F1: Se for verdade, Ferrari, Renault e Honda, esqueçam lá isso…

Por a 23 Fevereiro 2017 09:51

De acordo com Andy Green, diretor Técnico da Force India, a Mercedes terá dado um enorme ‘salto’ com a sua unidade motriz este ano, o que a confirmar-se vai tornar infrutífero o trabalho da Ferrari, Renault e Honda ao longo deste inverno. Segundo Green revelou ao Motorsport “Prometeram-nos mais potência e isso faz parte da ‘informação’ que colocamos no simulador. A Mercedes HPP (High Performance Powertrains) realizou um fantástico trabalho durante o inverno e deu outro passo sem precedentes. É impressionante” disse Green.

Se isto se confirmar, das duas uma. Ou a Ferrari, Renault e Honda fizeram muito mais e a margem atenua-se, ou se a Mercedes surpreendeu novamente, então a margem vai crescer ainda mais e a Williams e Force India vão chegar-se à Red Bull e Ferrari com a Mercedes bem lá na frente. Claro que isto depende também muitos dos novos chassis, que vão ter também grande importância na correlação de forças da temporada, mas analisando assim a frio, se Andy Green estiver a falar verdade – e não há razão para acreditar que não é assim – vêm aí más notícias para as restantes equipas não-Mercedes.

Na apresentação da Renault em Londers, Cyril Abiteboul revelou que a sua equipa (e a Red Bull e Toro Rosso, claro) vão começar o ano com uma melhoria de 0.3s na unidade motriz referindo que esperam ir buscar mais 0.3s durante a temporada, quanto à Honda sabe-se que arriscou no que fez (embora seja ainda uma verdadeira incógnita) e da Ferrari há quem desconfie que não vão mudar muito face ao ano passado, por isso há que aguardar pelos testes para… começar a perceber, pois só de Melbourne para a frente é que se saberá a ‘verdade’ toda…

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3 comentários

  1. Furelli GP

    23 Fevereiro, 2017 at 10:51

    Hmmmmm… Basta a Mercedes evoluir tanto como os restantes para continuar à frente. Mas aqui há duas hipóteses: ou depressa esgotam a capacidade evolutiva do motor e não tarda têm que começar a desenvolver um motor novo de raiz e aí pode correr bem ou mal, ou não arriscam em fazer um motor novo e ficam estagnados.

    O motor da Mercedes é algo sobrenatural, mas também não acredito que seja assim tanto. Temos que ter em conta que a FI ainda não testou sequer o motor em pista e sabemos que as condições em laboratório são diferentes, portanto estas afirmações valem o que valem.
    De qualquer maneira, estas afirmações foram proferidas ontem na apresentação do carro da FI, onde o discurso de todos foi muito agressivo, onde quiseram dar a entender que o novo carro era a última bolacha do pacote.

    Vale o que vale. No ano passado por esta altura sabem que carro é que também deu um grande salto em termos de motor (e não só) e podia ter ganho tudo? O da Ferrari. Depois foi o que se viu.

  2. Speedway

    23 Fevereiro, 2017 at 15:27

    Em equipa que ganha não se mexe. Mas a Mercedes mexeu. Saiu o Campeão do mundo e um dos principais directores técnicos. Quanto ás unidades de potência acho que muita gente se engana ao atribuir a superioridade deles a isso apenas. Não é verdade, é todo o package do carro que é muito equilibrado e o Hamilton que também faz a diferença (é bom nunca esquecer o que era a Mercedes ANTES do Hamilton lá chegar, e no que ela se tornou quando ele entrou). Nunca esquecendo o Rosberg também um enorme piloto, mas que infelizmente foi embora. Agora a superioridade deles para a Red Bull e Ferrari foi pequena o ano passado,muito pequena mesmo, ao contrário do que muita gente julga e pensa.
    E mesmo com um carro que não seja melhor que os outros, um piloto como o Hamilton faz sempre a diferença. A “verdadeira” Mercedes vai-se ver sim com um piloto como o Bottas ao volante!

  3. Frenando_Afondo™

    23 Fevereiro, 2017 at 19:11

    Ah ok, pelo que diz o artigo, todo o trabalho feito pelas outras construtoras fica “anulado” pelo “salto” da Mercedes. Não, não fica, é trabalho que tem de ser feito na mesma, assim em vez de terem que recuperar 1 ou 2 segundos por volta de desvantagem face ao motor mercedes durante a temporada, têm de recuperar bem menos.
    Não podem é esperar que porque fizeram 50% de evolução que a Mercedes fica parada ou não consegue evoluir mais o seu motor, se querem realmente apanhar a mercedes têm de esmiuçar o motor todo e perceber onde captar mais performance, não é basear-se nas estatísticas de 2016 e dizer “fixe, se fosse hoje batíamos a Mercedes na corrida tal”.

    Se as outras querem a apanhar a Mercedes têm de se esmerar, já foi assim nos tempos em que a Ferrari e RB dominaram. Mas dominaram porque acertaram nas soluções e as outras não. É sempre assim.

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