F1, Mattia Binotto quer incutir ‘mentalidade Audi’: “nunca estar satisfeito”
Em entrevista ao F1.com, Mattia Binotto partilhou os seus pensamentos sobre o seu novo desafio, em que vai liderar o projeto da Audi na Fórmula 1, explicando a mentalidade necessária para tornar a equipa vencedora a médio prazo.
Logicamente, Binotto sabe bem os desafios que tem pela frente, mas também sabe qual é e ambição da Audi e o italiano assegura que só aceitaria um grande desafio após a sua saída da Ferrari, e a Audi ofereceu exatamente isso. Diz-se atraído pela oportunidade de liderar todo o projeto de F1 da Audi, que fará a sua estreia em 2026, e o facto de se tratarem de novos regulamentos, abre uma janela de oportunidade à Audi. Embora reconheça a dificuldade da tarefa, Binotto está confiante, apontando que a Audi já tem uma história de sucesso noutras categorias e os recursos necessários para vencer.
No seu caminho, está uma grande transformação da equipa, e Binotto assegura que transformar a Sauber, que tem enfrentado dificuldades, numa equipa de ponta vai levar tempo. O italiano falou ainda sobre a importância de criar uma cultura vencedora, unindo a mentalidade da Sauber com a da Audi.
Isso inclui otimizar processos, infraestrutura, metodologias e a mentalidade dos funcionários.
Mattia Binotto foi claro ao dizer que levará anos para a Audi se tornar uma equipa vencedora na Fórmula 1. Ele estima que, com base em experiências passadas, pode levar entre cinco e sete anos para alcançar esse objetivo, com metas realistas que estão a ser discutidas internamente. É inteligente baixar as expectativas, pois basta olhar para o dinheiro que a Aston Martin tem metido na F1 para não conseguir, ainda, fazer melhor que o quinto lugar nos construtores, e este ano bem longe das quatro equipas da frente.
Por isso, Binotto sabe que é preciso uma mentalidade de melhoria contínua. Um dos aspetos centrais para o italiano é a “mentalidade Audi”, que se resume em nunca estar satisfeito, mesmo após vencer. basta olhar para o que a marca dos quatro anéis tem feito no seu percurso no desporto motorizado, para perceber o que será preciso fazer na F1…e mais. Binotto destaca que, para criar uma equipa vencedora, não basta ter bons recursos e carros, mas é necessário desenvolver a cultura organizacional e a mentalidade vencedora.
Para já, Binotto elogia as instalações e a equipa da Audi, mas reconhece que a falta de experiência na F1 será um obstáculo inicial e também falou sobre a estrutura de gestão dupla, com Jonathan Wheatley, ex-Red Bull, liderando as atividades de corrida, enquanto Binotto se concentra na organização da fábrica e desenvolvimento da equipa.
Toda a vida de Binotto foi passada com a Ferrari: “28 anos é muito tempo. Comecei lá como licenciado – tornou-se a minha família, mas agora isso é passado. Estou a encarar o novo desafio com muito entusiasmo e com muito ímpeto e energia. Estou aqui para liderar uma equipa, para liderar um projeto.
É fascinante. Para mim, é um grande momento”, disse.





F1 FOR FUN
10 Setembro, 2024 at 10:39
Entretanto mentalidade VW despedir empregados para salvar o grupo. Não vejo grande futuro para a Audi na F1.