F1, Jan Monchaux sobre monolugar de 2022: “Acho que serão três segundos mais lentos”

Por a 23 Agosto 2021 10:45

O novo regulamento para o próximo ano vai originar uma das maiores mudanças na F1, mas é ao mesmo tempo um dos mais restritivos da história da competição, tentando manter sob controlo os custos associados ao desenvolvimento de um novo carro. 

O diretor técnico da Alfa Romeo, Jan Monchaux explicou à publicação alemã Auto Motor und Sport, como as equipas se adaptaram a uma nova realidade do regulamento para desenhar e construir o carro do próximo ano.

“Já não existe o começo clássico, com uma folha de papel em branco. Os novos regulamentos são extremamente restritivos, definidos com precisão e muito limitados em si mesmos. Depois, há regulamentações como testes de colisão, que são a base do chassis. Além disso, já temos as especificações da Ferrari no que diz respeito à unidade motriz e dos pneus novos, sobre os quais já temos informações suficientes. A F1 também desenvolveu um carro em paralelo, para verificar se seus objetivos, ou seja, facilitar a ultrapassagem, serão cumpridos. E isso é compartilhado com as equipas. Já existe uma estrutura básica claramente definida para um primeiro layout. Todos se baseiam nisso. A partir daí começa o jogo normal de otimização aerodinâmica. Os especialistas têm uma ideia específica depois de apenas algumas semanas, o que fará com que esses novos carros sejam diferentes. Um plano de desenvolvimento é então baseado nisso e as alterações aerodinâmicas começam.” 

Sobre a diferença entre os atuais carros e a próxima geração, Monchaux pensa que os monolugares de 2022 poderão ser 3 segundos mais lentos, do que agora.

“Com o primeiro layout, incluindo o peso adicional, (a diferença) foi de cinco a seis segundos mais lento. Há que compensar os 40 quilos primeiro. O novo combustível pode custar potência aos motores. Temos de esperar e ver o que os fabricantes de motores dizem acerca disso. É difícil estimar quanta diferença se pode recuperar com a aerodinâmica. Acho que serão três segundos mais lentos. Mas o campeão mundial, provavelmente, vai encurtar para um segundo e meio a dois. Essa é a minha avaliação. Limite orçamental ou não: as grandes equipas têm boas pessoas e métodos para atingir os seus objetivos mais rapidamente do que as pequenas.”

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3 comentários

  1. Daniel Sousa

    23 Agosto, 2021 at 13:02

    Espero que não. Até dói ouvir estas notícias de que irá haver um tempo por volta tão mais baixo. Não gosto desta filosofia.

    • JOAO GUEDES RODRIGUES JUNIOR JOAO

      23 Agosto, 2021 at 15:05

      Caso não lembre, nas décadas anteriores também houve este movimento para baixar a velocidade e facilitar ultrapassagens. Mas sempre aparece uma equipe dominante e os tempos de volta, depois de algumas temporadas, passam a ser melhores que os anteriores.
      Uma coisa que duvido é que facilitarão as ultrapassagens. Quando baniram os carros asa a desculpa foi a de que eram rápidos demais e dificultavam as ultrapassagens, afora os problemas de segurança, pois dependendo da situação o carro podia decolar.
      Eu achava que eram os carros mais bonitos que surgiram na f1, limpos (sem penduricalhos aerodinâmicos), grudavam no chão e tinha disputas lindas. Mas tinham o problema de que se fossem catapultados por qualquer motivo voavam alto e podiam matar, como aconteceu com o Villeneauve na ferrari. Lógico que as exigências de segurança eram outras, mas uma asa invertida continua sendo uma asa, espero que as exigências de segurança sejam suficientes.

      • joaolmoraisgmail-com

        23 Agosto, 2021 at 15:26

        Concordo totalmente, mas faço aqui o meu voto de esperança, no que respeita às ultrapassagens, que realmente vão no bom caminho.

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