A Red Bull está mais rápido numa só volta, a Mercedes tem vantagem nos stints mais longos. A Ferrari surpreende pela negativa na performance pura…
Agora que se pode olhar com mais atenção para os dados resultantes dos testes de Fórmula 1, que decorreram no passado fim de semana no Bahrein, conclui-se que nos stints longos é a Mercedes que, apesar dos problemas que teve, está na frente, e logo com quase quatro décimos de avanço para a Red Bull. Isto significa algo muito simples. Se estes dados fossem diretamente proporcionais, já existiam uma ordem para a primeira corrida do ano, mas como muito bem sabemos, há sempre muitos fatores a influir no resultado das corridas, a começar logo pela qualificação, e nesse particular é a Red Bull que está na frente da Mercedes.
Portanto, a Mercedes pode ter vantagem nos stints longos, mas se os Red Bull, em teoria, os mantiverem atrás após a partida, não será evidente que a Mercedes materializasse a vantagem nos sints longos. Seja como for, o que analisamos aqui são os dados que existem e estes ‘dizem’ que a Mercedes tem uma forte palavra a dizer na primeira corrida.
Para lá da Mercedes, a Red Bull está em segundo nesse particular, a Aston Martin, apesar dos problemas, deixou claro que em ritmo de corrida está bem (teoricamente a 0.73s da Mercedes). Segue-se a McLaren em quarto, na frente da Alpine, com a Ferrari a surgir exatamente na mesma posição em que terminou 2020, em sexto. Pior que isso, enquanto Aston Martin, McLaren e Alpine, ‘cabem’ em 0.160s, a Ferrari está 0.69s atrás da Alpine.
Segue-se a Alpha Tauri, Alfa Romeo, Williams e Haas, que este ano parece condenada ao último lugar.
Isto são os stints longos, porque em modo ‘qualificação’, é a Red Bull que está na frente, 0.56s melhor que a Mercedes, que tem a McLaren ‘à perna’. Um pouco mais atrás a Aston Martin e a Alpine e algo surpreendentemente a Alpha Tauri e a Alfa Romeo na frente da Ferrari.
Também a Haas está na frente da Williams.
Estas conclusões e as tabelas que vê abaixo foram tiradas pela equipa da F1.com, sendo que agora entram todas as incógnitas e eventualmente algum trabalho que as equipas possam fazer nestes 12 dias que medeiam entre o fim dos testes e o arranque do GP do Bahrein de F1. É perfeitamente possível que algumas coisas sejam corrigidas, pelo que a ordem pode mudar. A qualificação ditará sem grandes dúvidas a rapidez numa volta e durante a corrida vai começar-se a perceber tudo o resto.














