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F1, Sebastian Vettel: “o tempo dirá se fico aborrecido em três meses ou três anos” | AutoSport

F1, Sebastian Vettel: “o tempo dirá se fico aborrecido em três meses ou três anos”

Por a 23 Setembro 2022 14:02

Sebastian Vettel não exclui por completo o seu possível regresso à Fórmula 1, noutra função que não piloto, entenda-se, com o tetracampeão mundial a mostrar-se bem disposto ao dizer que “o tempo dirá se me aborreço dentro de três meses ou três anos”.
Como se sabe, Vettel encerra a sua ilustre carreira de 16 anos na F1 no final desta temporada de 2022, tendo reclamado até aqui 53 vitórias, 122 pódios e 57 pole positions, juntamente com os seus quatro títulos, todos alcançados com a equipa Red Bull.
Tendo tido tanto sucesso na Red Bull, foi-lhe recentemente perguntado se alguma vez consideraria regressar à equipa sem pilotar, o que o levou a explicar como se está a aproximar da sua saída do desporto: “De momento, não sei. Não estou a considerar nada, porque me estou a afastar. O tempo dirá o que será possível fazer – se há ou não uma oferta dessa natureza – e então verei como me sinto [no] momento”, disse Vettel.
“Estou bastante feliz por passar mais tempo noutras coisas e estou ansioso por ver mais as crianças, e coisas do género. Então o tempo dirá se fico aborrecido dentro de três meses ou três anos”!

Vettel também foi questionado sobre quão perto esteve de regressar a Red Bull no lugar de Alex Albon em 2020, na sequência da notícia da sua saída da Ferrari, mas minimizou as discussões com os chefes de equipa Christian Horner e Helmut Marko e deixou claro que continua “feliz” por se ter mudado para Aston Martin para a sua última etapa na F1: “Tomei a decisão de me juntar a Aston Martin antes de pensar sequer que o Alex iria partir, por isso nunca esteve realmente perto. Claro que conheço bem o Christian, o Helmut, por isso com certeza, tive uma espécie de breve conversa com eles, mas nunca nada de realmente sério”, acrescentou.
“Também sei e sabia, que se tivesse sido uma opção ou séria, teríamos pelo menos falado sobre isso, mas nunca chegou a esse ponto. Obviamente, alguns meses mais tarde, poderia olhar para trás e dizer “se” e “e se”, e assim por diante, mas estou contente com a escolha que fiz. [Esperávamos ser mais competitivos no ano passado e este ano, mas não fomos, e estou muito contente com a forma como a equipa progrediu e [como] estamos a trabalhar em conjunto. Não é o tipo de sonho que se torna realidade, correr nas posições em que estamos a correr, mas tem sido um desafio, e penso que o aceitei e tentei aproveitá-lo ao máximo”.
Neste momento, Vettel está a realizar os últimos Grandes Prémios da sua carreira, mas houve um primeiro. E a estreia foi logo com um ponto para Vettel. Recordemos o texto publicado em 2007:

A luta pelo pódio a BMW acabou por marcar apenas um ponto, o que tem de ser considerado bastante desalentador para a equipa de Hinwill. O facto do estreante Sebastian Vettel ter marcado esse ponto acabou por ser fraca consolação para Mário Theyssen e os seus pares, mas ao menos deu algum motivo para se celebrar nas boxes da equipa, mesmo se a Renault ganhou três pontos aos alemães e ficou mais perto na luta pelo terceiro lugar no Mundial de Construtores.
Para Nick Heidfeld as coisas até pareciam bem encaminhadas, pois superara Raikkonen no arranque e não estava longe de Massa quando se chegou ao primeiro reabastecimento, mas o pequeno alemão errou na travagem para a primeira curva na volta em que deveria reabastecer, perdeu nove segundos e uma posição, ficando logo afastado da luta com os três primeiros. Perdendo uma posição para Raikkonen depois do primeiro reabastecimento, Heidfeld manteve a quinta posição por ter superado Kovalainen nas boxes, mas acabou por perder o contacto com os Ferrari, o que não correspondia às expectativas da BMW. Depois, um problema hidráulico forçou-o a abandonar, quando tinha Kovalainen sob controlo.
Terminar bem Em contrapartida o jovem Vettel começou mal e terminou bastante melhor, marcando um precioso ponto para a BMW no seu Grande Prémio de estreia. O alemão errou na travagem para a primeira curva, seguindo em frente para não bater em Kovalainen e caiu para a 11ª posição. Provavelmente sob pressão para não errar mais, Vettel passou a primeira parte da corrida colado a Rosberg, que tinha um carro bem mais pesado, sem nunca ousar a ultrapassagem, e depois ficou atrás da luta entre Trulli e Webber, sem correr o menor risco.
No final foi o abandono de Rosberg que lhe deu um saboroso ponto, mas se é verdade que Vettel ajudou a BMW, também ficou bem claro que ainda não tem experiência para ser confirmado como piloto titular e, por isso, a confirmação de Heidfeld e Kubica para 2008 será apenas uma questão de tempo.

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