F1: ‘Guerra’ de poder no meio de toda a polémica: as nuances do ‘caso Horner’

Por a 26 Fevereiro 2024 17:07

O ‘caso Horner’ continua sem desfecho, quando estamos a menos de uma semana do início da temporada, sendo o inglês uma peça no meio de uma guerra maior pelo poder no seio da divisão de Fórmula 1 da Red Bull.

Dietrich Mateschitz era o líder incontestado de todo o império da Red Bull e isso mantinha o barco da companhia de bebidas energéticas a navegar consistentemente, mas com a morte do austríaco, em meados de 2022, ficou, naturalmente, um vazio de poder, o que levou a que se assistisse a um conflito para ocupar esse vazio, como é habitual.

As facções são claras – de um dos lados estão os austríacos: Oliver Mintzlaff, o CEO de Projetos Corporativos e Investimentos, e Mike Mateschitz, filho de Dietrich, estando Helmut Marko e os Verstappens alinhados com estes.

Não é por acaso que as notícias sobre o ‘caso Horner’ foram dadas a conhecer nos Países Baixos e que tenha sido na imprensa alemã que se tenha sabido que o inglês foi convidado a sair pelos responsáveis máximos da Red Bull.

Do outro lado da barricada está Chalermo Yoovidhya, filho de Chaleo Yoovidhya (o sócio tailandês de Dietrich Mateschitz na criação da Red Bull), que detém 51% das acções do império da companhia de bebidas energéticas.

Christian Horner está do lado da facção tailandesa e terá sido instrumental em convencer Yoovidhya a recusar os avanços da Porsche, o que terá desagradado à oposição austríaca.

O inglês era da opinião que, com a marca alemã, a equipa de corridas perderia a sua agilidade, o que tem sido determinante para que se mantenha como uma das grandes forças da Fórmula 1 nos últimos quinze anos. Numa nota mais pessoal, a entrada da Porsche, significaria uma redução do poder do britânico, algo que não o seduzia.

O inglês acumula as funções de CEO da Red Bull Racing, da Red Bull Advanced Technologies e Red Bull Powertrains, o que para os homens nos lugares-chave da companhia de bebidas energéticas é poder a mais concentrado apenas numa só pessoa e o ‘caso Horner’ poderá ser uma forma de resolver essa situação.

Numa situação semelhante, mas com a liderança forte de Dietrich Mateschitz, todo o caso seria, provavelmente, resolvido longe do olhar do público, mas com a ‘Guerra Civil’ que se vive no seio da Red Bull, a fação austríaca viu este episódio como uma forma de descredibilizar Christian Horner perante o mundo, tentando torná-lo num ativo tóxico que terá de ser ‘libertado’ da companhia, sob o risco de a Red Bull ficar com uma imagem negativa.

A companhia austríaca está sob pressão para resolver o problema da parte da FOM e do seu parceiro técnico e comercial a partir de 2026, a Ford, parecendo haver uma ideia crescente de que Horner não sobreviverá ao caso em que é o principal protagonista.

Caso isso se verifique, então, a fação austríaca terá vencido esta batalha, fragmentando as funções do inglês por diversas personalidades, dividindo o poder até agora concentrado em Horner. A grande questão que poderá surgir é se a equipa de Fórmula 1 não sofrerá a médio prazo com a saída do seu mentor e que a tornou numa das grandes forças do pelotão…

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2 Comentários
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leandro.marques
1 mês atrás

Terça já fica tudo decidido. A minha opinião é que ele irá continuar (seria um enorme tiro no próprio pé da Red Bull ele não continuar nas suas funções) servindo tudo isto para o fragilizar um pouco internamente e na opinião pública. Foi apenas esta a intenção do filho do criador da Red Bull. Já diziam os antigos: pais pobres, filhos ricos, netos pobres.

Last edited 1 mês atrás by Leandro Marques
F1 FOR FUN
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1 mês atrás

Ainda correm com o Horner e colocam o Jos Verstappen como chefe de equipa, Aston Martin 2.0.

Last edited 1 mês atrás by F1 FOR FUN
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