivação para os seus colaboradores replicarem esse progresso, apesar das recentes críticas feitas por Fernando Alonso acerca da falta de performance do motor Honda. “As equipas de topo estiveram a um nível alto no ano passado e nós começamos num nível baixo e vamos melhorar. A relação é muito positiva, mas porque mudamos de conceito talvez que ainda tenhamos muito caminho a recuperar. Claro que Fernando tem expetativas (numa rápida melhoria) e nós deveremos proporcioná-la. Por isso temos de mostrar uma boa performance e não apenas com palavras”, reconheceu ainda o responsável da Honda para a F1. Yusuke Yasegawa espera que na Austrália possa mostrar francas melhorias, tendo frisado que houve lugar a uma alteração do mapeamento do motor para melhorar a utilização do mesmo e evitar problemas de fiabilidade.
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Frenando_Afondo™
21 Março, 2017 at 18:56
Uma segunda equipa ajudaria a Honda a ter mais kilómetros e os problemas que fossem descobertos na segunda equipa podiam ser evitados na primeira. Ou os problemas descobertas na primeira podiam ser testados nas duas e assim descobrir soluções mais rapidamente.
Mas a Mclaren não quer por duas razões: primeiro o da exclusividade. Segundo porque imaginem que a segunda equipa batia a Mclaren em pista ou no campeonato, ficariam a nu os problemas do chassi. Assim a mclaren pode esconder possíveis problemas do chassi e acusar a Honda de todos os males.
É o mesmo filme de 2014, a Mclaren foi batida e muito pela Williams e pouco faltou para ser batida pela Force India também, ambas com o motor Mercedes com as mesmas especificações. Assim ficou a descoberto que o problema não era a Mclaren ter um motor com menos upgrades que os da casa mãe (como se podia pensar em 2013), mas sim porque a Mclaren fez um mau trabalho no carro. Com duas equipas Honda isto pode acontecer e aí a Mclaren fica em muitos maus lençóis.
A Honda querer uma segunda equipa não é só para ter mais kilómetros e dados com que trabalhar, mas também para poder encostar a Mclaren à parede caso esta seja batida pela segunda equipa com motor Honda…
Pity
21 Março, 2017 at 20:17
Tem a certeza que a McLaren tinha um motor igual ao da Williams e Force India? Pois eu acredito que não, a Mercedes já sabia que não ia continuar a fornecer motores à McLaren, não tinha, portanto, interesse em que a Honda pudesse descobrir os seus segredos. No início da época, os motores até podiam ser iguais, mas quanto a upgrades… zero.
Frenando_Afondo™
21 Março, 2017 at 21:41
Mesmo assim, isso não explica como depois da Austrália os Mclaren caíram em performance, chegaram à 3º corrida e nem nos pontos entravam.
E é certo que upgrades para eles não deviam haver muitos, mas a Honda desde os inícios que os problemas foram estruturais do motor (vendo a falta de potência e fiabilidade, só pode), e tiveram acesso ao motor de 2014 da Mercedes. O que ficam ainda pior na fotografia, porque nem tendo acesso ao melhor motor da Mercedes em 2014 conseguiram fazer um de jeito (fiável, pelo menos) para 2017… (e já nem falo para 2015 ou 2016).
Mas uma segunda equipa com motor honda acredito que ia por a nú os problemas que a Mclaren tem vindo a demonstrar desde 2013, nem no monolugar acertam.
malhaxuxas
21 Março, 2017 at 23:05
E ele a dar-lhe no chassis.
Não tem mais nada para dizer?
Vá ver o que se passou em 2010, 2011 e 2012, já para não ir mais longe. Veja quem faz bons ou maus chassis.
Só porque 2013 3 2014 foram menos conseguidos e já fez a generalização.
Seja sério. Fale com conhecimento de causa. Olhe!
Vá para casa estudar história da F1, estatísticas etc.
Jabba
22 Março, 2017 at 9:57
Não sei qual é o seu problema, nem sequer percebo a sua intenção, ou o conteúdo.
Acho que podemos claramente dizer que desde que Hamilton e a Mercedes deixaram de trabalhar com a McLaren, a sua performance caiu a pique. O ano passado conseguiram recuperar, mas acredito que tenha sido mais porque os outros estavam mais limitados, por ja estarem mais evoluídos.
Podemos tirar as conclusões que quisermos, e as razões são diversas, mas nunca havemos de estar por dentro o suficiente para saber tudo.
Com base no conhecimento que temos enquanto adeptos, a McLaren não pode dar-se ao luxo de apontar o dedo à Honda quando o seu carrinho se calhar deixa muito a desejar. E não sou eu que o digo. Houve especialistas (engs. F1) que viram o carro curvar na Catalunya, e disseram que o mesmo não parecia tão eficaz como suposto. (nota: nem sequer podiam andar com o motor a fundo!!!).
O que sei é que lamento ver a McLaren nesta situação, mas temos de ter consciência que só pode ganhar um! São todos incríveis ao colocar projectos tão distintos a discutir provas durante quase 2 horas…
PokerAlho46
22 Março, 2017 at 10:00
Nem para uma quanto mais para duas…
Iceman07
22 Março, 2017 at 16:26
E quem ia querer motor Honda? A Sauber até prefere andar com motor de 2016 do que ter Honda!
Por um lado, se alguma equipa coloca-se Honda e ultrapassa-se a McLaren ia ser lindo.