F1: Lance Stroll na pole para o lugar de Massa na Williams

Por a 6 Setembro 2016 08:42

O piloto de desenvolvimento da Williams e atual líder do Europeu de F3 de forma destacada, Lance Stroll, tem grandes possibilidades de ser o substituto de Felipe Massa na Williams. O canadiano, que tem como Diretor Desportivo na Prema Powerteam o português Nuno Pinto, e que está em fase de assegurar os pontos de super licença para poder rumar à F1 já em 2017, surgiu agora em Monza na ‘pole’ para o lugar que irá ser deixado vago pelo brasileiro no final deste ano.

Na F3, faltam nove corridas, ou três fins de semana, e depois do título da F4 italiana em 2014, o quinto lugar no Europeu de F3 o ano passado, a Lance Stroll basta-lhe ser este ano terceiro no campeonato para assegurar os pontos necessários para ascender à F1. Tendo em conta que faz 18 anos a 29 de outubro, passa a ter todos os ‘predicados’ para a disciplina máxima do desporto automóvel.

Para além disso, o que está a fazer na F3 justifica que não arrisque a GP2 Series em 2017 e rume já à F1. Contudo, há ainda outra hipótese, que é a Force India, caso Sergio Pérez decida sair. Se assim for, o jovem canadiano pode começar pela equipa de Vijay Mallya como companheiro de equipa de Nico Hulkenberg. Quase certo é que passe já para a disciplina máxima do desporto automóvel…

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seven
seven
4 anos atrás

Perfila-se mais um adolescente, filho de pai rico e aparentemente influente, que apesar do talento já exibido, não passa disso mesmo, um adolescente à procura de rápida ascensão e glória.
Espero que a F1 não esteja a entrar numa era de promoção de «talentos pueris», na procura de maior popularidade.
É que estes carros são demasiado rápidos, para quem ainda não sabe medir as consequências da fogosidade desproporcionada.
A mim assusta-me o que li noutra notícia, alegadamente proferido pelo Horner sobre o VER: “Ele não quer saber das críticas apenas está focado no seu próprio trabalho.”…

Pity
Pity
4 anos atrás

Resumindo: a GP3 e a GP2 não servem para nada, ou melhor, servem apenas para encher o programa dos fins de semana europeus de F1.

seven
seven
Reply to  Pity
4 anos atrás

E também me surpreende que um jornalista como o JLA escreva: “…o que está a fazer na F3 justifica que não arrisque a GP2 Series em 2017 e rume já à F1.” Mas o que arriscaria o Stroll em passar uma época na GP2? Ganhar um pouco mais de maturidade? Habituar o cérebro a maiores velocidades e a aerodinâmica mais evoluída?… Desculpem, mas não entendo!

ze-do-pipo
ze-do-pipo
Reply to  Seven
4 anos atrás

Concordo plenamente com a sua maneira de pensar. Mas dinheiro.. é dinheiro! Se falhasse na GP2, puder-se-ia dizer que foi por falta de talento, e dificilmente subia à F1. Mas se falhar na F1, já lá está e falhou porque é demasiado novo e é todo um mundo novo por aprender… Na GP2 gastaria uma verba muito inferior há que gastará na F1. Assim a F1 ficaria a perder uns milhões…. Não vou discutir se Dannil Kvyat tem ou não talento, mas foi útil para as bebidas energéticas da Red Bull entrarem na Rússia… cumpriu a sua parte do negócio,… Ler mais »

Pity
Pity
Reply to  Zé do Pipo
4 anos atrás

Neste caso, o dinheiro é para a Williams mesmo, não para essa entidade abstracta chamada F1. Parece que o papá Stroll ou já é, ou vai ser accionista da Williams.

noteam
noteam
Reply to  Pity
4 anos atrás

A diferença entre pilotar um F3 ou um GP3 é praticamente nula, pelo que nesta altura pilotar nas categorias teoricamente logo atrás da F1 não têm o peso que tinham no passado, por sua vez os pilotos mais jovens ao chegar a esta actual F1, não sentem assim tanta diferença como no passado, porque como já se disse e é verdade, os f1 actuais são carros de GP3 com esteroides. O que eu quero dizer é que um piloto talentoso que está na F3, não está nem mais, nem menos preparado que um piloto talentoso da GP2 ou GP3, a… Ler mais »

seven
seven
Reply to  NOTEAM
4 anos atrás

Não questiono o talento, até porque à distância não poderia ter essa capacidade. Se dizem que o moço tem talento, confirmado pelos seus resultados, eu não duvido.
Apenas questiono a maturidade(ou a falta dela), porque agora parece já não ser necessário o tirocínio pelas fórmulas que presumivelmente serviriam para isso mesmo.
Qualquer dia estarão a recrutar directamente dos karts, só porque os púberes indiciam talento…

noteam
noteam
Reply to  Seven
4 anos atrás

No outro dia tava a ver uma entrevista do Vettel, curiosamente dada ao Villeneuve, em que ele falava precisamente disso. Os miúdos hoje em dia, quase já não olham para o Karting como um hobbie para se fazer com os amigos, ele dizia que hoje em dia é demasiado profissional o que se faz nas categorias para os jovens, onde já têm acesso tecnológico para analisar ao detalhe as voltas, etc. Em termos técnicos, os pilotos estão hoje muito melhor preparados para um desafio como a F1, do que há 10 ou 15 anos atrás, por isso não é de… Ler mais »

seven
seven
Reply to  NOTEAM
4 anos atrás

Posso compreender o seu ponto de vista, mas não concordo com o depois se vê o que faz em pista. Claro, que como diz e bem, os jovens pilotos chegam das fórmulas promocionais, muito melhor preparados face à sofisticada tecnologia que encontram na F1. Contudo, as velocidades, os comandos e ajustes da F1 são exponencialmente mais complexos. E depois estes adolescentes agem ainda em modo F3, com manobras temerárias de que ainda nem têm noção das consequências. Apenas a minha opinião, e não apenas suscitada pelo VER – contra quem nada me move e acredito estar a ser neste momento… Ler mais »

noteam
noteam
Reply to  Seven
4 anos atrás

Não concordo, mas respeito o seu ponto de vista. Como disse, acho que a idade não define o comportamento do piloto em pista,.

seven
seven
Reply to  NOTEAM
4 anos atrás

Acho que no fundo estamos parcialmente de acordo. Só que para mim, tudo na vida se joga nas probabilidades. Daí que considero válido o que diz, mas enquadrado mais do lado das excepções que confirmam a regra.

Cágado1
Cágado1
4 anos atrás

O Lance Stroll parece ser um piloto promissor, mas o seu palmarés não bate o do Alex Lynn na mesma altura da carreira. Fica no ar que o que os distingue é o dinheiro e que o Stroll pode apenas estar a dar nas vistas na F3, mas que correria os mesmos riscos que o Lynn se optasse por arriscar a GP2.

can-am
can-am
4 anos atrás

É evidente que o poder do dinheiro, joga e de que maneira neste caso. Porque o jovem tem um bom palmarés sem dúvida, mas como ele há N pilotos obviamente. Interessante até pelo singular da situação – é raro ( que eu saiba) filhos de milionários irem para estas vidas. No passado isso era mais frequente porque aí o automobilismo de topo funcionava muito à base de fortunas pessoais e os chamados patrocinadores, ou mecenas, ou não existiam, ou eram raros. Até pode vir a fazer uma boa carreira, resta saber se está devidamente focado na coisa ou se a… Ler mais »

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