A Michelin coloca-se de parte de uma candidatura ao concurso da FIA para fornecedor exclusivo de pneus para a Fórmula 1 se tiverem de produzir pneus que se “destruam a si mesmos”, naquilo que o CEO Florent Menegaux considera ser uma artificialidade na disciplina e nada tem a ver com mostrar ao público a tecnologia por trás dos compostos de borracha.
O Conselho Mundial do Desporto Automóvel da FIA decidiu em março lançar o concurso para os interessados em fornecer os pneus em exclusivo para a Fórmula 1, a começar na época de 2025 e até 2027, com mais um ano de opção. A Pirelli é desde 2011 a fornecedora exclusiva de pneus para a competição mundial, mas deverá ter concorrentes à sua candidatura para renovar este estatuto. Segundo alguns relatos, a Bridgestone poderá estar interessada numa candidatura, depois de ter sido a única fornecedora de pneus na F1 entre 2007 e 2010.
A Michelin continua a não estar interessada em concorrer a este processo se a aposta da Fórmula 1 se mantiver em ser necessário “ter pneus que se destruam a si próprios”. Em declarações à publicação ‘The Drive’, o CEO da Michelin, Florent Menegaux, explicou esta situação. “A questão é, como é que aproveitamos a tecnologia para ter um bom espectáculo. E é aí que a F1 entra em jogo, porque há muito tempo que temos vindo a discutir com eles e não estamos de acordo. Porque eles dizem que para haver espetáculo, é preciso ter pneus que se destruam a si próprios. E penso que não sabemos como fazer isto. Portanto, não podemos estar de acordo”.
O responsável da marca francesa assegurou que “as equipas devem compreender qual é o desempenho dos pneus e capitalizar o facto de que o pneu ser performante desde a primeira volta ao circuito até à última. Os pilotos dizem que querem estar sempre no seu máximo. E quando ouço os pilotos na Fórmula 1 – gosto da Fórmula 1 – dizem ‘Não, não é possível’”.
Ainda que afastada da Fórmula 1, Menegaux lembrou que a Michelin continua a produzir pneus para o desporto motorizado e não precisa da competição mundial de monolugares para ser reconhecida pelo público. “Precisamos de nos lembrar porque é que a Michelin está nas corridas. Primeiro não é sobre o espetáculo. Não tem a ver com a marca. Tem a ver com a tecnologia. Estamos nas corridas porque é a melhor maneira de testar ao vivo rapidamente a nova tecnologia. Essa é a primeira razão. E, claro, há benefícios secundários. Um benefício colateral é o espetáculo. Um benefício colateral é o reconhecimento da marca, mas em termos de consciência sobre a marca, a Michelin é uma das marcas mais conhecidas no mundo. Não precisamos de fazer isto [F1]”.
A marca francesa fornece pneus para o MotoGP e o seu responsável argumentou que nessa competição qualquer equipa pode vencer e “dirão que o pneu que fornecemos os ajuda a fazer isso. É por isso que não estamos de volta à Fórmula 1″.












Apesar deste fabricante (que respeito muito!) ter protagonizado um dos episódios mais caricatos do desporto motorizado em Indianápolis 2005, nao posso deixar de subscrever e assinar por baixo o que é referido no artigo. Até os Endurance conseguem andar a fundo do princípio ao fim de uma corrida de 6 horas…
Parabéns a Michelin pelo seu posicionamento! A F1 atual é uma farsa, seja com os pneus, seja com este infame DRS, seja com os limites de pista, punições dúbias, etc e etc. A Michelin mostrou ser uma empresa integra, que não aceita qualquer coisa pelo sucesso.
A Pirelli nunca devia ter cedido aos caprichos da F1, para fazer maus pneus, ganham uma má imagem, má publicidade. Eu não comprava pneus Pirelli para o meu carro, que rebentam, que desgastam-se facilmente de acordo com o que vejo na F1 e no WRC.
Completamente de acordo com a Michelin!
O espetáculo não justifica tudo, o que é que pensam fazer a seguir? motores que explodem aleatoriamente ou suspensões que se partem?
É verdade que é costume falar da Formula 1 como o circo da F1, mas tem de haver limites…
Completamente de acordo com a Michelin! Numa época que se fala tanto em ecologia e respeitar o meio ambiente, a quantidade de pneus que se tem de transportar num evento de F1 é verdadeiramente colossal, com os problemas de transporte (poluição) que tal acarreta, já para não falar na questão da reciclagem. O tipo e número de pneus deveria ser bem mais limitado em vez do autêntico desperdício só para “fomentar” a competição, o que é uma falácia.
Não sei qual é o futuro da F1… mas isto não promete nada de bom…
Pneus que se auto-destroem?!? Uma opção ridícula para um desporto motorizado…
Já agora… porque não pistas que se auto-destroem ?… começavam a corrida em asfalto e acabavam a fazer uma Baja em terra batida…
No meio disto tudo… a F1 é que se está a auto-destruir…
Realmente a F! e desde que a Liberty tomou conta, tem-nos dado algumas pérolas em prol do espetáculo. A começar pelas pecas em ligas de titânio para gerar as famosas faíscas (totalmente artificiais e recomendo verem este vídeo que confirma isso Why Do F1 Cars Spark? | F1 TV Tech Talk | Crypto.com – YouTube) até ao Drive to Survive que mais parece uma novela mexicana que é cheia de edições e narrações fictícias para americano ver… enfim. É certo que a F1 goza de uma popularidade enorme dado os eventos recentes nomeadamente nos EUA (mercado mais importante para a… Ler mais »