F1 compra monolugar da Manor para arranjar soluções de ultrapassagem
A falta de ultrapassagens em 2017 fez com que a Fórmula 1 tenha adquirido o monolugar da Manor da temporada de 2017, que nunca chegou às pistas devido à falência da equipa. A F1 espera utilizar o projeto do carro em programas de computador para mudar o layout aerodinâmico dos monolugares, de modo a aumentar as possibilidades de ultrapassagens, diminuindo a turbulência gerada.
“Nós comprámos a geometria do carro da Manor para 2017, porque queríamos ter um modelo genérico para podermos usar na modelagem no CFD, para, pelo menos, ter uma base. Nós sabemos que o carro da Manor não é um carro de F1 de primeira linha, mas a geometria foi feita para os regulamentos de 2017. Temos um modelo para dois carros andarem juntos e realizámos todo o trabalho inicial. Agora, a temporada terminou e as equipas vão começar a dar-nos os seus monolugares de 2017 para termos modelos mais representativos para analisar. Nós estabelecemos acordos de confidencialidade com as equipas e eles começarão a fornecer-nos modelos para serem executados no nosso programa CFD”, explicou Ross Brawn, diretor desportivo da F1.
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João Pereira
19 Dezembro, 2017 at 16:46
Não sei se percebi. Tanto quanto sei (posso estar errado), o monolugar da Manor nunca passou da escala 1:2 que iria ou foi ao túnel de vento, por isso, o que compraram apenas o CFD, para “brincarem” nos simuladores, ou vão construir dois chassis para rodarem juntos? Ou ficarão à espera que as equipas lhes cedam carros deste ano para esse efeito, ou as equipas só lhes fornecem o CFD dos seus carros, e tudo não vai passar de jogos de computador?
Só para lhes poupar algum trabalho, eu sugiro que seja permitido efeito de solo desde 1 metro antes do eixo traseiro, acabem com o DRS e limitem a inclinação e altura do bordo de saída da asa traseira, e obriguem a que todos os planos verticais da asa traseira e extractor sejam absolutamente verticais e paralelos ao eixo longitudinal do carro. Mantenham a Sharkfin.
Vão ver como reduzem as turbulências.
Se for preciso mais, reduzam uma polegada no diâmetro das jantes dianteiras, para obrigar a uma redução nas dimensões dos travões e assim aumentarem as distâncias de travagem sem retrocederem na tecnologia de materiais e sistemas.
Se seguirem alguma das minhas ideias, espero ser pago por isso. Pode ser em géneros.
Zé do Pipo
19 Dezembro, 2017 at 18:38
Eu ia brincar um pouco com o artigo jornalístico, mas depois ao ler o comentário fiquei sem palavras devido à explanação técnica. Os meus parabéns, concordo, e sublinho acabem sobretudo com o DRS!
Agora a brincadeira… Se há quem saiba a solução para as ultrapassagens é a Manor, sobretudo ela sabe como ser ultrapassada! Conhecimento de causa é factor importante…
João Pereira
19 Dezembro, 2017 at 20:18
Caro ze-do-pipo, continuando a brincar, dou-lhe os parabéns pela sua excelente receita de bacalhau. Quanto à minha explanação técnica, não é preciso ser “cientista de mecânica quantica” (adoro esta que Sr. Abreu me dirigiu há 2 anos atrás, tanto que nunca mais esqueci), para perceber que se os pilotos não conseguem aproximar-se dos outros por causa das turbulências, daí há que aumentar a sucção debaixo dos carros e diminuir as superficies curvas nas traseiras que formam turbulência, sem no entanto diminuir o downforce. Outra coisa que ajuda as ultrapassagens, é o aumento das distancias de travagem. Deixamos de ter ultrapassagens em aceleração, mas passamos a ter mais ultrapassagens “no braço”, logo temos espectáculo garantido sem ser artificial como as ultrapassagens com DRS.
Cumprimentos.