O GP da Turquia é um bom exemplo de como nem sempre o sucesso é sinónimo de garantia de continuidade. Pelo menos, na F1…
Realizado numa pista considerada como do melhor que o alemão Hermann Tilke (tantas vezes criticado por falta de imaginação nos seus muitos circuitos que criou…) fez, nos arredores de Istambul, o GP da Turquia era um dos poucos (outro era o GP de San Marino, também já desaparecido) feito no sentido contrário aos ponteiros dos relógios. A pista tinha alguns pontos desafiantes, em especial a longa curva 8 – na realidade, uma curva com múltiplos ‘apex’, à esquerda – a Curva 12, objeto de uma violenta travagem, a mais de 300 km/h, após uma longa reta (com uma curva à direita, a meio, feita a fundo) e a zona entre as curvas 2 e 6, uma longa sequência de ‘direitas-esquerda’, a exigir muita condução e excelentes afinações de chassis.
Por isso, sempre foi do agrado de todos os pilotos, além de que o ambiente que a rodeava era sempre feérico e uma grande festa do desporto automóvel local. Isto, apesar de a Turquia até nem ter uma grande tradição nestas coisas das corridas… mas sim um povo entusiasta e conhecedor.
Porém, isso não chegou para contentar Bernie Ecclestone, sempre a colocar os ganhos à frente do espetáculo: nos finais de julho de 2011, foi anunciado que o GP da Turquia já não iria fazer parte do calendário de 2012. A razão? Simples: a falta de cumprimento do contrato… leia-se, da renda exigida por Bernie. É que nem todos os governos estão pelos ajustes e, em 2013, o da Turquia fechou mesmo a porta a futuros acordos para a realização da prova. É que a prova desse ano iria custar algo como 20 milhões de dólares – dos quais 13 oriundos de fundos públicos…
Desportivamente, a prova foi ganha por três vezes por Felipe Massa (2006 s 2008), confessando o brasileiro, então na Ferrari, a sua apetência pelo traçado dos arredores de Istanbul, até porque foi aqui que, em 2006, venceu o seu primeiro GP na F1, depois de largar da ‘pole’. Para Tiago Monteiro, a prova turca ficou-lhe na memória depois do seu incidente com Juan Pablo Montoya, que o estava a dobrar, a duas voltas do fim, quando o colombiano se encontrava em 2º lugar – que veio a perder para Fernando Alonso, porque ficou com um difusor aerodinâmico danificado na colisão. O reencontro com a Fórmula 1 está marcado para o próximo fim de semana.












