F1: Honda admite problemas, e não sabe a causa…

Por a 3 Março 2017 12:55

A Honda admite agora que está preocupada com a versão do motor que poderá utilizar na prova de abertura do Mundial de F1, o GP da Austrália. Como se sabe a marca japonesa foi vítima de um complicado problema mecânico na sua unidade motriz, que levou a que fosse das equipas que menos rodou. Ainda assim, fez quase 1.000 Km, mas bem distante da Mercedes, que realizou 2.597,49 Km, ou da Ferrari, que somou 2.178,54 Km.

A juntar à falha na unidade motriz logo segundo dia, junta-se o problema com o reservatório de óleo, cujo design teve que ser alterado para suportar as novas exigência dos F1 de 2017. Para além disso, os japoneses já terão concluído que a sua unidade motriz, problemas à parte, não deu salto esperado de competitividade, e ainda por cima está a sofrer com a fiabilidade. Pelo que se sabe, o motor tem menos potência conjunta do que a unidade que terminou 2016.

Para Yusuke Hasegawa, responsável máximo da Honda, se a questão do reservatório de óleo não será complicada de resolver, já o facto de não saberem o porquê da falha da unidade motriz no segundo dia de testes levanta grande preocupações: “Ainda não sabemos a causa do problema no segundo dia com a falha da UM. E isto é sério, porque temos que descobrir a causa” disse.

Neste momento, até que se descubra as razões do problema a Honda já duvida se poderá introduzir a nova unidade motriz para o GP da Austrália de F1. Sem saber se o erro vai ser descoberto e reparado a tempo, não podem decidir o que fazer. Por tudo isto, não há como as relações entre a Honda e a McLaren não estarem tensas, mesmo que publicamente os seus responsáveis não o demonstrem.

Caro leitor, esta é uma mensagem importante.
O Autosport já não existe em versão papel, apenas na versão online.
E por essa razão, não é mais possível o Autosport continuar a disponibilizar todos os seus artigos gratuitamente.
Para que os leitores possam contribuir para a existência e evolução da qualidade do seu site preferido, criámos o Clube Autosport com inúmeras vantagens e descontos que permitirá a cada membro aceder a todos os artigos do site Autosport e ainda recuperar (varias vezes) o custo de ser membro.
Os membros do Clube Autosport receberão um cartão de membro com validade de 1 ano, que apresentarão junto das empresas parceiras como identificação.
Lista de Vantagens:
-Acesso a todos os conteúdos no site Autosport sem ter que ver a publicidade
-Desconto nos combustíveis Repsol
-Acesso a seguros especialmente desenvolvidos pela Vitorinos seguros a preços imbatíveis
-Descontos em oficinas, lojas e serviços auto
-Acesso exclusivo a eventos especialmente organizados para membros
Saiba mais AQUI

33 comentários

  1. Pity

    3 Março, 2017 at 13:14

    Ter problemas, não é grave. É para isso que servem os testes. Grave, muito grave, é não descobrirem a causa.
    Mas porque raio tiveram que fazer um motor novo de raíz? Acho que o melhor, desde que possível, será levarem o motor do ano passado para a Austrália.

    • [email protected]

      3 Março, 2017 at 13:25

      Fizeram porque acharam que era o melhor, o motor anterior tinha como se sabe graves problemas.

      • Pity

        3 Março, 2017 at 14:13

        Pelo menos já conseguiam pontuar.

        • [email protected]

          3 Março, 2017 at 14:28

          O objectivo que eu saiba não é pontuar. Às vezes é preciso dar um passo atrás para dar dois em frente. Não sei se é esse o caso ou não da Honda, mas temos de esperar para ver…

      • Génesis

        3 Março, 2017 at 14:13

        Os problemas do anterior motor foram resolvidos a meio da época passada e acabaram o ano com muito pouca diferença de potencia para a Ferrari e Renault.
        Que eu saiba ainda existem banco de ensaios e não percebo este amadorismo por parte da Honda.

        • [email protected]

          3 Março, 2017 at 14:20

          Não, os problemas do anterior motor não foram resolvidos. O que quer dizer é que os carros conseguiam chegar ao fim das provas, mas nunca fizeram uma prova com total confiança e puxando pelo motor tranquilamente. Por isso é que desenvolveram o novo motor do zero, com conceitos completamente novos.
          A diferença de potencia e principalmente de desempenho ao longo de uma prova para o motor Renault era muito grande e para o motor Ferrari era simplesmente abismal.
          O banco de ensaios é uma coisa, a pista é outra…se fosse assim simples qualquer um faria um motor. Mesmo a Renault, que está há muito tempo na F1 e que teve muito tempo para desenvolver o seu V6 híbrido, teve graves problemas de correlação entre banco e pista.
          Não se trata de amadorismo, trata-se sim de tecnologia difícil de ser desenvolvida e implementada…

        • [email protected]

          3 Março, 2017 at 22:21

          Deviam deixar a Indycar e dedicarem-se de corpo e alma à Mclaren

    • Jaguar R3

      3 Março, 2017 at 14:36

      Não me parece possível usarem o motor do ano passado pois este carro foi construído em volta deste novo motor de 2017.

    • Frenando_Afondo™

      3 Março, 2017 at 17:39

      Provavelmente decidiram fazer uma nova base porque a anterior devem ter descoberto (tarde) que tinha um potencial de potência limitado. Parece-me o mais plausível por não terem conseguido puxar por ele em 2015 e só em 2016 é que perceberam que aquela base não passaria de um certo nível de performance. Só assim se explica fazerem uma nova base.

      O que eles podem fazer (se o motor couber no monolugar) é montar o motor do ano passado (deve ser permitido) e assim ao menos terem fiabilidade nas primeiras corridas… Podiam fazer isso pelo menos em um dos monolugares e deixar o outro com o motor novo para terem kilómetros e irem resolvendo problemas.

      • Pity

        3 Março, 2017 at 17:51

        Com tantas restrições regulamentares, não sei se seria permitido usarem dois motores com especificações diferentes na mesma corrida, mas que seria uma solução de recurso, seria, se o motor lá couber…

      • Jaguar R3

        3 Março, 2017 at 18:28

        Isso é impossível pois o motor de 2016 não se ajusta ao carro de 2017.
        Lembro-me de ter lido isso algures. Não sei se poderão modificar o carro para porem o motor de 2016. Mas será sempre uma grande desvantagem, vale mais tentarem compor o motor novo, ou não conseguem mesmo?

  2. Miguel Costa

    3 Março, 2017 at 14:17

    Muito mau esta Honda, um regresso à F1 do mais incompetente que já houve! A McLaren este ano, ou isto muda, ou vai andar em ultimo já que a Manor se foi!! Um motor de treta há dois anos, com um salto muito pequeno de um ano para outro, tendo em conta os recursos da marca e este ano fazem um motor novo que tem de ver redesenhado o reservatório de óleo ao fim de 20 voltas, e problemas que não sabem onde estão, que raio, não têm telemetria? Não testaram o motor em banco? Muito mau para uma marca com a história da Honda.

    • [email protected]

      3 Março, 2017 at 14:26

      Não está a fazer pior figura do que fez na década passada. Historicamente os construtores japoneses são um fracasso nas competições. Com excepção de uma outra vez os resultados são sempre catastróficos!

  3. F1_4ever

    3 Março, 2017 at 14:44

    Sugiro que vejam esta excelente análise técnica da aerodinâmica dos F1 feita pela Sky Sports F1, têm é de perceber bem o inglês é claro.
    https://www.youtube.com/watch?v=ElV2Pvg0lx0

  4. c_s_amaral

    3 Março, 2017 at 15:05

    Infelizmente a Honda vai ter mais um ano em que os seus motores, não só são os piores em fiabilidade como são os piores em performance.
    No ano passado chegaram a melhorar mas muito à custa da fiabilidade, já que os seus motores foram os que menos duraram.
    Adivinha-se já, mais uma saída pela porta pequena.

  5. NOTEAM

    3 Março, 2017 at 15:06

    É justo que se fale na incompetência de Honda, mas convém não esquecer que este chassis também não apresenta garantias de coisa alguma. Ambas as partes deram passos atrás e é bem capaz de se avizinhar uma temporada semelhante ao quem vimos em 2015, o que é vergonhoso.

    • Jaguar R3

      3 Março, 2017 at 16:48

      Em relação ao chassis é difícil afirmar que o chassis é fraco porque o motor não permite que se tirem grandes ilações.
      De qualquer forma em 2016 o chassis era decente, claramente melhor do que o motor.

      • NOTEAM

        3 Março, 2017 at 18:19

        Não é necessariamente assim, “I see a Fernando (Alonso) who has to work on the steering wheel more than is ideal. The car is unstable in turns 1 and 5 and tends to lock wheels”, isto foi dito pelo Pedro De La Rosa que percebe mais disto que eu, assim como também se referiu aos Mercedes como “The Mercedes is so good in turns 1 and 2, no car is faster there. I think the car has a lot of downforce.” Há coisas que são mais óbvias que outras, não quer dizer que a Mclaren não chegue a meio da época e não lute por pódios ou vitórias, mas para já, o projecto nasceu torto e não é só responsabilidade da Honda.

        • Jaguar R3

          3 Março, 2017 at 18:33

          Se foi o Pedro de la Rosa que o disse acredito.
          Já cheguei a ler no direto da autosport.com que o McLaren HONDA mostrava grande potência e que esse não seria o problema da McLaren este ano. Se bem me lembro foi um tal de qualquer coisa Anderson que o disse mas já não me lembro bem se é esse o nome.
          É que bastava ver a tabela de velocidades de ponta…

          • NOTEAM

            3 Março, 2017 at 18:52

            O Gary Anderson disse que o Mclaren tinha grandes dificuldades para colocar a potência no chão, sempre que os pilotos cheiravam o acelerador o carro parecia tornar-se muito instável em curva. É por isso que digo que o chassis não parece ser muito bom, gente especializada tem afirmado isso um pouco por todo lado. Com o fim dos Tokens, a Mclaren pode vir a corrigir aquilo que está mal com mais facilidade, um inicio de destes na temporada passada seria mais chato ainda.

          • Jaguar R3

            3 Março, 2017 at 19:06

            Se calhar não foi esse que disse isso então mas foi um dos tipos da autosport.com.

    • c_s_amaral

      3 Março, 2017 at 17:03

      Neste momento nada indica que o chassis não seja bom. Pelo menos até que seja possível levar o motor a níveis de potencia próximos dos adversários ninguém poderá falar que o chassis não presta.
      Se o motor fosse potente e pouco fiável, ainda poderiam sonhar porque estavam no caminho certo, mas quando o problema está na arquitectura do motor, não há nada a fazer.

  6. Edge

    3 Março, 2017 at 15:17

    Esta equipa não é a McLaren, é a Spyker de 2007, tal é o desnorte da estrutura. Esta herança, que é a parceria com a Honda, é uma das razões pelas quais o Ron Dennis foi afastado. A teimosia, a arrogância e a prepotência do homem, resultou no fim da parceria com a Mercedes. Já assim o foi em 1993. Tenho vergonha, VERGONHA, de dizer que sou fã desta equipa.

    Não temos patrocinadores, não temos motores, não temos alma nem carisma.

    Este será o ultimo ano da Honda na F1. Os maus resultados que aí se advinham, vai fazer com que a marca nipónica abandone o barco em 2018 e depois, a McLaren ficará sem rumo algum. A Mercedes não irá fornecer motores a uma 5ª equipa, a Red Bull e a própria Renault não quererão fornecer motores Preminum a uma equipa de ponta e a Ferrari só vende os motores do ano passado.

    Se isto correr mal, como irá correr, este será o ultimo ano da McLaren na Formula 1.

    • Pity

      3 Março, 2017 at 17:06

      Não seja tão derrotista. E não culpe o Ron Dennis. O homem é arrogante e tudo isso, mas ele estava na F1 para ganhar, embora nem sempre o conseguisse, claro está. A partir do momento em que a Mercedes montou a sua equipa, Dennis sabia que não voltaria a vencer com motores Mercedes, pois seria apenas um cliente, como Williams ou Force India, já não um parceiro. Ele queria voltar a vencer, por isso procurou outro parceiro, encontrou a Honda, com quem já fora muito feliz. O azar, é que a Honda não domina as novas tecnologias, o que parece uma ironia, já que os japoneses são mestres no digital. Mas o híbrido é outra história.
      Concordo consigo quando diz que a Honda poderá abandonar o barco, mas acredito que isso não significa o fim da McLaren. Se o for, a culpa não é de Dennis, é dos sócios, que correram com ele. Apesar de momentos difíceis e alguns erros, ele sempre conseguiu dar a volta por cima.

      • Edge

        3 Março, 2017 at 21:02

        Vamos por partes;

        1ª: A Mercedes montou a sua própria equipa por culpa do Ron Dennis. A mesma já detinha 40% da McLaren e estava em negociações para adquirir os 30% que os investidores da McLaren detinham à altura (2007). O plano era colocar o Norbert Haug à frente da equipa e afastar o Ron Dennis por forma os alemães controlarem tudo. O Ron Dennis apesar de na altura (como agora) deter apenas 15%, detinha uma clausula que o mantinha como líder. O escândalo de 2007 e a oportunidade de comprar a Brawn em 2009 por muito menos que os 30% que lhes faltava na McLaren foi ouro sobre azul, neste caso, ouro sobre prateado; montaram a sua própria equipa e não tinham que levar com o Ron Dennis.

        2ª: Para ajudar à festa, o aliado do Ron Dennis na Mercedes foi afastado, o N.Haug, pessoa que até aí sempre manteve a McLaren com igual tratamento com a Mercedes.

        3ª: O Ron até pode querer ganhar, mas as coisas têm de forçosamente ser feitas à maneira dele; “My way or the highway”, mesmo que não resulte ou fracasse. Não gosta de dar o braço a torcer e com isso uma equipa como a McLaren está agora nas ruas da amargura.

        • Pity

          3 Março, 2017 at 21:28

          É a sua visão, não a minha. Se a Mercedes tivesse comprado essa parte da McLaren, a McLaren já não existiria, seria a Mercedes.

    • RedDevil

      3 Março, 2017 at 17:25

      Edge… por favor!
      O Dennis fez o correcto em relação à Mercedes, uma equipa como a McLaren não pode ter motores de um construtor que também está na F1 com outra equipa, a McLaren tem de ter um motor de 1ª escolha, ou seja, o fabricante de motores tem de dar a primazia à McLaren e isso não ia acontecer com a Mercedes, a Williams é o mesmo caso, enquanto não arranjar outros motores não volta a disputar um título, e os resultados estão à vista, nem luta pontualmente por uma vitória.
      A McLaren deve é ir pensando em construir o seu próprio motor, e isto também serviria como complemento à sua afirmação como “construtor total” na área dos superdesportivos.
      PS – não sou adepto nem da McLaren nem da Williams mas tenho o máximo respeito pelas 2, juntamente com a Ferrari são a alma e o coração da F1.

      • Edge

        3 Março, 2017 at 21:11

        Tendo em conta os muitos problemas de fiabilidade que os motores McLaren/Ricardo têm dado nos carros de GT3, mais vale andarem com os da Honda e pouparem uns milhões em desenvolvimento. PS: Os motores dos carros de estrada da McLaren têm por base motores de competição da Nissan dos anos 80.

    • [email protected]

      3 Março, 2017 at 18:02

      Sim, porque as equipas que têm motores Mercedes (tirando a oficial) têm ganho imensas corridas e alcançado imensos pódios. Para se vencer na F1 tem de se ter um motor de fábrica e não uma versão cliente. Ron Dennis podia ter muitos defeitos, mas neste caso fez o que um líder tinha de fazer: foi em busca do sucesso em vez de descansar á sombra da bananeira. Desconfio que vai haver muito adepto e dirigente da Mclaren a chorar pelo Ron Dennis dentro de muito pouco tempo.

    • Luis augusto

      3 Março, 2017 at 21:41

      Concordo….Ron Dennis causou a rutura com a Mercedes,a gota de agua foi numa reunião entre o topo máximo da Mercedes (que na altura detinha 40% da Mclaren) , e Ron Dennis durante um GP a Mercedes e o seu presidente queriam a contratação do Vettel paara a Mclaren ao qual Ron Dennis se opôs,seria uma dupla Hamilton-Vettel.. a resposta negativa fez com que a Mercedes compra-se a Brawn e deixar a Mclaren…foram 20 anos…a Mercedes enterrou Milhões na Mclaren ,fabrica nova etc etc …..não estou a ver o Dieter Zetsche voltar a dar motores a Mclaren…..

  7. [email protected]

    3 Março, 2017 at 17:56

    Estes tipos da Honda ou estão a brincar ou andam todos a fumar umas coisas esquisitas. Não sabem de onde vem o problema? Tiveram de redesenhar o reservatório de óleo? A UM tem menos potência que a que terminou a época passada? WTF?! Anda tudo doido para aqueles lados….Não há testes? O reservatório não foi construído em conjunto com o chassis da Mclaren? Porque raio se construíu um motor novo de raíz sem se aproveitar o que de bom o outro tinha? O desnorte é completo. A Honda começa a ficar com o infeliz título de “ineficiência-mor” quando os japoneses são conhecidos mundialmente pela sua eficiência. Coitada da Mclaren….coitados do Alonso e do Vandoorne…coitados dos adeptos.

  8. Seven

    3 Março, 2017 at 18:47

    Sendo um confesso adepto da McLaren claro que sofro com estes desaires, mas tão pouco caio imediatamente no derrotismo extremo e a disparar responsabilidades en todas as direcções. Esse talvez seja o erro grave em que estará a incorrer a McLaren, motivada pela frustração acumulada e ainda avolumada pela pré-época a roçar o desastre.
    Achar que a Honda é incompetente talvez seja exagerado, mas concordo que os japoneses não tenham avaliado correctamente o estado tecnológico da F1 actual, quando decidiram avançar como fornecedor de UM à McLaren.
    Outras grandes marcas automóveis soçobraram em tempos de menor sofisticação: BMW, Toyota, Peugeot, Ford(através da Jaguar)…
    Talvez seja melhor esperar e fazer figas, para que os testes da próxima semana revelem finalmente o potencial do conjunto, que julgo valer mais do que parece.
    E muitas vezes na F1, um pequeno detalhe ou um conjunto destes que se resolvem, faz uma diferença enorme – wishful thinking…

Deixe aqui o seu comentário

últimas F1
últimas Autosport
f1
últimas Automais
f1
Ativar notificações? Sim Não, obrigado