F1, Lewis Hamilton reencontra confiança na Ferrari: “ainda tenho o que é preciso para competir na frente”
Numa conversa com Lawrence Barretto do F1.com, Lewis Hamilton considera que o início da temporada de 2026 confirmou o regresso da sua competitividade ao mais alto nível, numa fase em que a adaptação à Ferrari parece finalmente consolidada e o primeiro pódio em Grande Prémio com a Scuderia, alcançado na China, surge como marco simbólico e desportivo.
Depois de um 2025 difícil no arranque da aventura em Maranello, o heptacampeão mundial acredita que voltou a provar que continua capaz de lutar na frente, ao mesmo tempo que a Ferrari beneficia de um monolugar mais ajustado ao seu estilo de condução.
China confirmou mudança de momento
Hamilton admite que os anos mais complicados levantaram dúvidas externas — e, por momentos, internas — sobre a sua capacidade para continuar ao mais alto nível. “Foi ótimo poder voltar, entrar nesta temporada e começar forte, para mostrar que ainda tenho o que é preciso para competir na frente”, afirmou o britânico.
Esse sentimento ganhou forma concreta em Xangai, onde conquistou o primeiro pódio da carreira em Grande Prémio com a Ferrari: “Nunca trabalhei tanto para alcançar um pódio”, disse Hamilton, sublinhando o peso emocional de um resultado alcançado após um longo período de adaptação e de frustração competitiva.
Novo carro ajudou reencontro com o ritmo
Hamilton atribui parte importante dessa recuperação ao SF-26 e ao novo enquadramento técnico de 2026, depois de nunca se ter sentido plenamente confortável com os anteriores carros da era de efeito de solo: “Estou a gostar de guiar o novo carro”, explicou, acrescentando que teve um papel ativo no seu desenvolvimento através do simulador e que algumas das soluções pedidas acabaram por ser incorporadas no projeto final.
O piloto considera também que o segundo ano dentro da estrutura Ferrari fez diferença no entendimento dos processos internos, da cultura de trabalho e das ferramentas da equipa: “É uma diferença enorme e um grande desafio”, afirmou, defendendo que quem observa de fora nem sempre percebe a dimensão da adaptação exigida por uma mudança de equipa depois de tantos anos.
Ferrari aponta agora a Miami
O arranque de época confirma essa evolução: Hamilton pontuou em todas as corridas disputadas até agora e mantém-se próximo de Charles Leclerc na classificação.
Ainda assim, o britânico reconhece que a Ferrari precisa de encontrar mais performance para discutir vitórias com a Mercedes, atual referência das primeiras rondas.
A pausa forçada no calendário antes de Miami, provocada pelo cancelamento das corridas do Bahrain e da Arábia Saudita, abre uma janela importante de trabalho para todas as equipas.
Hamilton vê esse intervalo como oportunidade para analisar os primeiros três fins de semana e acelerar o desenvolvimento: “Dá-nos tempo para digerir as três primeiras corridas e trabalhar ainda mais para levar mais performance à próxima.
FOTO MPSA Agency
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