Pat Symonds voltou a elogiar a introdução do limite orçamental na Fórmula 1, descrevendo-a como “fundamental” para o futuro a longo prazo da competição. O diretor técnico da Fórmula 1 sublinha que a introdução do regulamento financeiro resultou numa utilização mais eficiente dos recursos das equipas e a uma concorrência mais justa em pista.
Na temporada de 2021, as equipas de Fórmula 1 foram obrigadas a cumprir o limite orçamental pela primeira vez, apesar de ter sido controverso pelas sanções aplicadas à Red Bull pelo não cumprimento do mesmo e à Aston Martin devido a uma infração processual.
Este montante foi mais reduzido nos anos seguintes, e embora seja ajustado para 24 corridas devido à inflação e ao calendário de corridas em crescimento, o limite máximo será mantido como uma das regras principais a cumprir pelas equipas na atual Fórmula 1.
Por isso, Symonds sublinha que o limite orçamental ajudou a melhorar a estabilidade financeira das equipas, também através de uma utilização mais eficiente dos recursos, que tem resultado numa mais-valia das estruturas.
“Falamos muito sobre os novos carros de 2022 e como isso melhorou as corridas e todas as coisas que fizemos, mas o limite orçamental não recebe a importância que merece. É fundamental para o futuro da Fórmula 1”, disse Pat Symonds no mais recente episódio do podcast Beyond the Grid.
O responsável da F1 argumentou com o exemplo da Williams, uma equipa que passou por sérios problemas financeiros, mas ultrapassou-os e tenta recuperar em pista os desempenhos de outros tempos, na mesma medida em que vale muito mais agora. “A minha última equipa foi a Williams, onde vivíamos de mão em mão. E, na verdade, pouco depois de eu ter deixado a Williams […] tiveram de vender, e não foram os únicos. As equipas estavam realmente a lutar para sobreviver. Ao longo de sete anos, conseguimos fazer com que estas equipas valessem 500 mil milhões de dólares, o que é bastante impressionante. E muito disso deve-se ao limite orçamental”.
Mas não foi apenas o recuperar e cimentar as equipas, mas também, segundo Symonds, para atrair novos construtores, o que irá acontecer em 2026 com a entrada da Audi e com outros fornecedores de motores que estariam fora da competição não fosse o equilíbrio nas contas. “Esta é uma tecnologia a um preço razoável. Se falamos sobre os fabricantes agora, significa: ‘Sim, esta é uma tecnologia interessante e não está disponível apenas a um preço absurdo’. Não temos que investir centenas de milhões de dólares, mas podemos usar as áreas que são de nosso interesse”, concluiu.
Foto: Philippe NANCHINO/MPSA










