F1: Presidente da FIA contra os motores V12

Por a 8 Março 2017 15:37

Jean Todt veio a público afirmar que a próxima geração de motores de F1 deve manter-se aceitável para a sociedade em geral, pelo que os atuais V6 turbo híbridos são os mais indicados para a disciplina. Foram introduzidos para garantir mais eficiência e cativar mais construtores a participarem, e num certo sentido têm tido grande sucesso, com as atuais unidades de potência a atingirem cerca de 50 por cento de eficiência térmica comparados com os 30 por cento conseguidos com os antigos V8.

Contudo, entre os construtores que não estavam envolvidos na F1 apenas a Honda optou por regressa, e debate-se para conseguir acompanhar o desenvolvimento feito por Mercedes, Ferrari e Renault. Além disso os fãs reagiram negativamente ao som dos motores V6 quando comparado com o barulho estridente dos V8 da anterior geração. Em 2020 expira o atual acordo e alguns acionistas da F1 já pediram motores mais ruidosos que proporcionem mais entretenimento na disciplina.

Mas questionado sobre um possível regresso de motores V10 ou V12 o presidente da FIA rejeitou liminarmente a ideia. “Não será aceite pela sociedade Temos a responsabilidade de dirigir uma organização que é monitorizada pela sociedade em geral. E ela não aceitará isso. Aliás, tenho a certeza que se dissermos; vamos lá voltar aos motores de há 10 anos muitos construtores não vão apoiar a ideia. Estou convencido que o mínimo de três em quatro deixariam a F1”, considera Jean Todt.

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10 comentários

  1. MVM

    8 Março, 2017 at 16:09

    E por que não dar liberdade aos construtores para fabricar os motores que entendam ser os mais competitivos? O próprio desenvolvimento da modalidade encarregar-se-ia de seleccionar os motores mais aptos, tal como os turbos levaram a melhor sobre os atmosféricos a partir de 1983 e os V10 provaram ser mais eficientes que os V8 e V12 no início dos anos 90. O que não engulo é essa de a sociedade não aceitar os motores V10 ou V12. A sociedade sabe que os Fórmula 1 não são carros de produção corrente e que a modalidade é o pináculo do desporto motorizado, pelo que facilmente se aceitará que recebam os motores mais nobres e desportivos. Para encorajar o uso de energias renováveis já há a Fórmula E e a Roborace.

    • João Pereira

      8 Março, 2017 at 18:29

      Concordo consigo. Nos anos 70 e 80, os motores podiam ter a arquitectura que se quisesse, limitada a 12 cilindros 3.0 atmosféricos e 8 cilindros 1.5 sobrealimentados. Não percebo porque não se pode voltar a esse regulamento, mesmo mantendo a componente híbrida que me parece inevitável hoje em dia, no fundo é a formula aplicada nos LMP1 HY, e tem dado bom resultado.
      Quanto à sociedade que não aceita, não creio que seja a sociedade de todos nós, mas sim alguma sociedade em que o “Petit Napoleon Todt” deve ser sócio.
      Quanto à Fe concordo, no caso da Roborace, não posso concordar, porque mesmo sendo motorizado, não vejo onde está o desporto, para que possamos considerar um desporto motorizado. Só se os fulanos que programam aquilo são atletas de teclado, mas nesse caso, os pianistas deixam de ser músicos, e passam também a ser atletas e quem sabe se um dia não será isso uma modalidade olímpica.
      Cumps.

      • Iceman07

        9 Março, 2017 at 23:28

        Se fosse assim, iam todos optar por V6 Turbo na mesma. Foi o que se viu nos anos 80 até 1988 que só a Tyrrell tinha motores atmosféricos, resultado? Eram os mais lentos.

        • João Pereira

          12 Março, 2017 at 15:54

          Está enganado caro iceman. BMW turbo 4 em linha, Hart turbo 4 em linha, Zackspeed turbo 4 em linha, Alfa V8 turbo e depois 4 em linha. A própria Ferrari tinha um turbo 4 em linha no banco para substituir o V6 a 120º, quando foi anunciado que as regras iam mudar para penalizar os turbo, e beneficiar os atmosféricos, com estes últimos a subirem de 3.0 para 3.5, pelo que esse motor 4 em linha foi um nado morto. Foi só por falta de $ e também pelo anúncio dessas regras, que Heini Mader nunca avançou com o seu 6 em linha, que penso ter também chegado a ir ao banco.
          Quanto à Tyrrell, chegou a usar o V6 turbo da Renault durante duas ou três épocas, e o carro não andava… porque além de ser mau, o motor acho que era um cliente montado na Mecachrome e não um oficial como os da Renault ou os que foram usados pela Lotus.
          Além disso, até os V6 tinham nuances, já que se os Honda, Porsche e Renault eram a 90º, o Ferrari era a 120º. Também o BMW 4 em linha que era vertical nos primeiro anos, conheceu uma última versão horizontal com os cilindros todos para o mesmo lado.
          A Alfa foi a única que usou dois motores diferentes em corrida simultâneamente.
          obviamente todos estes motores eram 1,5 litros, turbo simples em todos os quatro cilindros, e twinturbo em todos os outros, com excepção da primeira versão do V6 Renault, que também só dispunha de um “soprador”.
          Tudo isto é de memória, por isso não vou entrar em mais detalhes, porque teria que ir confirmar coisas, como anos e modelos de carros.
          Fica no entanto a certeza de que a BMW venceu dois títulos com 4cil, motivando a Ferrari a debruçar-se sériamente sobre esse conceito, e a Alfa a abandonar o pesado e frágil V8. A Hart apesar de muito pequena, chegou a conseguir dois ou três podiuns com o Toleman de Senna e quase vencia no Mónaco. A Renault quase foi campeã mas não conseguiu, mesmo chegando a equipar mais carros que qualquer outro, mas a TAG-Porsche, a Honda e até a Ferrari (só em construtores) conseguiram títulos, sem que como já disse, a Ferrari não tenha finalmente acreditado que o 4 em linha seria a melhor solução.
          Na era pós turbo (3,5 litros), chegámos a ter V8, V10 e V12 em simultâneo, como já tinhamos tido antes (3,0 litros), com V8, Flat 12 e V12, neste último caso tão diferentes como V12 a 72º BRM, 60º Alfa.
          Faça umas buscas, que vai ver que permitir diversidade, pode muito bem significar diversificar.
          Cumprimentos

    • Racingmachine

      8 Março, 2017 at 18:34

      Os motores atuais produzem tanto ou mais potência e consomem muito menos do que os V10 e V12 pelo que, dada a liberdade de escolha, as equipas vão optar por manter mais ou menos a mesma configuração que as regras mandam hoje.

      • [email protected]

        8 Março, 2017 at 21:45

        Nada mais certo e aceitável, mas e a emoção inigualável de ouvir aquele som de trovão que era a imagem de marca da F1? Será que não deveriamos dar maior liberdade aos fabricantes de motores?
        Cumps.

  2. asfalto

    9 Março, 2017 at 0:20

    Penso que se a preocupação fosse a sociedade em geral voltavam aos motores atmosféricos ou desenvolviam os atuais de forma a serem mais ruidosos, como os aficionados dos desportos motorizados se habituaram. A certa altura levei um amigo a ver uma corrida de ralicross, o homem estava ansioso de ir para casa porque o barulho o incomodava, então eu disse-lhe, se não gostas do barulho nunca vais gostar de corridas, hoje vejo que não me enganei. Corridas sem ruido dos motores é como bebé sem chupeta.

  3. Fuscas

    9 Março, 2017 at 6:24

    Essa de que a sociedade não quer é brutal. Qual sociedade? Todt & Cia.? O que a “sociedade” quer é ver grandes corridas, muitas ultrapassagens e luta até ao final entre pilotos e equipas diferentes. Contudo, tenho as minhas dúvidas de que tal aconteça este ano, ainda que as procissões possam melhorar um bocado face a 2016

    • Iceman07

      9 Março, 2017 at 23:29

      A sociedade da industria do automóvel, claro. A sociedade dos adeptos para eles não conta para nada.

  4. Iceman07

    9 Março, 2017 at 23:26

    O problema é mesmo esse: Os construtores querem sempre evoluir. E qual é a modinha da actualidade? Os carros a pilhas, ligados à ficha.
    Quando a Formula E andar com tempos semelhantes à F1, não duvido que vão acabar com a Formula E e introduzir tudo na Formula 1.

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