F1: Ferrari procura apoio aerodinâmico no SF16-H
Sebastian Vettel refutou insinuações que o Ferrari SF16-H é muito difícil de afinar, isto depois de ter revelado que a Scuderia já sabe qual é o problema do seu monolugar e portanto, para onde deverá caminhar para tornar o carro mais competitivo, ainda que não tenha entregue o ‘ouro ao bandido’, leia-se revelado qual foi o problema que os homens de Maranello detetaram no seu monolugar. Para além disso, o alemão nega que a janela de afinação do seu carro seja demasiado pequena e com isso seja muito problemático acertar o seu carro.
A Ferrari até começou bastante bem a época e só não venceu na Austrália devido a um erro estratégico da equipa, e até ao GP de Espanha a Scuderia esteve sempre com um bom andamento, aparte dos problemas que foram acontecendo com os dois pilotos, mecânicos e não só. Mas a partir de Barcelona, no início de maio, o SF16-H foi-se afastando dos Mercedes e viu a Red Bull recuperar terreno, ao ponto de nesta altura, a meio da temporada, já a ter ultrapassado com a Ferrari a estar neste momento no terceiro lugar do Campeonato de Construtores, 14 pontos atrás da Red Bull.
“Para nós foi inicialmente complicado perceber qual era o problema, mas com o trabalho efetuado isso foi-se tornando mais claro para nós e mesmo não sendo algo que possamos alterar de um dia para o outro, estou convicto que na segunda metade da temporada já deveremos estar mais fortes, pois estamos no bom caminho para ultrapassar o que têm sido os nossos problemas” começou por dizer Vettel que refuta o próprio Maurizio Arrivabene. O patrão da Scuderia Ferrari diz que o SF16-H é muito sensível, difícil de afinar”, mas Vettel, é de opinião que as afinações não são um problema: “Falando das afinações isso só aconteceu nas últimas duas corridas, na Hungria, começámos com o pé esquerdo, mas até à qualificação acertámos bem o carro e na qualificação o carro estava bom, só que não conseguimos uma boa volta e isso refletiu-se no resultado. Na Alemanha a história foi diferente, e aí sim estivemos com dificuldades no set-up e não chegámos à qualificação como queríamos” disse o alemão sem adiantar qual é o problema do carro.
Mas foi Kimi Raikkonen, após o GP da Alemanha que deixou boas pistas a esse respeito: “Precisamos de mais apoio aerodinâmico até porque isso vai fazer uma grande diferença na vida dos pneus. Há momentos em que somos muito rápidos, mas duram muito pouco e precisamos de corrigir isso”, revelou o finlandês.
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R Gaspar
17 Agosto, 2016 at 21:44
O problema da Ferrari é que a Red Bull (mais propriamente a Renault), melhorou bastante a competitividade, aproximando-se da Mercedes, quando esta está no seu setup “morno”. Mas os Flechas de Prata ao verem os Touros a aproximarem-se tiveram de dar um pouco mais de gás, melhorar um pouco a performance, mas nada de substancial. Hamilton disse-o por outras palavras. Claro que a Ferrari ficou para trás, o motor não tem power para poderem dar carga aerodinâmica. Tem de manter as asas “leves” para poderem andar em recta e não ficarem tão envergonhados no tempo por volta. Mas, consequente, os pneus “patinam” nas recuperações e deterioraram-se mais rapidamente. Isto tudo numa equação muito bem estudada pela equipa, no limite, certamente. Acredito que este será o melhor setup possível da equipa, com o actual motor. E será assim até ao fim do campeonato, pois só têm 2 fichas de desenvolvimento.
A Mercedes está à vontade, ainda com muitas cartas debaixo da mesa, mesmo sem qualquer ficha. Só não dão mais tempo por volta à concorrência, para que o Circo não perca todo o interesse, perdiam audiências, e eles estão ali para ganhar dinheiro. Isso é fácil de comprovar, a diferença dos tempos volta e no final da corrida em relação aos Red Bul, é muito semelhante ao que era em relação aos anteriores segundos, a Ferrari. Assim, os Flechas de Prata vão mostrando os calcanhares aos Touros e aos Cavalinhos Rampantes, entretendo-os, mas sem nunca deixar tocar na febra, só por algum azar, e dos grandes…ou estupidez dos pilotos 🙂
A Ferrari precisa de um génio, o sistema trabalho “colectivo”, quase ideológico, como o que querem implementar, nunca resultou, a história da Civilização demonstra-o…
Eu sou um fã da Ferrari, deste sempre, vamos aguardar, sentados, por outro Ross Brawn 🙂
anotheruser
17 Agosto, 2016 at 22:33
Eu diria que a Mercedes se fez de fácil e de alcançável até estarem resolvidas e assinadas todas as alterações de regulamentos para 2017 e anos seguintes.
Desse modo, ficando com a impressão que poderia chegar a competir com a Mercedes ainda este ano, a. Ferrari foi moderada no processo negocial, não pretendendo mudanças muito radicais, nomeadamente no que diz respeito às Unidades Motrizes.
Assim Ferrari, embalada na conversa da Mercedes, ajudou a matar a história das UM de marca branca, o limite máximo de 12 milhões/ano pelas Unidades Motrizes, possibilidade de regresso de V8 misturados com os híbridos e tudo o mais que Bernie, RedBull e Mario Ilien atiraram para cima da mesa.
As mudanças que aí vêm serão sobretudo na aerodinâmica e essa é uma canção que soa melhor para os lados de Milton Keynes.
Quanto às UM híbridas, que se vão manter como tal (mas sem tokens), esse é o som que interessa aos alemães.
Penso que Arrivabene tem razão: apenas uma equipa coesa e muito trabalhadora conseguirá dar a volta, uma vez que continuará a não ter o melhor departamento aerodinâmico do paddock, nem a melhor UM.
GillesI
17 Agosto, 2016 at 23:08
A Mclaren funciona assim e apenas soçobrou na era V6, até à saída do Lowe para a Mercedes, mas já estão a recuperar e o único técnico fora de portas que contrataram foi Promodou. Na Ferrari também pode resultar, desde que o Marchione não se ponha a brincar com Legos.
O Verstappen comeu o Hamilton de cebolada
18 Agosto, 2016 at 20:07
Também podias dar uma ajuda a Ferrari na procura do tal apoio aerodinâmico. Já que o tipo do bom “feedback” não é capaz de fazer nada, sugeria que experimentasses pilotar o carro mas sem capacete… Cumprimentos
Manuel Araujo
19 Agosto, 2016 at 19:32
para o ano há mais…..