F1, Ross Brawn: “Somos abençoados pelos pilotos que temos: Lewis, Max, Lando, George, Carlos, Charles…”

Por a 5 Julho 2021 14:32

Ross Brawn, diretor Geral da fórmula 1 faz após cada Grande Prémio um coluna onde debita as suas opiniões, sendo que entre elas, desta feita, volta a tocar nos principais pontos de discussão. Começa por Verstappen, dizendo o óbvio: “Já disse anteriormente nesta coluna que sempre pensámos que ele era ‘material’ de campeão mundial e agora ele está a prová-lo em pista”, passando depois para o Piloto do Dia, Lando Norris: “Teve uma sensacional prestação na qualificação e deu-lhe sequência com uma grande corrida”, fugindo depois ‘olimpicamente’ a um tema difícil para quem é diretor Geral da F1: “Houve algumas decisões difíceis relativamente às penalizações na corrida, uma das quais teve impacto no Lando.

Ninguém, incluindo os Comissários Desportivos, quer ver penalizações, e penso que estas serão debatidas durante muito tempo. Mas igualmente, não podemos ter ‘agressões’ não regulamentadas na pista. Também não é o que queremos ver. Encontrar esse equilíbrio nem sempre é fácil”, escreveu.

Quanto a Lando Norris: “O Max foi novamente uma máquina, mas penso que o Lando fez uma corrida “bem acima do seu peso”, fazendo uma analogia com o boxe: “e é isso que faz dele o meu Piloto do Dia. Ele foi altamente avaliado quando chegou à Fórmula 1 – e está agora consistentemente a corresponder a essa expetativa. O piloto da McLaren tem vindo a evoluir constantemente este ano e parece ter dado um passo importante. Ele é um talento espantoso.

Três pódios já nesta temporada para Norris, que está a ir, de brilharete em brilharete.

Somos abençoados pelos pilotos que temos neste momento. Temos a referência – que é o Lewis, e depois temos Max, Lando, George, Carlos, Charles…”

Passando para George Russell: “O outro Williams tem lutado mas com o George ao volante, aquele carro está a aproximar-se de ser ‘respeitável’. George fez um trabalho maravilhoso na qualificação e um excelente trabalho na corrida. Fiquei mesmo muito impressionado”.

Já quanto a Lewis Hamilton, denomina-os como tempos desafiantes: “É uma grande notícia que o contrato de Lewis tenha sido renovado. Ele é uma super estrela da Fórmula 1 e é um ingrediente chave nesta fantástica batalha que estamos a ter pelo campeonato mundial.

Neste momento, as coisas não estão a correr bem para ele, mas ele já passou por isso antes, embora talvez já não o faça há algum tempo. Está habituado a batalhas difíceis.

Este ano é invulgar na medida em que as equipas não conseguem responder de uma forma normal por várias razões. Uma é que agora temos o limite de custos, pelo que não podem simplesmente ‘atirar’ recursos para o problema”.

Em segundo lugar, temos o novo carro a chegar no próximo ano, com o qual estarão bastante empenhados, por isso é um dilema para a equipa, pois provavelmente não podem dar-se ao luxo de dar uma resposta muito forte da forma como normalmente o fariam.

Antes do limite de custos, ‘atirariam’ recursos para cima da questão. Estes são os elementos das mudanças de regras que foram feitas, que são significativas e ligeiramente invisíveis e penso que conduzirão a campeonatos mais fortes no futuro.

O título ainda é alcançável para Hamilton e para a Mercedes. Estas corridas têm sido dominadas pela Red Bull, mas ficarei surpreendido se isso continuar em todas as pistas.

Penso que o Grande Prémio da Grã-Bretanha em Silverstone vai ser fascinante, especialmente com o novo formato Sprint, no sábado”, escreveu.

Brawn referiu-se ainda a Sergio Perez, e a um domingo ‘azarado’: “Tenho a certeza que mentalmente ele ficou frustrado por estar a lutar pelo segundo lugar e de repente estar no meio do pelotão. É fácil excedermos-nos e tentar compensar demasiado…” concluiu.

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3 comentários

  1. Speedway

    5 Julho, 2021 at 15:25

    A vender o peixe dele.
    Penso pessoalmente que a F1 de hoje tem um nivel que simplesmente não se pode comparar com o de outras épocas, porque nunca foi tão fácil guiar um carro destes, errar uma e outra vez, voltar como se nada fosse. Os carros são amigos. Os pilotos chegam muito jovens ao topo, e pegam logo !
    No passado se se errasse podia-se morrer. Os carros moíam literalmente os corpos,etc. Eram maquinas muito mais brutais e dificeis de domar.
    Não se podem comparar épocas, é verdade, mas figuras como um lckx, Stewart, Fittipaldi, Petterson, Lauda, Jones, Piquet, para já não falar dum Senna, Prost, Mansell etc…eram “diferentes”.

    • Daniel Sousa

      5 Julho, 2021 at 19:43

      Mas ao mesmo tempo pegam numa máquina daquelas, que tem muitos milhões de euros e milhares de pessoas por trás, com marcas de biliões e ganham corridas em plena adolescência e de seguida bebem uma fresquinha numa boa. Quer ganhem, que desfaçam o carro. Não é só ter skills ao volante que conta. A calma por exemplo, é essencial. Esses pilotos que diz, diria todos eles, nenhum tinha a calma de um Norris, ou de um Leclerc.

  2. O Verstappen comeu o Hamilton de cebolada

    5 Julho, 2021 at 17:14

    Espero que todos tenham oportunidades justas de uma competição limpa nas suas carreiras, e que nunca sejam vitimas de algo semelhante ao que este mesmo Ross Brawn esteve envolvido em 1994.
    Cumprimentos

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