Eric Boullier, diretor de corridas da McLaren, diz que a regra dos três motores para uma temporada de Fórmula 1 arrisca subtrair à modalidade a sua identidade, no próximo ano, enquanto apoia o desacordo da Red Bull com esta regra. O chefe da Red Bull, Christian Horner, fez, várias vezes, campanha para tentar reverter a ideia que pretende limitar o uso de motores ainda mais no próximo ano. O recente esforço para abordar o assunto no Grupo de Estratégia da F1 não deu frutos, após o presidente da Ferrari, Sergio Marchionne, ter deixado claro que não tinha interesse em evitar o limite de três motores nesta fase.
Boullier, no entanto, apoiou a posição da Red Bull e diz que existe o perigo de que a F1 perca uma das principais atrações do mundo através da mudança. “Para mim, está a ir longe demais. Muito longe mesmo, já não será mais a Fórmula 1. Não estou a dizer que precisamos de 12 motores por fim de semana de corrida, como há 20 anos. Mas com três motores por temporada, onde está o recurso tecnológico? A outra questão são os custos – foram para o outro lado. Custa uma enorme quantidade de dinheiro para os construtores de motores torná-los mais fiáveis. Ou seja, não estamos a poupar dinheiro, apenas a gastar noutra área”, disse Boullier.










