F1: Interesse da Audi pode causar problemas à Red Bull/Honda
A Red Bull Racing e a AlphaTauri vão continuar com os motores Honda para além de 2021, depois da saída do construtor japonês da Fórmula 1. Agora, as equipas de Fórmula 1 estão a negociar um ‘congelamento’ dos motores, que ajuda as equipas do universo Red Bull.
De acordo com a publicação alemã Auto Motor und Sport, a votação das equipas para aprovar o ‘congelamento’ dos motores vai ser favorável e ao que parece os novos regulamentos de motor vão entrar em vigor em 2025, ao invés de 2026.
A mesma publicação dá conta da possível entrada da Audi em 2025 e um possível parceiro seria a Red Bull Racing. Mas, ao que parece a Honda não quer a marca alemã fique com os seus dados, via Red Bull Racing.
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Pity
5 Fevereiro, 2021 at 17:43
Mas então os motores não vão sofrer alterações, em 2025? Será que os actuais dados da Honda vão servir para alguma coisa nessa altura?
A não ser que a Honda queira voltar oficialmente em 2025 (já nada me admira), o que é que ela quer? Que a Red Bull fique sem motores? Ou vão querer continuar a fornecer motores de forma encapuzada?
João Pereira
5 Fevereiro, 2021 at 19:10
Olá Pity. Segundo julgo as alterações em 2025 vão ser na componente hybrida, não sendo significativas em termos de motor térmico, logo pode haver muita propriedade intelectual a proteger por parte da Honda, que teve tantas dificuldades durante 4 anos, com dezenas de unidades partidas ou quase. É sabido que se a Audi tiver acesso a esses dados, tudo isso será partilhado com as outras marcas do grupo, nomeadamente a Porsche.
A RB já provou á muito tempo que é especialista a arranjar confusão com motores, e daí ter “unfinished business” com a Mercedes, e mesmo com a Renault que se disponibilizou para os fornecer a partir do final desta época, apenas porque está sem fregueses. Também é sabido que a Audi (antes foi a VW) há já muitos anos que fala em ingressar na F1, tanto que até faz parte da comissão de motores que elaborou os regulamentos para esta era hibrida, e em função disso, se a Audi dá novamente sinais de querer ingressar numa altura em que os custos estão para baixar, é natural que a Honda se proteja.
Já sabemos que os japoneses entram, saem quando estão quase a atingir os seus objectivos depois de gastarem uma pipa de massa, e têm muito medo que lhes descubram as receitas (de peixe cru), e depois voltam outra vez. Tal como a RB diz mal de todos os fornecedores de motores baseada no facto de ter sempre um excelente chassis e pelo menos um excelente piloto, e depois vai pedir batatinhas a uns e a outros quando se vê com o rabinho apertado, e isso é capaz de voltar a acontecer caso a Honda recue em ceder-lhes (provavelmente de borla a troco do seu nome continuar a aparecer associado como o da Porsche nos tempos da TAG.
Todos sabemos, que as equipas cliente, mudam de fornecedor, e os motoristas limitam-se a limitar ainda mais a informação sobre os motores, e vedarem o acesso á informação do motor do ano seguinte, e tudo corre bem, mas porque os clientes têm acesso á informação mínima que necessitam para fazer funcionar o motor nos seus chassis em estruturais, e depois em termos de substituição de componentes, tudo coisas que lhes chegam prontas a montar e que não podem abrir. O problema da Honda torna-se compreensível, quando se prepara fara facultar todos os dados e planos da unidade motriz, tanto térmica como eléctrica, interior das mesmas e até dados metalúrgicos para fundição das várias ligas usadas nas mais diferentes peças, por um preço nunca superior aos 25 milhões/ano que a Renault tem cobrado por cada dois carros, dados que custaram á Honda se calhar mais de 1000 milhões desde 2012 (quando todos começaram a projectar estes motores, que a Audi a ingressar na F1 em 2015, pode ter acesso por 1/5 desse valor, e poupar muito mais ainda em investigação e projecto.
Por tudo isto (desculpe o testamento), considero a preocupação da Honda muito legitima, quer planeie regressar em 2015 ou não. Afinal mesmo quem tem uma bola de cristal e um baralho de cartas com um gajo enforcado pelo tornozêlo, não adivinha o que acontecerá amanhã.
Cumprimentos.
Pity
5 Fevereiro, 2021 at 20:07
Por vezes, é preciso um testamento para expormos as nossas ideias, de forma conveniente. O curioso, no meio disto tudo, é que, na Honda, estão com medo que a Audi utilize os seus conhecimentos, mas eles não o fizeram com os motores Mercedes, quando chegaram à McLaren (vê-se pelos resultados)., ou será que só eles é que são sérios?
Cágado1
5 Fevereiro, 2021 at 22:08
A situação é um bocado diferente porque a McLaren não tinha a preparação dos motores Mercedes. Curiosamente, a McLaren nunca teve interesse em ‘tocar’ nos seus motores, mesmo nos tempos dos Cosworth, em que muitas equipas tinham preparação própria, a McLaren entregava-os a um preparador externo, o John Nicholson – que era dito o melhor preparador de Cosworths e veio depois a fornecer várias outras equipas e categorias.
Pity
6 Fevereiro, 2021 at 22:01
Tem razão, não valorizei o pormenor mais importante, talvez porque vai ser a primeira vez, que eu tenha conhecimento, que veremos esta situação.
Cágado1
8 Fevereiro, 2021 at 1:34
Só para esclarecer, nenhum ponto negativo foi meu. A minha maneira de estar é explicar, ou discordar, nunca dar pontos negativos, se o comentário não fugir às regras da educação. A pergunta poderia ser pertinente, se, como outras marcas, a McLaren se metesse mais nos motores.
Frenando_Afondo™
5 Fevereiro, 2021 at 20:40
A Honda que se decida o que quer, se continua a fornecer motores à RB sem ser Honda, então tem de aceitar mudanças no futuro da equipa. Se não quer aceitar que digam logo para a RB decidir a sua vida, andar nesta puxa-estica é que não.