F1: Pierre Gasly admite Alpine longe do potencial máximo após estreia difícil na Austrália

Por a 12 Março 2026 13:45

Pierre Gasly reconheceu que a Alpine saiu de Melbourne “longe do máximo potencial” do novo monolugar e assume que a equipa tem “muito para melhorar” em várias frentes, da afinação do carro à gestão de energia. Depois de um fim de semana em que apenas um ponto foi salvo na corrida, o francês considera, contudo, que a base de trabalho está identificada e que o objetivo é dar um primeiro passo em frente já no Grande Prémio da China.

“Houve muitas lições tiradas de Melbourne”, começou por enquadrar. “Estamos bastante longe de estar no máximo potencial do pacote que temos nas mãos. Há muitas coisas para melhorar: carro, entendimento do carro, ‘set‑up’, motor, maximizar a energia, qualificação, corrida.”

Gasly sublinha que a primeira ronda serviu como referência inicial para perceber onde a Alpine se encontra face à concorrência. “É bom ter uma espécie de base. Objetivamente, sentimos que ficámos aquém em Melbourne e espero que estejamos num lugar melhor aqui na China”, afirmou, revelando que a equipa já leva “algumas coisas” novas para ganhar desempenho, tal como vários rivais.

Entre Bahrein e Melbourne: condições e execução deitam por terra boas sensações iniciais

Questionado sobre o contraste entre as sensações relativamente positivas dos testes no Bahrein e as dificuldades na Austrália, Gasly afastou a ideia de que tudo se explique por características específicas de Albert Park. Para o francês, a diferença esteve tanto na evolução dos adversários como na forma como a Alpine não conseguiu “maximizar o pacote” ao longo do fim de semana: “Não acho que se resuma a um único fator”, explicou. “Toda a gente está a desenvolver o carro. Em Melbourne já vimos algumas evoluções em dois ou três carros, aqui também. É difícil dizer se foi específico da pista, mas claramente as condições e o traçado jogaram menos a nosso favor.”

Mais do que isso, Gasly admite que a própria execução interna ficou aquém do desejável: “No geral, simplesmente não fizemos um trabalho perfeito a maximizar o nosso pacote”, reconheceu. “Nos treinos livres tivemos alguns problemas com o motor, focamo‑nos muito na energia e provavelmente deixamos passar alguns fatores dos pneus, alguns fatores de ‘set‑up’.”

Apesar dos constrangimentos na sexta‑feira e do fraco resultado na qualificação, o francês salienta que o comportamento em corrida foi ligeiramente melhor, o que reforça a ideia de que a solução passa por “afinações de pormenor” e não por uma revisão total do conceito. “Fomos melhores no domingo do que no sábado, por isso é uma questão de ‘fine‑tuning’”, resumiu.

Ambiente na equipa: sem alarmismo, mas com consciência de que “não chega”

Depois de um ano de 2025 particularmente negativo, em que a Alpine terminou no fundo do pelotão e atravessou uma profunda reestruturação técnica, a forma como o grupo reage a um início de época cinzento é um fator escrutinado de perto. Gasly garante que o estado de espírito dentro da garagem é de exigência, mas sem dramatismos: “O ambiente é de que todos temos de trabalhar mais e melhor”, descreveu. “Todos concordamos que não começámos a época na forma que gostaríamos e esperávamos, mas ao mesmo tempo não acho que haja qualquer alarme ou necessidade de dramatizar o que temos de melhorar.”

O francês insiste que a equipa está “muito consciente” das suas limitações atuais e que assume, de forma objetiva, que o nível exibido na Austrália “não foi suficiente”. “Estamos muito conscientes, objetivos. Isto não foi bom o suficiente”, rematou. “Tenho confiança de que conseguimos inverter as coisas e colocar‑nos num lugar melhor já a partir deste fim de semana.”

Com um histórico recente marcado por mudanças de liderança e por um plano de recuperação que já não se mede em “100 corridas”, como admitiu a própria estrutura de Enstone, a forma como a Alpine responder em Xangai será um primeiro teste à capacidade de transformar o discurso de realismo de Gasly em progresso tangível em pista.

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