F1: Problemas com o túnel de vento afetaram a Red Bull
Habituada a ganhar no passado, a Red Bull não tem conseguido acompanhar a Mercedes e a Ferrari em 2017. E Christian Horner não tem dúvidas que tal se deve a problemas na fábrica com o túnel de vento, que acabaram por afetar a performance da equipa. Só quando foi identificado o problema é que foi possível encurtar a diferença para as duas equipas da frente.
“A corrida em pista não mostrou aquilo que as nossas ‘ferramentas’ nos prometiam. E isso fez-nos atrasar dois meses, mas também nos fez trabalhar o dobro mais rápido que os outros, porque eles também não ficaram parados”, afirma Christian Horner. O diretor da Red Bull Racing sabe bem porque é que tal aconteceu: “Tudo se deveu ao facto do túnel de vento nos ter deixado ficar mal. Um carro maior e pneus maiores deram-nos resultados diferentes em pista face ao CFD e ao túnel de vento”.
Mas Horner não se limita a justificar o que aconteceu com os problemas na fábrica. Também ‘culpa’ o motor: “Pelas estimativas da Renault, eles estão atrás dos seus objetivos, mas eles estão a trabalhar para recuperar”. E o diretor da Red Bull Racing também sabe que tem igualmente que ter em conta a tecnologia de combustível e óleo supostamente usado pela Ferrari e o facto do sistema inteligente de suspensão usado pela sua equipa ter sido proibido. Referindo-se à questão do óleo o diretor da Red Bull Racing não tem dúvida que beneficia quem os tem, mas que agora as equipas estão todas em plano de igualdade, já em relação à suspensão, refere: “Testamos o sistema mas não nos deu um ganho que justificasse o peso adicional”.
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MVM
17 Agosto, 2017 at 12:20
Seria interessante saber qual o “sistema” de suspensão que a Red Bull testou. Tanto quanto sei, trata-se de um sistema hidráulico que usa o óleo do motor: https://drivetribe.com/p/mercedes-loophole-discovered-fQ31umCpRUiwnKr4YA7WgA?iid=IddU3833S8asL20IzL_K5w
Frenando_Afondo™
17 Agosto, 2017 at 18:16
Leia o artigo. Não usa o “óleo do motor”, são suspensões hidráulicas, logo usam óleo, como qualquer suspensão. O que as equipas estão a fazer é colocar os tubos por onde passam esse óleo perto de componentes que aqueçam rapidamente, como por exemplo, a caixa de velocidades. Isto permite que o óleo aqueça mais rapidamente e logo chegam à altura ideal mais depressa.
Ora isto não é ilegal. Tal como a própria FIA afirmou neste parágrafo:
“An FIA steward confirmed to AMUS that such a practice would not be punishable: “We cannot prescribe anyone where he builds his suspension components and what is in their environment. Theoretically, one could also alienate an exhaust manifold for heating. We can only intervene when the warm-up happens in an unnatural way.”
O que é ilegal é ter um sistema ACTIVO que aqueça esse óleo, como por exemplo um aquecedor que seja activado pelo piloto no cockpit quando precise ou algum mecânico aquecer esse óleo com um sistema exterior enquanto em “parque fermé”.
MVM
17 Agosto, 2017 at 19:33
Fónix! Eu é que tenho de ler o artigo? Controle-se, porque eu não queria atacar o seu Hamiltonzinho nem a Mercedinhas.
Frenando_Afondo™
17 Agosto, 2017 at 21:31
Ai é só a Mercedes que eu estou a defender? Há mais equipas que usam a mesma ideia. Mas pronto, cada um tenta desmerecer um comentário como bem entende. Já argumentos para responder com substância, zero.
Já leu o artigo ou continua a pensar que o sistema hidráulico de suspensão usa óleo do motor?
PS: E tenha calma que eu não estou a atacar a sua querida ferrarizinha e o seu amado vettelzinho. (vê, também eu sei acusá-lo de não ser isento chamando nomezinhos ridículos para desvalorizar o seu comentário). 😉
Speedway
17 Agosto, 2017 at 13:06
Sendo carros basicamente pouco visíveis, dada a decoração furtiva que apresentam ( como outros teams, diga-se de passagem), a Red Bull sempre realizou carros feios mas eficientes, e prova disso são os 4 mundiais de enfiada que ganharam com o Vettell. Eram carros vulgarissimos do ponto de vista exterior, mas que conseguiam ser bem eficientes. O modelo deste ano, e tendo como base um novo regulamento técnico, era uma oportunidade para a equipa vir para o topo. Mas falharam completamente, indo por soluções pouco reboscadas e quem não arrisca não petisca como é evidente. O motor Renault é inferior ao da Ferrari e Mercedes e isso é outra realidade com que a equipa tem de viver. Em termos de pilotos são óptimos. É um ano perdido, independentemente de poderem ganhar outra prova, mas só em circunstâncias anormais.
Frenando_Afondo™
17 Agosto, 2017 at 18:02
A RB no passado tinha uma arma muito importante: the blown diffuser. Que lhe permitia ter muito mais aderência nas curvas que a concorrência. Daí poderem dar-se ao luxo de mesmo com o motor menos potente do plantel e menos velocidade em recta, darem bailes.
Desde 2014 as regras mudaram completamente (e em 2017 ainda mais) e todas essas vantagens foram para o lixo. E se é verdade que o envolvimento de Adrian Newey não foi tão grande, já veremos como será o monolugar de 2018 e se conseguem estar ao nível da Mercedes e Ferrari. Este ano já só serve para testar peças e ideias novas para 2018, visto a distância para os dois da frente e a liderança que têm para o 4º lugar dá-lhes para falhar em algumas coisas e testar outras.