F1: “Os atuais pilotos de Fórmula são uns bebés” – Jacques Villeneuve
Tanto Gerhard Berger como Jacques Villeneuve vieram a público criticar a atual tendência de se iniciar qualquer corrida à chuva com o safety-car em pista.
A situação ganhou novos contornos após o Grande Prémio da Grã-Bretanha, em que os espectadores foram privados de uma partida normal a partir da grelha, depois de a chuva ter caído com intensidade no traçado mesmo antes do seu início.
“Se de repente começar a chover na auto-estrada, um condutor normal não pára de guiar”, alertou Gerhard Berger, em declarações recolhidas pelo Auto Bild. “Ele simplesmente adapta-se à situação”.
“Do que estão à espera? – questionou Jacques Villeneuve. “A maior parte dos pilotos atuais ainda são bebés. Se queremos entusiasmar os fãs de amanhã, necessitamos de heróis. Ídolos que eles possam seguir e querer copiar. Mas o que vemos hoje são pilotos que ganham milhões mas são uns cobardes atrás de um safety-car. O que torna um piloto de Fórmula 1 tão especial já não está a passar para os adeptos”, disse o campeão de 1997, que também criticou a decisão dos comissários de penalizar Nico Rosberg.
“A FIA anularia o resultado de um jogo de futebol porque uma das bandeiras de um canto estaria cinco milímetros mais elevada do que as restantes”, brincou.
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João Pereira
16 Julho, 2016 at 11:53
Por vezes diz uns disparates, mas desta vez tem razão. Metade das corridas na Europa tem risco de chuva e sempre se correu com chuva, de repente Julles Bianchi bateu com a cabeça num tractor e dá nisto. Um dia destes vão importar uns daqueles secadores de Indianápolis, e até adiar corridas para o dia seguinte.
Ayrton, hoje em dia não ganhavas o GP do Estoril de 1985 daquela forma brilhante, nem tinhas sido 2.º no Monaco em 84, nem ganhavas o GP da Europa em Donington depois daquela fantástica 1.ª volta.
O desporto motorizado nunca foi um desporto à base de pernas como o Atletismo e o Futebol, é um desporto á base de T*MATES, Quem não tem pode ir jogar Snooker, porque aí não se apanha chuva, nem sequer os adversários lhes dão encontrões ou passam rasteiras.
AH! Meu tão odiado JMB, fazes cá tanta falta.
O Verstappen comeu o Hamilton de cebolada
16 Julho, 2016 at 12:49
Completamente de acordo com o que escreveu. Cumprimentos
Josué Silva
17 Julho, 2016 at 12:43
Sinceramente não consigo gostar da F1 atual, tenho 47 anos, acompanho a F1 desde o inicio dos anos 80.
Hoje em dia até um piloto medíocre arrisca-se a ser campeão se tiver um bom carro, algo impensável noutros tempos em que os pilotos tinham outro papel dentro de um carro de F1. O piloto hoje em dia tem cada vez menos relevância no desempenho do carro. Antigamente os simuladores era os karts, os pilotos afinavam a sua perícia e revelavam as suas melhores qualidades e capacidades na “marra”, o nível qualitativo dos pilotos era muito maior, entravam na F1 pelas suas qualidades e não pelo tamanho da carteira. Os carros hoje em dia tem vinte e tal botões, até para ajudar a virar, antigamente tinham unhas.
Um abraço a todos.
João Pereira
17 Julho, 2016 at 13:52
Eu tenho 55 anos, nos anos 60 um amigo da família era maluquinho por automóveis, nunca correu, mas via o que podia e levava-me e ao filho para ver o que se fazia em Sintra, falava muito de F1 e Le Mans no final dos anos 60, Lotus, Ferrari, Clark, Rodriguez, Rindt, Amon, Stewart e os outros até mais antigos eram todos meus conhecidos, quando ele apareceu a primeira vez com o jornal Volante, o meu Pai teve que começar a comprar para mim, e depois disso a coisa nunca mais parou.
Não acredito que um piloto medíocre possa ser campeão, embora acredite que um piloto não precise de ser o melhor, se tiver o melhor carro, e o único exemplo de que me lembro é dos anos 70, concretamente 78 e Mario Andretti que bateu todos com o seu Lotus 79 e o colega Peterson até Monza, apenas porque este tinha contrato de segundo piloto. Alan Jones pode ter sido outro 2 anos mais tarde, depois disso, não me ocorre mais nenhum campeão que de alguma forma não fosse incrivelmente rápido, talvez Hill. Desde que me lembro, sempre houve carros bons e carros maus, pilotos bons em carros maus e pilotos pagantes também, até havia privados e só para falar nos seus anos 70, dou-lhe nomes como Emilio De Villota (McLaren M23) e Hector Rebaque (Lotus 78) que eram donos dos seus carros, ou Renzo Zorzi que levou uma pipa de massa para a Shadow, o que permitiu o avanço da equipa, infelizmente cortado pelo acidente mortal de Tom Price em Kyalami, ironicamente causado de forma indirecta por incêndio no carro de Zorzi.
O aparecimento dos simuladores foi ditado principalmente pela proibição dos testes de pista, vou dar-lhe o exemplo de Jacques Villeneuve que quando chegou ao primeiro GP quase ganhou, não por ter um Williams, mas por estar na Wiiliams, que lhe proporcionou 8.000Km de testes privados!!!
Não tenho nada contra vinte e tal botões no volante do carro, qual é o carro hoje em dia que não tem uma “pipa” de botões no volante, mas o piloto deve saber usá-los, e não sou contra as instruções por radio no sentido de resolver ou contornar uma avaria, mas sou absolutamente contra o engenheiro se transformar em navegador e estar a dizer ao piloto qual a melhor configuração do carro curva a curva, mas se o piloto for capaz de o fazer sozinho, porque não?
Se pensar bem, as coisas não mudaram assim tanto, e quanto a unhas, não duvide que os pilotos continuam a tê-las, veja o carcontrol que se viu em muitas situações só no ultimo GP.
Para terminar, uma questão: como acha que o Mário Araújo Cabral chegou à F1 no inicio dos 60? não terá sido com uma carteira cheia?
Cumprimentos.
MVM
17 Julho, 2016 at 17:58
Acho que está a romancear a F1 do passado. Tenho 52 anos, comecei a ver F1 em 1979 – mesmo a tempo de ver o duelo Villeneuve-Arnoux em Dijon – e desde então vi pilotos bem fraquinhos a ser campeões por terem carros superiores: Jody Scheckter, Damon Hill e Jacques Villeneuve. Vi muitos pilotos pagantes – o primeiro que me vem à mente é o Hector Rebaque – e vi pilotos sem estofo a ganhar a preferência dos media só por terem sido rivais de grandes pilotos que não colhiam simpatias da comunicação social, como Carlos Reutemann e Mark Webber.
Hoje há pilotos que fazem a diferença. O mais recente deles é o Max Verstappen, mas o Hamilton e o Vettel são pilotos de excepção, tal como o Alonso o foi nos seus dias. E continuo a ver pilotos cheios de bravura e coragem, mesmo entre os menos cotados. Vi o Marcus Ericsson, que toda a gente aponta (erradamente) como exemplo de piloto medíocre, ter lutas e fazer ultrapassagens sensacionais. E temos o Grosjean e o Bottas, bem como o Kimi (a F1 devia orgulhar-se de ter um piloto como ele no activo), que são pilotos que se entregam por completo à pilotagem e conduzem nos limites da primeira à última volta, embora nem sempre os resultados o demonstrem.
A ideia de que qualquer piloto consegue ser campeão se tiver um bom carro é completamente falsa, mas a verdade é que mesmo os grandes campeões precisaram de bons carros para se consagrarem. Senna nunca foi campeão com a Lotus, pois não?
Claro que é livre de não gostar da F1 – mas que não seja pelos motivos que aponta!
Cmps
anotheruser
17 Julho, 2016 at 13:23
Não se trata de os pilotos serem ou não mais ou menos corajosos: a F1 atual apenas lhes exige que conduzam, fiquem calados e não que tomem este tipo de decisões.
O acidente do Bianchi continua e continuará a condicionar todas as atitudes e decisões durante muitos anos, porque neste momento envolve já processo judicial, valores de indemnização muito elevados, um relatório de investigação que culpabiliza o Bianchi (pese embora apontes falhas na organização e más decisões na corrida) e uma seguradora que, perante estes dados, recusa qualquer responsabilidade (o acidente do Bianchi é também um acidente de trabalho), pelo que a obrigação de indemnizar recairá sobre a F1 e FIA, desvalorizando o produto F1 em muitos milhões..
Assim, é óbvio que no futuro próximo a F1 e FIA tenham uma abordagem excessivamente zelosa.
A F1 já tem muito pouco de deporto, sendo sobretudo um negócio, sendo nessa base que são tomadas as decisões desportivas.
João Pereira
17 Julho, 2016 at 14:46
Eu não pretendia generalizar. Creio que a maioria dos pilotos não gosta de certas medidas de segurança que estão a ser implementadas.
Há muito tempo que não vejo os pilotos a exigirem medidas de segurança, provavelmente porque já é difícil imaginar algo dentro do razoável.
Um acidente como o do Bianchi dá-se por um conjunto circunstâncias e não apenas por uma razão, o que é certo, é que a pista estava em condições embora estivesse a chover, os carros têm que ser removidos, e os pilotos têm que saber que se saiu ali um, eles também podem sair, não é continuarem a andar rápido, porque basta ficar abaixo do melhor intermédio, porque esse tempo pode ter sido e foi obtido com outras condições. ainda bem que nenhum comissario foi atingido, porque seriam mais as vidas perdidas. Note-se também, que este não foi o primeiro, nem o décimo acidente a envolver viaturas de serviço, e ainda bem que o Mercedes do Lewis Hamilton não chegou a embrulhar-se com com o Mercedes do Bernd Maylander nas primeiras voltas de Silverstone, o que esteve prestes a acontecer, precisamente porque os travões de um F1 não foram feitos par funcionar frios nem quando se está a andar devagar.
O problema do acidente do Bianchi, é que a família quer tirar todo o partido financeiro apesar de dizer que não é pelo dinheiro.
Quanto aos seguros, é óbvio que deverá ter uma pipa de massa para pagar, mas o prémio de seguro pago por um piloto, não é calculado da mesma forma que noutra profissão, precisamente pelo factor risco envolvido. Já pensou que se o Bianchi em vez de acertar no tractor, acertasse em 3 comissários? Não havia tanto barulho, porque três comissários são muito mais baratos que um piloto, mesmo que esse piloto rode habitualmente na traseira do pelotão (não por falta de talento).
Cumps.
anotheruser
18 Julho, 2016 at 18:46
O relatório do acidente do Bianchi é um verdadeiro contra-senso porque elenca uma série de condicionalismos que conduzem ao acidente, algumas decisões muito questionáveis da organização e da direcção de corrida, mas conclui que a responsabilidade foi do piloto por ir em excesso de velocidade numa zona de bandeiras amarelas, atrás do safety-car e por isso ter entrado em aquaplaning.
Ora tudo isto é conversa que permite à seguradora recusar responsabilidade pois não foi cumprido o mínimo necessário em termos de segurança.
Se não cumpre medidas de segurança, então seguradora salta fora.
Ter tal relatório a responsabilizar o Bianchi pelo sucedido parece-me pouco escrupuloso.
Seriam bastante diferente se o tractor não estivesse ali, provavelmente teria morrido mais gente, mas com menos controvérsia: o que é um verdadeiro contra-senso.
Por isso vejo também esta história do halo como uma mise-en-scene: para mostrar que fazem qualquer coisa pela segurança, quando na verdade fazer isso e nada é muito idêntico.
Não atacam os reais perigos evidentes, nomeadamente ao nível das decisões da direcção de corrida e nas pressões mediáticas de terem corridas em horários adequados para o público europeu, nem que isso implique começar uma corrida cerca de 4 horas antes do pôr do sol, com céu muito nublado, com chuva torrencial, numa pista com zonas sem drenagem suficiente, sem garantir viseiras adequadas para todos, não terminar uma corrida já decidida algumas voltas antes do fim quando pilotos muito experientes pediam bandeira vermelha, etc, etc.
Coisa parecida poderia ter sucedido em Silverstone há uns anos atrás, quando houve saídas de pista com tractores a retirarem alguns carros. Nem aí se conseguiu perceber o risco que correram nem a sorte que os protegeu.
Cumps.
João Pereira
20 Julho, 2016 at 13:40
Quase totalmente de acordo.
Tem a certeza que o SC estava em pista quando do acidente do Bianchi? Eu creio que só havia bandeiras amarelas. Repare que se o SC estivesse em pista, o acidente do BIanchi deixaria de ser controverso, porque nenhum safety car atinge as velocidades que um F1 atinge mesmo no molhado, e o SC nunca anda no limite de aderência, portanto seria totalmente erro do piloto e o embate provavelmente nem aconteceria. Talvez seja essa a única falha da direcção de prova/Charlye Whiting.
Uma coisa é certa, os carros têm que ser removidos e rapidamente. São mais “macios” que os tractores, mas não deixam de não ser perigosos obstáculos para quem se despista depois.
Quanto a mim, o processo da família Bianchi vai ficar em águas de bacalhau depois de se arrastar durante anos (como o que a justiça italiana interpôs contra a Williams no caso Senna), e de originar uma série de medidas disparate, na verdade acredito que se a família Bianchi ganhar o processo, as consequências não vão ser só para a F1, mas para o desporto motorizado em geral, salvo se a responsabilidade seja atribuída à ausência de SC, mas mesmo assim, eu continuo a achar que o piloto tem que ter bom senso quando há situação de bandeiras amarelas.
Cumps.
Iceman07
18 Julho, 2016 at 0:07
Irem para o Snooker… mesmo assim corriam o risco de levar com uma bola na cabeça.
João Pereira
18 Julho, 2016 at 10:09
Podem levar o capacete e o Halo.
Pity
16 Julho, 2016 at 13:15
As pessoas têm memória curta. Começar uma corrida atrás do safety car, nada tem a ver com a morte do Bianchi, tem a ver com aquela corrida de Spa em que ficaram catorze carros nas primeiras curvas. A partir dessa altura, sempre que a direcção de corrida acha que a água na pista é demasiada, a corrida começa atrás do safety car.
O tempo que o safety car fica em pista, é discutível, assim como a velocidade que imprime, mas que tem evitado muitas carambolas molhadas na primeira volta, isso tem. Para mais, se hoje acontecesse uma carambola como a de Spa, a corrida teria oito carros, pois nessa altura ainda havia os carros de reserva, pelo que só três pilotos não puderam realinhar. Será que era para sto que as pessoas queriam ver?
Apex
16 Julho, 2016 at 13:22
A Pity até tem razão no que dis, começar um GP com oito carros não ia ser bom, mas sinceramente sinto como adepto que desde aquele acidente infeliz do Bianchi a FIA entrou em “paranoia” com qualquer circunstancia que envolva um pouco mais de risco por parte dos pilotos.
Pity
16 Julho, 2016 at 14:05
Sim, é verdade que a Fia entrou em paranóia com o acidente do Bianchi, mas esta situação nada tem a ver com isso. Acredito que, se ainda existissem os carros de reserva (pessoalmente acho que deveriam existir, mas isso levaria a outra discussão), a Fia não imporia o safety car nas largadas. Acho que o fazem exactamente para prevenir cacetadas, muito mais fáceis de acontecer quando a pista está molhada. Contudo, desta vez acho que exageraram na duração do safety car em pista e até na velocidade.
E pode crer, se a corrida tem tido uma largada normal e houvesse cacetada grossa, caía tudo em cima da Fia, por não ter mandado o safety car. São assin as pessoas, nada a fazer 🙂
João Pereira
16 Julho, 2016 at 17:08
Eu não lhes caia em cima. Já nem sequer estava a chover.
Não sou adepto de estatísticas, porque normalmente são manipuláveis, nem tem nenhuma em que me apoiar, para dizer que provavelmente há mais incidentes na primeira volta de corridas em seco, que em corridas molhadas.
Não me chateies
17 Julho, 2016 at 13:23
Eu então nem sei porque existem pneus de chuva, nem porque os carros têm de partir com pneus de chuva. Se quando as condições são más entra o safety car e só sai de lá quando a pista começa a secar é um contra-senso.
João Pereira
17 Julho, 2016 at 15:54
Totalmente de acordo, mas esse problema está perto de ser resolvido. Depois das corridas de carros sem gasolina, vão começar as corridas de carros sem gasolina nem pilotos.
Parece mal poluir, acaba-se com a gasolina.
Parece mal os pilotos correrem riscos, acaba-se com os pilotos.
Ah e tal, o problema é só a chuva. Ok! Arranjem aquelas coberturas com que tapam os courts de ténis quando chove, e tapem a pista.
Agora a sério, está-se mesmo a cair num exagero ridículo. E se querem que não se corra com pista molhada, não façam dos carros secadores de pista e de espectadores que pagam bilhetes e subscrições de canais de tv, como aconteceu em Le Mans durante 50 minutos e agora em Silverstone durante mais 15, importem dos USA algumas daquelas pick-up com turbinas de helicóptero na traseira e sequem a pista ou é muito poluente?
João Pereira
16 Julho, 2016 at 16:56
Há poucos anos começou um com 6 e não estava a chover. Ficou um português em terceiro…
João Pereira
16 Julho, 2016 at 16:55
Silverstone 73 e Monza 78 com piso seco e ferimentos graves em De Adamich no primeiro e Brambilla e Peterson no segundo com o fim das carreiras dos dois primeiros e morte do sueco…
Tiago Monteiro foi terceiro numa corrida com 6 carros há partida, o ultimo marcou 3 pontos.
Pity
16 Julho, 2016 at 18:19
Respondendo de uma só vez às suas duas respostas: 1º não vamos comparar a segurança (ou falta dela) nos anos 70 e agora. 2º Aquela corrida com seis carros, foi tudo menos uma corrida, salvando-se, para a história, o pódio do Tiago Monteiro, mas, acredite, gostei mais do oitavo lugar da Bélgica, porque aí ele competiu com toda a grelha.
Já não estava a chover, mas a pista estava encharcada, pelo menos nalgumas partes. Se me disser que o safety car devia ter saído no final da 2ª volta, até concordo, mas sou a favor de largadas atrás do safety car, sempre que a pista esteja encharcada.
João Pereira
18 Julho, 2016 at 13:52
De acordo em tudo menos com a partida atrás do safety car.
Não acha que uma partida lançada faz com que os carros cheguem a uma velocidade superior à primeira travagem, todos ainda muito juntos, logo mais spray, logo maior probabilidade de incidente e com maior gravidade?
Opiniões! Cada um com a sua, e juro que não pretendo mudar a sua, porque também vai ser difícil convencerem-me de que estou errado neste assunto.
Cumprimentos.
Pity
18 Julho, 2016 at 14:09
Pois é exactamente porque uma partida lançada faz com que haja mais spray e, portanto, mais risco, que eu defendo a largada atrás do safety car :).
Ninguém pretende mudar a opinião alheia, isso é quase impossível, se bem que já uma ou duas vezes, me fizeram mudar de opinião, com argumentos de peso. E quando assim é, aceito de bom grado.
João Pereira
18 Julho, 2016 at 15:23
Oh Pity, mas uma partida atrás do SC é na pratica uma partida lançada, não é? E realmente para quê pensar que vamos mudar a opinião de alguém, se no final isso não tem influência, afinal nem voçê nem eu podemos votar para a coisa. No entanto também eu não sou alérgico a mudar de opinião. O problema é que ambas as soluções têm prós e contras, e a única possibilidade de resolver é eliminar: os carros só arrancam com pista seca ou quase, acaba-se com as procissões à chuva, e “prontos”!
O verdadeiro problema, é o horário da televisão. Ah pois É! Como tal, a corrida arranca em procissão e exactamente 120 minutos depois acaba, numa total falta de respeito por quem paga um bilhete exorbitante ou subscreve um canal (ou pacote!) para ver corridas, porque para procissão, vemos a missa de domingo na TVI e à borla, só que eu sou protestante, como dá para ver pelo meu protesto, eheh.
Vá! Como sabe gosto de estar na cavaqueira consigo, e desta vez até desabafei :).
Pity
18 Julho, 2016 at 16:01
Com esta é que me tramou 🙂 Partir atrás do safety car, não é propriamente uma partida lançada, mas quando ele sai, é mesmo uma partida lançada.
João Pereira
18 Julho, 2016 at 20:42
Pois é isso que eu acho, e eles também, daí iniciarem a corrida com os F1 como secadores e tirarem o SC só quando a pista está seca, entretanto o relógio esteve a contar uma contagem decrescente de 120 para 0minutos.
Aquilo que a pity diz de a partida ser atrás do SC, e este sair na segunda volta, seria uma partida lançada com pista encharcada, nesse caso, eu acho que é preferível uma partida parada.
No entanto, parece-me que estamos de acordo que 7 ou 8 voltas atrás do SC é um absurdo, e visa apenas cumprir horários de tv, com total desrespeito por quem paga para ver uma corrida, porque nós que estamos no sofá também pagamos e não é para ver procissões, Cumps.
rodríguezbrm
17 Julho, 2016 at 20:54
Permita-me discordar aqui. O acidente de ´98 em Spa teve como causa uma má manobra do Coulthard, e não a água na pista.
Pity
17 Julho, 2016 at 21:10
Começou como diz, mas foi o muito spray, que não deixava ver nada, que levou áquela carambola.
MVM
18 Julho, 2016 at 12:43
Aliás, o David Coulthard estava inspiradíssimo nesse Domingo…
Apex
16 Julho, 2016 at 13:18
Concordo com o comentador “Ernie” no que disse mas com o Villeneuve não concordo totalmente. Para mim e pelo que tenho visto nas corridas com chuva no último ano são sempre os pilotos a incentivarem as equipas e o Charlie Whiting a recomeçar a corrida. Já vi mais do que uma vez o Hamilton Vettel Raikonnen Button Riccardo e outros mais quase que a pedirem por favor para se correr.
O verdadeiro culpado é a FIA que meteu os pés pelas mãos no GP do Japão ao permitir que andasse uma grua de recuperação móvel de 7t num local onde um piloto já se tinha despistado minutos antes (Sutil). Infelizmente o Bianchi perdeu o controlo no mesmo sitio e o resto foi o que sabemos. Desde aí que não assistimos mais a uma corrida sem interrupções á chuva.
Não me chateies
17 Julho, 2016 at 13:26
Mas também viu o Rosberg a querer o oposto. E não só. O problema não foi o Bianchi perder o controlo, o problema foram os comissários japoneses colocarem uma grua em pista no meio de uma corrida. O responsável desse homicídio ainda lá está a mandar na segurança da F1.
Apex
17 Julho, 2016 at 17:09
O Rosberg não se dá com a pista molhada. Acho que ai foi mais ele a tentar não correr em condições que não o favorecem.
Exatamente o que eu disse: O problema foi aquela grua naquele local.
MVM
16 Julho, 2016 at 14:59
Mas mas… então agora a culpa das partidas atrás do SC é dos pilotos? Durante o GP da Grã-Bretanha ouvi vários pilotos a reclamar pela demora do SC, a começar pelo campeão do mundo em título. Há muitos pilotos com atitude de bebés (dou-o de barato), mas este caso das partidas atrás do SC nada tem que ver com esses comportamentos. Que eu saiba, é Charlie Whiting quem decide sobre a forma como vai ser dada a partida.
Por outro lado, estas declarações vêm de um sujeito que tem sido rejeitado em todas as modalidades que experimentou depois de sair da F1 por ser lento. E ainda me lembro das crónicas do tempo em que era piloto de F1, nas quais se fartava de chorar, especialmente por causa de um menino mau que conduzia um carro vermelho. Digamos que perdeu mais uma excelente oportunidade de estar calado.
ligier
16 Julho, 2016 at 19:30
Este tipo pareçe ter sido acometido por algum género de doença venérea de alguns anos a esta parte, não perdendo um chance de criticar os pilotos actuais. Penso que o problema do Jacques é só um: não consegue lidar com a forma como ele próprio saiu, esmagado pelo colega de equipa e dispensado por uma grande marca. Há campeões que conseguem lidar com o seu próprio declínio – Raikkonen por exemplo – e outros que não – Piquet por exemplo e depois desatam a criticar quem está no topo, por tudo e por nada.
Curioso que um dos mais reputados “bébés” do actual conjunto de pilotos se insurgiu contra aquela largada atrás do Safety Car, mencionando que quase batia no mesmo devido á lentidão do Mercedes de turismo.
vindo do Gerhard Berger fico mais surpreendido, embora ele também não tenha saído da F1 propriamente pela porta grande.
Digo isto sendo um dos maiores críticos destas largadas de faz de conta.
Frenando_Afondo™
16 Julho, 2016 at 21:05
O Villeneuve disse duas coisas bem, mas com o contexto errado… Não foram os pilotos que decidiram começar atrás do Safety Car, foi a direcção de corrida. Por isso não são os pilotos que são uns “bébés”, é a direcção de corrida e a FIA com excesso de cuidado. Porque alguns pilotos (por exemplo, Hamilton) já tinham dito que o safety car não era necessário, mas eles obedecem a regras e então tiveram que “comer” com o safety car. Se dissessem para correr sem safety car e eles corriam, ponto final.
A segunda questão, sobre a penalização de Rosbegr já foi aqui discutida, as regras actuais são estúpidas, mais uma vez a FIA leva tudo ao exagero, querendo acabar com as ajudas aos pilotos, tiraram tudo, em vez de limitar só as partes que seriam ajudas à condução… Mas aqui Villeneuve também “falou bem”, mas com uma justificação sem nexo, porque as regras estão lá e são para cumprir, por isso o Rosberg foi penalizado, tal como em Baku, se o engenheiro tivesse ajudado Hamilton ou Raikkonen estes teriam levado uma penalização também. As regras são estúpidas? Sim. Mas infelizmente têm de ser cumpridas até que a FIA abra os olhos e as regularize para algo com nexo.
[email protected]
17 Julho, 2016 at 2:49
Completamente,,de,acordo……..
RedDevil
17 Julho, 2016 at 18:34
Comparado com o Gilles… também foste um “bébé”…
A culpa não é dos pilotos, a culpa é social… hoje em dia caíu-se numa paranoia com a segurança que qualquer dia um gajo tem de dormir com o cinto de segurança para não cair da cama….
Iceman07
18 Julho, 2016 at 0:20
Os maiores bebes não são os pilotos, esses não têm culpa nenhuma… se dessem aos pilotos actuais carros de 1980 já ninguém os ia chamar bebes.
A culpa é da FIA que tornou este desporto totalmente ridículo, com segurança em excesso e qualquer coisinha já é penalização, esse sim são uns bebes de merd*. Querem meter halos… o que vêm a ser isto?? Sempre me disseram que quem têm medo compra um cão, neste caso é “Quem têm medo vai para o simulador”