F1: Ross Brawn admite banir as ‘barbatanas’ de tubarão
Os novos regulamentos ofereceram maior liberdade aerodinâmica às equipas, com o objetivo de reduzir os tempos por voltar e produzir monolugares com um visual agressivo. Contudo o efeito colateral disso foi a introdução de uma série de dispositivos estranhos na carroçaria dos F1 de 2017, nomeadamente as famosas ‘barbatanas’ de tubarão que ‘inundaram’ a disciplina no passado e que foram banidas em 2011 por razões estéticas. As novas regras permitem o regresso das famigeradas ‘barbatanas’ e todas as equipas as experimentaram nos quatro dias de testes realizados em Barcelona. E elas existem porque geram mais estabilidade nas curvas de alta velocidade, combinadas com o apoio conferido pelas ‘T-wing’ situadas na parte traseira do capot do motor – explorando uma área do regulamento que não foi explorada desde o ano passado.
“Como sempre com novos regulamentos há alguns contratempos. Temos ‘barbatanas’ de tubarão que não são muito populares e por isso é algo que temos de resolver. Parte do objetivo dos novos regulamentos é produzir carros mais interessantes, por isso não queremos estragar isso com peças periféricas que prejudiquem isso. Mas isso é normal como as novas regras”, enfatiza Ross Brawn. O novo responsável desportivo da F1 afirma que todas as consequências dos novos regulamentos não foram totalmente uma intenção dos seus criadores. Daí que todas as consequências não pretendidas e desnecessárias sejam retiradas para não desvirtuar o inicialmente pretendido.
O Grupo Estratégico de F1 propôs que as ‘barbatanas’ fossem removidas antes do começo da época, mas não houve acordo entre todas as equipas ao nível da Comissão de F1, sendo que a unanimidade é uma exigência por parte de Ross Brawn. Outra preocupação relativamente ao efeito dos novos regulamentos tem a ver com as ultrapassagens. O que a longo prazo Brawn espera reformar para permitir corridas melhores. “Temos que olhar para todo o tópico da ultrapassagens e das corridas e como os carros possam competir uns com os outros, num processo que preferimos surgir de forma natural em vez de matizado por coisas como DRS. Ele foi uma solução, porque tínhamos um problema, mas acho que não devemos ter pressa em remover o DRS. Mas gostaria de ver uma solução a longo prazo no design dos carros que nos permitisse prescindir do DRS”, acrescenta o britânico.
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Sr. Dr. HHister
5 Março, 2017 at 19:42
Chegou o bom senso.
kmsdigitais
6 Março, 2017 at 1:04
Há uma grande preocupação com estéticas dos carros (como se isso fosse o mais importante, mas OK!) e afins para “Inglês ver” mas…
…e os circuitos?? Carros mais largos e mais rápidos, e os circuitos??
Iceman07
6 Março, 2017 at 17:12
Menos chicanes.
Frenando_Afondo™
6 Março, 2017 at 1:14
“Mas gostaria de ver uma solução a longo prazo no design dos carros que nos permitisse prescindir do DRS”
Essa solução já foi dada por muita gente, dentro e fora da F1 e estas novas regras foram criticadas por isso mesmo. Uma das coisas que impede um monolugar perseguidor de se aproximar do monolugar da frente é a asa frontal demasiado complexa, que acaba por ser muito susceptível ao ar turbulento que vem do monolugar que persegue.
Por isso se querem monolugares que consigam andar mais perto uns dos outros têm de fazer asas frontais bem menos complexas e para isso permitir mais efeito de solo em todo o monolugar, para compensar a perda de downforce na parte frontal do monolugar e também para este não se tornar perigoso nas curvas de alta velocidade.
Porque o DRS resolve o problema, mas só nas zonas de DRS, o que é estúpido, porque noutras zonas da pista não é possível haver ultrapassagens, a menos que quem está a ser perseguido tenha os pneus nas lonas e o que vem atrás pneus novos, o que é outra maneira artificial de criar ultrapassagens e lutas em pista.
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6 Março, 2017 at 7:11
Se diminuírem a complexidade da asa dianteira os carros vão ficar muito mais lentos…e lá vem de novo a velha história que os F1 agora são GP2…
Iceman07
6 Março, 2017 at 17:17
Na década passada carros com pneus com sulcos, sem DRS, sem ERS e motores atmosféricos faziam tempos semelhantes aos de 2016. Se calhar com DRS, ERS, pneus actuais e motores turbo eram capazes de chegar aos tempos dos testes de 2017.
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7 Março, 2017 at 9:04
Só que o problema já era o mesmo…demasiada complexidade na aerodinâmica e poucas ultrapassagens…