Muitos dos leitores devem estar a responder mentalmente, que queriam demonstrar que Lewis Hamilton era o único culpado do incidente de Silverstone. Sim, deveria ter sido isso, mas pelo que parece ficou muito aquém do expectável e pior, podem ter perdido toda a credibilidade no assunto.
Alexander Albon foi o piloto escolhido para testar os novos compostos da Pirelli, no dia 20 de Julho, mas os comissários deram a conhecer que “provas” apresentadas são de 22 de Julho. Sem problemas legais para a Red Bull, já que o teste foi efetuado com o RB15 de 2019. Isso fez com que a equipa pudesse efetuar quantos quilómetros quisesse e o gasto com o teste, como se trata de um carro de outro ano, não está sob as estritas regras orçamentais impostas este ano.
Jump onboard with @Alex_Albon for a 𝘃𝗲𝗿𝘆 𝘀𝘂𝗻𝗻𝘆 tour around Silverstone 😍☀️ pic.twitter.com/LKYbOH69AM
— Red Bull Racing Honda (@redbullracing) July 22, 2021
Para já, só vantagens. Mas qual é a intenção de apresentar uma encenação, uma prova criada por outro piloto e com um carro mais antigo? Parece claro, que o resultado final apresentado pela Red Bull, não seja considerado fidedigno, porque não reconstitui a réplica exata daquilo que aconteceu na corrida do GP da Grã-Bretanha, com Hamilton a pilotar um monolugar de 2021, com pneus deste ano e com a pressão da luta pela posição.
Mesmo que a “prova” fosse considerada, poderia não ter apresentado mais nada que não fosse o suporte à penalização já imposta a Hamilton, já que provaria que o piloto da Mercedes não conseguiria fazer a curva sem sair de pista, ou seja “predominantemente culpado”. Uma prova nova teria que apresentar dados que dessem Hamilton como o único culpado do acidente, para que a sua penalização fosse revista.
Falta explicar o mistério, como demos conta, a que se referem os comissários com “alegações feitas na carta do concorrente”. Terá a Red Bull passado os limites do aceitável? Uma esperança sobressai da rejeição da FIA: podemos agora passar para aquilo que interessa, a competição em pista. No entanto, quase de certeza, que a luta intensa fora de pista será maior que dentro dela.













O que eles queriam demonstrar é o que já muitos constataram, o nome deles não devia ser Red Bull mas sim Red Donkey
Se queriam esse tipo de coisas (reconstituições) iam ao YouTube onde há N vídeos com reconstituições 3D do acidente e as várias trajectórias naquela curva. O problema é que em todas elas chamam o caso de incidente de corrida em que os dois pilotos têm cota parte de culpa, porque nenhum deles quis dar espaço ao outro. Assim eram reconstituições que não davam jeito nenhum à RB.
Qual era a intenção?
Deixo que respondam por mim:
“Duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana. Mas, em relação ao universo, ainda não tenho certeza absoluta.” (Eisntein)
“os idiotas perderam a modéstia” (Nelson Rodrigues)
Desculpem: Einstein