Sebastian Vettel é daquelas personalidades que nunca se importou muito com o culto da imagem, por exemplo, em total antítese do que faz Lewis Hamilton. Redes sociais para o alemão, teve que ser quase à ‘força’, e mesmo assim, não foi fácil. Bastava ir acompanhando os números ao longo dos anos.
Mas isso não foi, não é nem nunca será um problema para si, pois sempre viveu muito bem com isso, e assim continuará. Em declarações recentes ao Motorsport.com, disse acreditar que será “esquecido muito rapidamente” quando sair de F1, e vive “bem com isso”.
Se nos lembrarmos bem, existem apenas três pilotos, Lewis Hamilton, Michael Schumacher e Juan Manuel Fangio, que ganharam mais títulos mundiais de pilotos do que Vettel, que é o quarto na lista dos mais triunfadores, ao lado de um ‘monstro’ como Alain Prost. Muitos podem dizer que os títulos foram ganhos numa época de domínio, tal como Lewis Hamilton, ao contrário dos pilotos no passado, mas a verdade é que Vettel devia ser bem mais admirado pelo que fez, e ainda está a fazer, na Fórmula 1, e não o é. Mas como se diz na gíria, é para o lado que o alemão dorme melhor…
Talvez seja Lawrence Stroll, com o seu projeto Aston Martin F1, que venha dar um forte abanão à disciplina, e se acreditamos que este ano isso será difícil, porque não 2022, e porque não Vettel ser novamente campeão? Vettel é um extraordinário piloto a quem as coisas não correram bem, na fase final, na Ferrari. Mas quem acreditar que perdeu muitas capacidades, desengane-se. Um piloto da categoria de Vettel ‘renasce’ num instante: “Não me interessa o que as pessoas pensam O nosso mundo olha sempre em frente, o que é positivo, mas não se pode ficar parado no passado, caso contrário ainda estaríamos aqui a falar de Juan Manuel Fangio como o Deus de todos os pilotos. Acho que ele era um grande, um piloto muito especial. Mas se hoje perguntarmos a um jovem de 15 anos quem foi Juan Manuel Fangio, penso que não poderiam dar uma resposta. No final isto não é errado, no sentido em que o tempo passa e voltará a passar. Tenho a certeza de que quando me despedir da Fórmula 1, serei esquecido muito rapidamente e por mim tudo bem, penso que é isso mesmo. Esta é também a razão pela qual não estou muito preocupado em ter de provar algo às pessoas e concentro-me apenas em quem tenho à minha frente e em mim próprio. Não quero parecer egoísta ou arrogante, mas no fim sou eu e a equipa. Há pessoas que me apoiam e que me têm dado muito nos últimos 10 anos, estando ao meu lado independentemente do último resultado. A F1 anda cada vez mais depressa, não só em termos de velocidade na pista, mas também nas avaliações que agora se baseiam nos dois últimos anos.
Pode-se sair do nada e ser julgado como herói após algumas boas corridas ou, como no meu caso, ter mais de 50 vitórias e ser julgado como mediano. São assim as coisas hoje”, disse.
E tem toda a razão, pois não há presente nem futuro, sem conhecer o passado…










