F1: FIA ‘fecha’ mais dois ‘buracos’ do regulamento: Mercedes e Aston Martin precisam de novas asas

Por a 24 Novembro 2022 13:21

Duas ideias trazidas pela Mercedes e Aston Martin foram já proibidas para 2023. Este ano a Mercedes introduziu uma asa dianteira e a Aston Martin, uma traseira, que, tendo em conta as alterações levadas a cabo aos regulamentos técnicos da F1, já não podem ser utilizadas no próximo ano.

Como se sabe as equipas andam sempre à procura de performance e como, dentro desse objetivo, podem aproveitar as zonas cinzentas dos regulamentos a seu favor. Isto já sucedeu inúmeras vezes na história da F1 e vai continuar a suceder, mas a FIA, só se for totalmente óbvio que é ilegal, impede a sua utilização. Foi esse o caso destas duas peças.

A asa dianteira da Mercedes surgiu no Grande Prémio de Miami, com um desenho único na intersecção entre a secção das abas e a placa frontal.

Já a Aston Martin inovou no Grande Prémio da Hungria, com um desenho muito agressivo da asa traseira, que melhorava o downforce.

A FIA teve de os aceitar, porque não tinha argumentos óbvios, mas fechou esse ‘buraco’ do regulamento para 2023, com os regulamentos a mudarem tanto nas asas da frente como na traseira para impedir essas soluções.

Nunca nos podemos esquecer que o conjunto dos engenheiros das equipas será sempre melhor que os da FIA, até porque são muito mais cabeças a pensar, e o que a FIA pode fazer é atuar depois…

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10 comentários

  1. Lisboa

    24 Novembro, 2022 at 15:22

    Hahahahaha, não tinham argumentos óbvios… Hahaha!!!

    Ter tinham, mas simplesmente fecharam os olhos porque era comercialmente vantajoso ter uma Mercedes competitiva, pois caso contrário a equipa germânica andava literalmente a levar voltas da Red-Bull em pista, no caso da Aston a razão também era bastante óbvia, para permitirem a Mercedes fazerem batota, também tinham de permitir a Aston.

    Agora que o campeonato acabou, é que assim de repente já há solução.

    São todos manhosos, equipas e federação.

    • Génesis

      24 Novembro, 2022 at 16:13

      Antes manhosos que batoteiros…..

      • Luis Filipe

        24 Novembro, 2022 at 21:46

        E porque é que as equipas tem que ser tratadas por manhosas ou batoteiras? A fórmula 1 sempre viveu da imaginação e da capacidade dos engenheiros em inovarem e de gestões audazes. A linha entre a legalidade e a ilegalidade vai ser sempre muito ténue. É essa a magia da competição a capacidade de os engenheiros surpreenderem no dia em que isso deixar de suceder então iremos ter uma espécie de troféus. Agora O que se deve é exigir que a Fia tenha a capacidade para fazer uma análise rigorosa e tenha a força de actuar dentro do espírito da competição

        • Scirocco

          25 Novembro, 2022 at 8:31

          Tens absoluta razão no que diz respeito á filosofia que reinou sempre na F1 em termos técnicos (alías já o afirmei aqui no passado). A capacidade de “ler” o regulamento e saber contorná-lo sem entrar na ilegalidade foi sempre uma das valências dos Engenheiros das marcas. Claro que há soluções mais ou menos criativas, outras bastante óbvias (exemplo o fabulosos Lotus 88 e o não tão brilhante Brabham “aspirador”). se retirarmos isso a F1 passa a ser uma F.Indy ou pior ainda um troféu como referiste. Agora a FIA ter em tempo real capacidade de avaliar todas as soluções técnicas e de eliminar as zonas cinzentas dos regulamentos, não me parece realista. A capacidade da FIA em comparação com a das equipas vai ser sempre bastante menor por razões óbvias.

  2. Pity

    24 Novembro, 2022 at 15:50

    É assim que se deve fazer. Se se descobre que uma equipa beneficiou de uma área cinzenta, elimina-se essa área na época seguinte, não a meio da época, como muitas vezes aconteceu.

  3. Frenando_Afondo™

    24 Novembro, 2022 at 18:46

    Olha, a FIA actuou e mesmo assim os haters não estão contentes, queriam a Mercedes banida a meio da época. hahahaha

  4. Leandro Marques

    25 Novembro, 2022 at 9:00

    Sou completamente a favor que as alterações sejam sempre feitas no ano seguinte e nunca no decorrer das competições. Sejam aquelas que beneficiam as equipas como as que as prejudicam. É que ainda este ano para tirar o prejuízo de uma das equipas conseguiram prejudicar outras que fizeram bem o trabalho. À pala de atuações circenses tanto a ferrari na luta pelo título como a alpine e mclaren na luta pelo terceiro lugar ficaram seriamente prejudicadas. E quem venceu só não se prejudicou porque ainda tinha feito um melhor trabalho que a Ferrari senão poderia ter sido outro golpe de teatro como se tentou fazer desde meio do ano passado em que valia tudo (penalizacoes aplicadas e falta delas em algumas corridas dependendo de quem poderia ser beneficiado ou prejudicado).

    Vá anti Alonso, usa lá as várias contas que tens para dar os pontos negativos por terem atacado as tuas coisinhas que tanto defendes. O AS deve estar agradecido eternamente a ti, com o dinheiro que aqui gastas nas várias contas podem pagar as contas premium da App da fórmula 1 para poderem copiar e colocar aqui as notícias mal traduzidas.

    • Pity

      25 Novembro, 2022 at 9:23

      O seu último parágrafo era totalmente dispensável. Não acrescenta absolutamente nada à sua opinião sobre o teor da notícia.

      • Leandro Marques

        25 Novembro, 2022 at 9:46

        Sao opiniões. Respeito a sua.

      • Leandro Marques

        25 Novembro, 2022 at 9:51

        É só em jeito de explicação, os comentários e as suas avaliações, para mim, fazem parte das notícias. A questão da avaliação dos comentários é algo que só não percebe quem anda distraído. Em tudo que é notícia que ele aparece o padrão de avaliação é coerente. O AS permitir isso a mim leva a crer que isso lhes dá dinheiro. Aproveitei a ocasião para reforçar algo que já eu e mais alguns referimos, é vergonhoso algumas traduções que aqui são feitas. Não deveria ser para isso que colocamos dinheiro. Se se paga por conteúdo feito por profissionais então que esse mesmo conteúdo revele trabalho profissional, nao conteúdo em inglês que já vi na App da fórmula 1 aqui colocado com tradução mal feita.

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