F1: Ross Brawn considera domínio da Mercedes insustentável

Por a 24 Outubro 2017 16:48

Ross Brawn fez algumas críticas à Mercedes, devido ao grande orçamento da equipa, que faz com que “não seja sustentável” nem “bom para o negócio”.

A Mercedes garantiu o seu quarto título de construtores consecutivo no passado domingo, mas Brawn não gosta de ver o domínio da equipa alemã, que tem um orçamento superior a 500 milhões de dólares.

“O que acontece é que eles, para ganhar, aumentaram muito o seu orçamento. Agora que ganham ainda gastam mais para se manterem dominadores e não perderem a liderança da competição. Os dirigentes das equipas que gastam mais já vieram ter connosco para que os ajudemos, querem que nós criemos regulamentos para que possam gastar menos sem que lhes digam que desinvestiram. Eles querem uma desculpa para reduzir o orçamento. Os motores que temos agora são extraordinários, mas muito caros, o que é muito mau para as equipas que não produzem motores. O custo de um motor agora é o dobro do que custava antes deste regulamento”, disse Brawn em entrevista à Forbes, antes de comentar a decisão do teto máximo que está prevista.

“Este aumento de custos não estava previsto, e, por isso, agora estamos a trabalhar com todas as equipas para conseguir que exista um controlo financeiro e que todos tenham oportunidades. Isto vai dar maior vitalidade à competição, porque não vamos ter diferenças de 4s entre os carros mais rápidos e os mais lentos, além de que pode atrair novos construtores”, terminou um dos líderes da F1.

 

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31 comentários

  1. Sergio Junior

    24 Outubro, 2017 at 17:53

    Motores únicos por favor…

  2. ro19071725

    24 Outubro, 2017 at 17:58

    Ááááááááhhhhh bom assim já se entende melhor! “No início” reduz-se os orçamentos, fazem-se regulamentos novos, limitam-se os motores, é uma alegria… mas, “alguém mais esperto” gasta mais do que é devido e obviamente com melhores condições para obter resultados!… Mais uma vez, agora já é tarde, que está tudo entregue e resolvido! Pró ano tudo será igual (esperemos que não) e daqui a 2 anos mudam-se os regulamentos, a Mercedes sai e entra outra equipa alemã que em 2018 já está a preparar-se para 2019 para entrar “em grande”… mais do mesmo. ISSO DE BAIXAR OS CUSTOS É UMA TRETA e muitos caem nisso – a culpa tb é da FIA, que só “beneficia” a Ferrari (dizem)…

    • Chicanalysis

      24 Outubro, 2017 at 19:41

      Você hoje ainda parte a bengala, de tanta cacetada que anda a distribuir homem.

    • Frenando_Afondo™

      24 Outubro, 2017 at 21:31

      Antes de falar deveria pesquisar e ver que “quem anda a gastar mais do que é devido” é a ferrari, visto que é a que tem actualmente o orçamento maior na F1 (e a que mais ganha em prémios).

      • ro19071725

        25 Outubro, 2017 at 9:53

        Ferrari – fora da F1 – que tal?… “teria mt mais interesse?”… poderá ganhar mais em patrocínios face ao “nome” que é… em prémios de quê?…

  3. Paulo Teixeira

    24 Outubro, 2017 at 18:02

    Tecto orçamental e fornecedores de motores sem estarem ligados aos atuais fabricantes.

  4. O Verstappen comeu o Hamilton de cebolada

    24 Outubro, 2017 at 18:03

    Inacreditável estas declarações vindas de um individuo que fez exactamente o mesmo quando estava na Ferrari à custa de orçamentos quase ilimitados…
    Cumprimentos

    • Sr. Dr. HHister

      24 Outubro, 2017 at 18:43

      Bota hipocrisia nisso!

      • Chicanalysis

        24 Outubro, 2017 at 19:52

        Não considero que seja hipocrisia, apenas atua de acordo com a posição em que se encontra. Naturalmente que quando estava nas marcas fez o que tinha que fazer para garantir o sucesso, era pago para isso.
        Agora o seu papel é salvaguardar a popularidade da F1 e para tal deve pugnar para que a competitividade seja maior.
        Chamo a isso ser profissional.

    • F1_4ever

      24 Outubro, 2017 at 18:47

      E não nos podemos esquecer que se a Mercedes é hoje a equipa ganhadora dos últimos quatro campeonatos é precisamente graças a ele, que foi o mestre obreiro do regresso da Mercedes para a F1 e criou as fundações para a equipa se tornar dominadora e foi ele também quem convenceu o Hamilton a juntar-se á equipa. Estas declarações cheiram a ingratidão ou inveja do sucesso que não pôde continuar a partilhar.

      • João Pereira

        24 Outubro, 2017 at 20:23

        Não é ingratidão. É frustração, porque foi despedido juntamente com Norbert Haug, precisamente por não ter feito aquilo que o meu caro diz que ele fez. O que o homem tem é uma dor de corno do tamanho do mundo, por ter feito a asneira que fez ao formar a Mercedes em torno de Schumacher, que já estava completamente fora da garantia, e uma altura em que ainda por cima a FIA já não tolerava as manobras foleiras do alemão.

        • ro19071725

          25 Outubro, 2017 at 9:57

          Lá vem o ódio do Schumacher,,, mas qd é que isso acaba?

          • João Pereira

            25 Outubro, 2017 at 12:00

            Ele é que começou, e não é por estar “aleijadinho”, que vamos esquecer toda a malandragem que ele fez enquanto piloto (uma coisa não tem a ver com a outra), até porque não há estatísticas acerca disso, nem vídeos de compilação sobre isso, o que diga-se em abono da verdade, dava uma bela trilogia (Benetton, Ferrari e Mercedes) de longas metragens, mais longa que o Senhor dos Anéis.

    • ro19071725

      25 Outubro, 2017 at 9:54

      Acabem com os orçamentos limitados, visto que na prática para as equipas de maior poderio não existe nem nunca vai existir.

  5. Sr. Dr. HHister

    24 Outubro, 2017 at 18:44

    Insustentável é andarem a mudar constantemente os regulamentos, que beneficia na mesma as equipas com maior flexibilidade orçamental! Insustentável era a monotonia da F1 quando tu e o Shumi ganhavam tudo e mais alguma coisa. Foram 5 seguidos e sempre o mesmo a ganhar. Pelo menos na Mercedes lutaram os dois e ganharam os dois. Agora que as equipas estão a apanhar a Mercedes querem mudar outra vez! Que metam um tecto orçamental. Insustentável é a vossa incompetência.

  6. João Pereira

    24 Outubro, 2017 at 20:16

    Claro que Brawn só pode criticar a Mercedes por 3 anos de domínio, afinal ele fartou-se de ter este tipo de conversa quando estava à frente da Ferrari com Jean Todt, que é outro manhoso.
    Ele há com cada figurão!!!

    • ro19071725

      25 Outubro, 2017 at 9:59

      Aqui tb há muitos “figurões”… os mesmos tb por sinal.

      • João Pereira

        25 Outubro, 2017 at 12:19

        Ok, já percebi que não se pode tocar em nada que tenha a ver com a Ferrari, sem que o meu caro fique vermelho de raiva.
        Mas estou de acordo com o que diz acima em relação aos orçamentos limitados. No desporto automóvel, como em todos os desportos, sempre houve ricos e pobres. Temos pena, é a vida.
        É claro que o meu caro só pensa assim, porque a Ferrari é historicamente a equipa com maior orçamento, e para ajudar, até lhe dão um bónus de 100.000.000,00€ anual só por ser uma equipa histórica!!!
        Esses bónus históricos (não só o da Ferrari, mas também o que Mr Ecclestone concedeu à Renault, e o da Mercedes que por acaso creio ser o mais pequeno) é que deviam acabar, e ser distribuídos pelas equipas mais pequenas, com bom senso, é claro.
        Outra regra que devia ser criada, é que todas as equipas se num ano se classificassem à frente da Ferrari, deviam ver os seus carros penalizados com um lastro de 100Kg (1 por cada milhão do bónus histórico) para o ano seguinte.
        Um conselho: vá controlando a sua tensão arterial e o colesterol, já que combinados com vermelhos de raiva, podem dar origem a um AVC.

        • kiotto_9

          25 Outubro, 2017 at 12:47

          O ro19071725 deve ser toiro, ou deve ter cornos, como adora o vermelho para marrar

  7. Frenando_Afondo™

    24 Outubro, 2017 at 21:30

    Ah ok, como não cosneguem batê-los em pista, toca de tentar batê-los na secretaria. Vamos tentar nivelar outra vez o plantel de maneira artificial e criar mais um ciclo de uma equipa dominadora? Porque foi isso que aconteceu nas últimas décadas. Mudam as regras porque uma domina, então uma acerta e bate as outras todas, as oturas todas têm de dar o litro para fechar a diferença para a dominadora, quando estão perto, mudam as regras e troca o disco e toca o mesmo (mas com outra equipa que acerta).

    E que eu saiba, muito dinheiro não significa que acertem e dominem, a Ferrari tem um orçamento superior ao da Mercedes e até agora não ganhou o mundial desde 2008, assim que essa de que eles ganham porque investem não é assim tão preto e branco, é preciso saber investir.

    Concordo em fazer um tecto orçamental, porque gastam que se fartam. Desde que seja para ajudar as pequenas a aproximarem-se das grandes e não para tentar castrar uma equipa específica (que quase sempre é a que está melhor) para ajudar as outras que não conseguem batê-la com o seu trabalho e ideias.

  8. anotheruser

    24 Outubro, 2017 at 22:31

    Sim, tem razão.
    Isto não é sustentável.
    Nem para a Mercedes é sustentável, que mesmo ganhando tem prejuízo financeiro.

  9. RR

    25 Outubro, 2017 at 0:36

    Pois Claro que os Motores são Caros, voçês agora só permitem 4 motores para mais de 20 corridas qualquer Dia só Permitem 1, estão á espera de quê ………Realmente !!!

  10. Quico

    25 Outubro, 2017 at 13:10

    Nos tempos da Ferrari não interessava uma equipa dominante e um único piloto a ganhar.

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