F1 quer “aumentar decibéis” e analisa outras opções para os motores de 2030

Por a 15 Maio 2024 15:35

A Fórmula 1 quer agradar a todos os fãs, após terem percebido pelas suas análises que o ruído dos motores é uma parte muito importante para os amantes da disciplina, mas isso pode obrigar a procurar outras soluções para as unidades motrizes. 

Não é um garante que os motores turbo-híbridos desapareçam na próxima revisão regulamentar para as unidades motrizes, que deverá ser introduzida em 2030, mas Stefano Domenicali admite que só um “determinado tipo” de motor dá as sensações que os fãs esperam da Fórmula 1. O responsável máximo da F1 não forneceu pormenores sobre quais poderiam ser as opções, mas sublinhou que, e apenas como opinião pessoal de Domenicali, os combustíveis sintéticos tiverem os resultados esperados, a disciplina poderá descartar a tecnologia híbrida. 

Em declarações em Imola, antes do Grande Prémio da Emilia-Romagna, onde adiantou a data prevista para o regulamento de 2026 ser conhecido, Stefano Domenicali, citado pela edição italiana do Motorsport, sublinhou que a opção por motores híbridos na Fórmula 1 dificulta, ou torna quase impossível, a redução drástica do peso dos monolugares.

“O ponto sensível, mas infelizmente necessário presentemente, diz respeito ao peso dos monolugares”, afirmou o responsável italiano da F1. “Ao confirmar a solução da unidade motriz híbrida também para 2026, é inevitável um aumento de peso. Se compararmos uma projeção do monolugar de 2026 com um carro de há 10 anos, percebemos que o peso se tornou um problema significativo”. 

Domenicali acrescentou que “todos os pilotos gostariam de ter carros mais leves e, pessoalmente, eu também gostaria de ter um pouco mais de som. Mas nesta última frente trabalhamos para tentar aumentar os decibéis, a pesquisa que fazemos mostra que todos os mercados, e todas as faixas etárias, querem ouvir um melhor som, bem como a energia que apenas uma vibração de um certo tipo [de motores] consegue transmitir quando se está perto da pista.”

Desta forma, o responsável deu ainda conta que “assim que os regulamentos de 2026 estiverem definidos, começaremos a pensar no que será o próximo passo, o motor de 2030. Esta é uma consideração pessoal minha, que ainda não foi partilhada com as equipas, embora tenhamos falado sobre isso com a FIA: se os motores a gasolina sustentável forem suficientes, teremos de considerar cuidadosamente se continuamos com a hibridização ou se haverá melhores soluções disponíveis.”

Caro leitor, esta é uma mensagem importante.
Já não é mais possível o Autosport continuar a disponibilizar todos os seus artigos gratuitamente.
Para que os leitores possam contribuir para a existência e evolução da qualidade do seu site preferido, criámos o Clube Autosport com inúmeras vantagens e descontos que permitirá a cada membro aceder a todos os artigos do site Autosport e ainda recuperar (varias vezes) o custo de ser membro.
Os membros do Clube Autosport receberão um cartão de membro com validade de 1 ano, que apresentarão junto das empresas parceiras como identificação.
Lista de Vantagens:
-Acesso a todos os conteúdos no site Autosport sem ter que ver a publicidade
-Oferta de um carro telecomandado da Shell Motorsport Collection (promoção de lançamento)
-Desconto nos combustíveis Shell
-Acesso a seguros especialmente desenvolvidos pela Vitorinos seguros a preços imbatíveis
-Descontos em oficinas, lojas e serviços auto
-Acesso exclusivo a eventos especialmente organizados para membros
Saiba mais AQUI
Subscribe
Notify of
4 Comentários
Inline Feedbacks
View all comments
F1 FOR FUN
F1 FOR FUN
14 dias atrás

Hidrogénio, Amoníaco (NH3) e nOctano sintético são as opções.

mullerwj
mullerwj
13 dias atrás

Que voltemos aos motores à combustão, mais baratos, seguros, simples e que realmente representam o automobilismo. Com todo o respeito, os veículos elétricos dificilmente serão uma alternativa a curto e médio prazo.

mullerwj
mullerwj
13 dias atrás

Que os motores elétricos fiquem exclusivamente para a Formula-E, que tem o seu valor. Separemos as coisas.

gearless02
gearless02
Reply to  mullerwj
13 dias atrás

Saiu um trabalho interessantíssimo que levanta um problema, até agora não falado ou ignorado…
A incapacidade de venda dos eléctricos em 2ª mão a partir de certa idade, tão somente, porque o valor de uma bateria nova excede o valor comercial do veículo.
O que iremos então fazer a todos esses caros usados?

Last edited 13 dias atrás by gearless02
últimas FÓRMULA 1
últimas Autosport
formula1
últimas Automais
formula1
Ativar notificações? Sim Não, obrigado