Todos os monolugares com motor Ferrari vão correr com um novo sistema de embraiagem no Grande Prémio de França, este fim-de-semana, com vista a melhorar o desempenho no arranque da corrida.
A Alfa Romeo, uma das duas equipas clientes das unidades motrizes da Ferrari, tem tido dificuldades com o seu desempenho nos arranques desde o início da época, em comparação com os seus rivais no segundo pelotão.
Antes do GP de França, Bottas revelou que a Ferrari lhes tinha fornecido uma nova embraiagem, com vista a resolver o problema: “Temos uma nova embraiagem, finalmente”.
“Vamos experimentá-la nos treinos-livres pela primeira vez. Isto é algo em que a Ferrari tem vindo a trabalhar há bastante tempo. Agora, finalmente, temos algumas peças novas para a embraiagem que devem evitar as oscilações que estamos a ter”, esclareceu o finlandês.
O piloto da Alfa Romeo admitiu que os problemas na embraiagem têm sido “um grande compromisso”, na primeira metade da época: “Tendemos a perder posições, em média, no início e isso não é nada bom porque o segundo pelotão é tão equilibrado que assim que se fica atrás de alguém, pode ficar-se preso durante umas 20 voltas”, explicou. O próprio desempenho da Ferrari também foi afetado, disse Carlos Sainz.
“Identificámos um problema no nosso carro que não nos permitia realizar os arranques que estávamos a fazer no ano passado e que provavelmente está a afetar os nossos parceiros de unidade motriz”, disse Sainz. “Mas nós sabemos onde está o problema”.
“Estamos a mantê-lo muito privado e não falamos muito sobre ele porque não estamos a ‘cair’ em todos os arranques, mas não são provavelmente os melhores arranques que podemos conseguir com este carro. Esperemos continuar a melhorar ao longo do ano e até ao próximo ano”, concluiu o espanhol.
Charles Leclerc, seu colega de equipa, também deu a entender que existe um problema real com o carro no arranque e revelou a dificuldade em debater-se contra os Red Bull, na primeira volta.
“No que toca ao aquecimento dos pneus, a Red Bull é provavelmente melhor do que nós. Sim, bem, olhando para a Áustria, não estou muito triste por não termos seguido nas primeiras voltas porque compensou no final da corrida e é isso que conta. Mas é verdade que eles têm a tendência de ser muito fortes nas primeiras voltas com os pneus. No final, também é preciso olhar para o quadro completo, e a gestão dos pneus tem sido boa nas últimas corridas para nós, por isso temos de continuar a trabalhar. Isso não significa que irá acontecer o mesmo este fim-de-semana. Mas no geral, estou bastante feliz na forma como gerimos os pneus”, concluiu o monegasco da Ferrari.
Eduardo Moreira












