Em 2020, após o Grande Prémio da Itália, a Dorilton Capital passou a ser dona da equipa Williams na Fórmula 1. A histórica equipa está no pior período da sua história, com um carro pouco competitivo e pouco dinheiro para mudar o rumo. Com a chegada da empresa americana, espera-se que a maré mude.
Para a antiga chefe de equipa, Claire Williams, a diferença de orçamentos é uma das razões para as dificuldades da equipa de Grove: “No topo da grelha estão a gastar quase 500 milhões de dólares, contra o nosso orçamento de cerca de 120 milhões. Isso não te dá um pelotão justo e a partir daí é complicado. Nessa situação é muito difícil voltar [ao topo]”, começou por dizer Claire Williams ao podcast do The Spectator.
“Internamente também tínhamos dificuldades com o pessoal. Estávamos a lutar com regulamentos complexos em termos técnicos, que ao longo do tempo se tornavam ainda mais complexos”, acrescentou Williams.
Depois se assumir a liderança da equipa em março de 2013, a Williams conseguiu estar bem em 2014, quando entraram em vigor as novas regras, que trouxeram os motores turbo híbridos para a Fórmula 1. Mas, ao longo de tempo, o rendimento da equipa caiu, com o pior a chegar em 2020: último lugar no Campeonato de Construtores, sem um único ponto conquistado.
“Tivemos muito apoio na fase inicial. Mas, acho que as pessoas se viraram contra mim depois. E bem, eu era o líder, o patrão e tem de parar em mim. Tu acabas por tomar decisões ao longo do tempo e pensas que são as corretas e às vezes essas decisões não resultam. Foi o que aconteceu no meu caso. Mas, claro, foi muito criticada, houve muito abuso nas redes sociais, aparentemente. Mas, eu não posso andar a ouvir o barulho todo. Era pegar nessa energia negativa e focar-me, concentrar-me na equipa e tentar o melhor”, finalizou Claire Williams.










