F1: Fernando Alonso crítica atual calendário
Ao contrário dos últimos anos a época de 2016 de Fórmula 1 tem 21 Grandes Prémios no calendário, que estão estendidos entre março e novembro. Uma situação que provoca um grande desgaste entre equipas e pilotos, pois é necessário estar sempre em constante movimento pelo mundo.
Numa fase em que a atual temporada caminha para o seu fim, Fernando Alonso veio agora a público criticar o número de provas que figuram no calendário. “Compreendo e respeito as razões que levaram a um aumento do número de Grandes Prémios, mas para mim é demasiado. Quando comecei na F1 existiam 16 ou 17 provas, mas tínhamos muitas sessões de testes durante os fins de semana de Grandes Prémios. Se calhar até existia um maior desgaste, mas a questão é que agora viajamos muito e temos demasiadas corridas consecutivas”, afirmou o piloto da McLaren.
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Iceman07
3 Outubro, 2016 at 17:50
Concordo. 21 é muita fruta.
LeonardoM
3 Outubro, 2016 at 20:22
Penso que 15, no máximo 17 GP era o ideal.
V8_scars
3 Outubro, 2016 at 22:24
Caro Alonso, as 21 corridas ainda vão dar tempo para um brilharete da tua equipa. Se fossem apenas 16, já não ias a tempo!
anotheruser
3 Outubro, 2016 at 23:23
Faltam é mais nove GP na temporada.
Estão cansados então reformule-se o modo como abordam o campeonato de pilotos: no tempo do Fangio este não participava em todos e ainda conseguia ser campeão.
Também podem competir nesse aspecto: resistência física na duração da temporada.
Não aguenta? Então seria substituído pelo Vandoorne, e idem para o Button.
Pity
4 Outubro, 2016 at 11:52
No tempo do Fangio, o campeonato tinha entre 7 e 9 corridas por ano, em 57, por exemplo, foram oito.E acho que ele participou em todas.
E concordo com o Alonso, 21 é demais, até para os espectadores. Tal como diz o LeonardoM, 17 era o ideal, vá lá,18 no máximo dos máximos. O ano passado eu já suspirava pelo fim da época, estava a ficar farta. O pior é que a tendência é para aumentar, não diminuir.
anotheruser
4 Outubro, 2016 at 20:54
Pessoalmente prefiro a viagem do campeonato ao resultado do campeonato, tanto mais que nos últimos anos a única dúvida à partida está em qual dos pilotos da Mercedes vai ser campeão (e antes qual dos dois da RB).
Pensar “out of the box”:
Mais GP significa mais transmissões televisivas, logo maior entretenimento, bem como mais lucro para a F1, que tem a principal fonte de rendimento nas transmissões. Tal poderia eventualmente permitir manter os GP históricos a um preço menor.
Temporada organizada em três partes: Ásia-Pacífico; Europa-Médio Oriente; Américas.
Dois carros por equipa podendo cada equipa usar até três pilotos (a contar para mundial de pilotos) para essas 30×2 participações, indicando antecipadamente qual a dupla de pilotos a participar.
Participação dos pilotos escolhida também de acordo com sua resistência física, podendo o 3º piloto acabar por ser candidato ao título.
Antigamente um piloto não fazia toda a temporada: concretamente não fazia toda a extensão dos GP e ainda assim, dividindo os pontos, conseguia ser campeão. Os exemplos mais polémicos forami a vitória na Argentina ’55 (Fangio+Musso) e os segundos lugares no Monaco’56 e Italia ’56 (Fangio+Collins). Depois há uma longa lista de exemplos de carros partilhados durante os GP: França ’51 (Fangio+Fagioli e Ascari+Gonzalez), Italia ’51 (Farina+Bonetto); Holanda ’52; Indianapolis ’53 e ’54 (nesta um dos carros teve 5 pilotos); Holanda ’53; Bélgica ´53 (Fangio+Claes); Alemanha ’53 (Ascari+Villoresi), Suiça ’53 (Fangio+ Bonetto); Argentina ´55……….
Pity
4 Outubro, 2016 at 21:30
Essa dos carros partilhados, para mim, era uma aberração. Um piloto tinha uma avaria, ou acidente e o 2º ou 3º piloto tinha de lhe dar o seu carro, para o outro continuar, mas eram as regras da altura.
Concordo com a forma como dividiria o campeonato, mas não concordo com mais corridas. Repare, nós já passamos quase metade dos fins de semana do ano em frente do ecran, muitos de nós frente ao computador. Quem, como eu, não quer perder nenhuma corrida, cada vez temos menos tempo de convívio com a família e amigos. Felizmente, hoje com o Eurosport, há sempre a hipótese de ver a corrida, nem que seja na semana seguinte, mas não é a mesma coisa.
Quanto à questão dos pilotos poderem não participar em todos os GP, não é descabida, mas para poderem ser candidatos ao título deveriam ser obrigados a participar num número determinado de provas, ao estilo dos anos 80, em que só contavam 11 resultados, mesmo que um piloto conseguisse pontuar nas 16 provas. Agora seria ao contrário, teria obrigatoriamente de participar em X corridas.
anotheruser
4 Outubro, 2016 at 22:56
Naquela altura a Ferrari chegava a ter 4 e mais carros por GP.
Apenas na vitória na Argentina´56 Musso cedeu o seu Ferrari ao Fangio por abandono deste.
De referir que neste GP Musso nunca liderou a corrida e que mais de metade do GP foi feito por Fangio.
Todavia em Monaco’56 nenhum dos dois Ferrari conduzidos por Fangio abandonou a corrida (um ficou em segundo -Collins+Fangio- e o outro ficou em oitavo -Fangio+Castellotti). trocas motivadas pelo abandono de Casttelotti.
Também em Itália ’56 os dois Ferrari conduzidos por Fangio terminaram a corrida: um em segundo -Collins+Fangio-.e outro em quarto-Fangio+Castellotti- também trocas motivadas por abandono de Casttelotti.
Havendo a divisão do campeonato naqueles três ciclos conseguir-se-ía menos milhas aéreas de todos os envolvidos, bastando que cada equipa tivesse a sede de operações na Europa e uma base móvel que no primeiro terço do campeonato estaria na zona Ásia-Pacífico e que depois se deslocaria para as Américas para o terço final da temporada.
Cada piloto teria que participar no máximo em X corridas (e que não poderiam ser todas as do mundial), por exemplo 3/4.
Depois cada um faria a gestão do esforço e das deslocações de acordo com a sua estratégia e preparação. Se alguém tivesse condições para fazer o máximo de corridas era com ele, possivelmente haveria pilotos com melhor carro, mas fisicamente menos aptos que poderiam fazer menos corridas e arriscar-se a não serem campeões.
Para mim, na F1, interessa-me muito menos quem ganha ou quem vai ao pódio ou quem é campeão. Durante alguns anos vi a F1 desse modo (que é o mesmo modo como a generalidade das pessoas sofre da sua clubite) e depois compreendi que há muito, muito mais que isso e que aí é que reside o grande interesse e o que desafia intelectualmente neste desporto. É talvez o único que tem esta plasticidade: pode ser visto de uma variedade inesgotável de pontos de vista, com múltiplas camadas, desde o mais simples que cativa uma criança até ao mais complexo nível pluri-tecnológico, conseguindo satisfazer o nível de necessidade de desafio que quem vê vai tendo ao longo da sua vida.
Iceman07
5 Outubro, 2016 at 18:14
Quem podia fazer isso era os Mercedes… o campeonato de constructores já está de certeza ganho.
NOTEAM
4 Outubro, 2016 at 8:12
Bonito, bonito, era o Autosport colocar o video do arranque do Alonso no último gp que já circula pela net. Só para ver algumas reações!
miguelgaspar
4 Outubro, 2016 at 10:17
https://www.youtube.com/watch?v=CU7RkMWbFvw
Nao è que goste do homem…
NOTEAM
4 Outubro, 2016 at 11:52
É só porque muitas vezes, diz-se demasiadas vezes ” ai e tal, porque muita gente desistiu”, muitas vezes esquecem-se do porquê de alguns pilotos term mais vezes sorte do que outros, é a tal história, a sorte dá muito trabalho!
O Verstappen comeu o Hamilton de cebolada
4 Outubro, 2016 at 20:09
Isso é malta que usa “óculos” de uma certa região… Cumprimentos
Pity
4 Outubro, 2016 at 11:57
Ele (quase) sempre faz bons arranques, até o ano passado fazia, o pior é que em duas voltas perdia tudo o que ganhara. Agora já consegue capitalizar os arranques, o que prova a grande evolução do motor.
NOTEAM
4 Outubro, 2016 at 16:42
Sim, já desde os tempos da Renault com aqueles mega arranques
O Verstappen comeu o Hamilton de cebolada
5 Outubro, 2016 at 10:57
Esta 1º volta canhão está quase ao nível de Donington 93 😉 Cumprimentos
Pity
5 Outubro, 2016 at 11:16
É, faltou o quase e a chuva 🙂
O Verstappen comeu o Hamilton de cebolada
4 Outubro, 2016 at 20:09
Magnifico! Cumprimentos
miguelgaspar
5 Outubro, 2016 at 1:46
Fiquei curioso com as palavras do noteam… e fui pesquisar. Apesar de não gostar da personagem ( Alonso) reconheço o excelente trabalho do Alonso. O Mclaren/Honda já não faz parte do fundo da grelha mas de facto foi a escolha das trajectorias ( talento) que fez a maior diferença. São estas situações de corrida que ainda me fazem seguir a F1… mas ter como referencia a ” parte de trás” da F1 não é muito animador.
O Verstappen comeu o Hamilton de cebolada
4 Outubro, 2016 at 20:08
Havia um personagem por aqui no fórum (diz-se que é um bocado para o poucochinho) que dizia que o Alonso não tinha mérito na corrida que fez porque no final da 1ª volta já ia na posição nº tal e não sei que mais… Afinal, Alonso já ia nessa tal posição devido ao mérito que teve na mestria de algo importantíssimo nas corridas como o arranque. Realmente, há quem não saiba perder… Cumprimentos