A Pirelli quer acabar de uma vez por todas com o uso indevido dos seus pneus durante os Grandes Prémios da Fórmula 1. O fabricante italiano foi criticado ao longo de 2016 por obrigar as equipas a utilizarem pressões muito altas com base num critério de segurança e durabilidade, embora muitas destas estruturas tenham acabado por contornar essa situação, queixando-se ao mesmo tempo do efeito nocivo que tinham no comportamento dos seus monolugares, além de poderem hipotecar a segurança dos seus pilotos.
No próximo ano, a marca irá introduzir pneus mais largos, e quer agora poder monitorizar em tempo real a pressão dos pneus e o seu desgaste ao longo das corridas. Tudo para acabar de uma vez por todas com a polémica.
“Precisamos de uma outra forma para garantir que as equipas seguem as nossas prescrições”, disse o diretor técnico Mario Isola ao UOL brasileiro.
“Até agora, conseguimos indicar as pressões iniciais, mas não o que acontece depois”, referiu, especulando que as equipas conseguem reduzir essas pressões dos pneus a partir do momento em que o carro se encontra na pista durante as corridas.
“Claro que estamos interessados na pressão dos pneus durante as provas, portanto se encontrarmos uma forma para segui-los em tempo real, será mais fidedigno e melhor para todos”, concluiu.
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Nunca vai acabar com a polémica. Controlar mais variáveis apenas vai mostrar que há mais variáveis que saem desse controlo. Todo esse controlo retira incerteza ao desporto. E essa incerteza é importante para o espectáculo. Creio que Pirelli está a exagerar, pois bastaria que assumisse que: – este é o produto criado com esta durabilidade comprovada para estas condições de pressão, temperatura, abrasividade, etc; – temos estes pontos de controlo durante um GP; – tudo o resto que decorra de uso fora das especificações é com as equipas (quer haja benefício, quer haja prejuízo). Faz parte do risco e da… Ler mais »
Nem mais. Mas o que a Pirelli quer é controlar o que as equipas extraem dos pneus para lá do que foi estipulado entre a FIA e a Pirelli.
Porque se uma equipa consegue extrair mais voltas de um pneu (pelo bom trabalho que fizeram) a FIA não gosta nada disso (e é chato não poderem distribuir mais penalizações a gosto, alegando a tal incorreção na pressão dos pneus). Em suma é a história da monitorização da quantidade de gasolina no depósito toda outra vez, basta haver uma leitura errada e lá vai penalização automática.