O atual formato de qualificação – dividido em três segmentos – parece ser consensual para a maioria das pessoas, mas voltou a ser tema de debate e alvo de críticas, devido ao tráfego que se forma nas últimas curvas dos traçados. Este era um problema, geralmente, visto em pistas mais curtas, como o Red Bull Ring, mas tem sido uma situação que se repete em alguns circuitos.
A F1 procura formas de inovar a competição, seja para mudar algo nos treinos livres ou com a consolidação das corridas Sprint. A qualificação também está na ‘mira’ do promotor. O GP da Hungria foi palco de uma inovação, sendo obrigatório apenas um tipo de composto por cada segmento, (duros na Q1, médios na Q2 e macios na Q3) tem como objetivo poupar no transporte de pneus, com as equipas a passarem a receber 11 conjuntos de pneus em vez dos atuais 13. Designado por Alocação Alternativa de Pneus, esta situação trouxe um pouco mais de incerteza, pois as equipas não puderam fazer os treinos livres como habitualmente, com necessidade de gerir as borrachas disponíveis e com menos dados recolhidos, as equipas estão mais propensas a erros e isso pode dar-nos uma ordem diferente. Pela altura do GP da Hungria, questionamos os leitores do AutoSport sobre se tinham gostado no novo formato. 59.1% respondeu que sim.
A Pirelli gostaria de implementar a Alocação Alternativa de Pneus para a época inteira em 2024, uma decisão que ainda terá de ser tomada, mas que parece agradar à fornecedora italiana de pneus, uma vez que são menos pneus transportados, numa poupança que pode fazer algum sentido. É importante que esta nova forma de fornecer pneus não atrapalhe o espetáculo e as opiniões dos pilotos não têm sido muito positivas.
O que queremos aferir entre os nossos leitores é, se, à semelhança do que pensa Alonso, a melhor forma são as qualificações de volta única, ou se considera mais eficaz alguma das restantes opções que colocamos em votação.
Foto: Rudy Carezzevoli/Getty Images/Red Bull Content Pool










