A infração ao limite orçamental não deu qualquer vantagem competitiva, voltou a argumentar Christian Horner após o anúncio da penalização imposta à Red Bull pela FIA – a equipa chegou a acordo com a entidade federativa – dizendo ainda que o valor da coima a pagar é alto e o decréscimo do tempo de desenvolvimento é “muito severo”, dando vantagem sim, aos adversários da equipa austríaca.
Horner apelidou a coima no valor de 7 milhões de dólares como “uma enorme quantia de dinheiro”, representando “em qualquer lugar entre um quarto e meio segundo de tempo por volta”.
O britânico em conferência de imprensa agendada pela equipa, explicou que “ao vencer o campeonato de construtores, tornamo-nos vítimas do nosso próprio sucesso, para além desses 10%, tendo 5% de desvantagem incremental ou handicap em comparação com o segundo e terceiro lugares, os 10% [penalização imposta pela FIA] na prática terá um impacto na nossa capacidade de desempenho em pista no próximo ano”. Horner salientou que não só terá um impacto direto no desenvolvimento no monolugar da equipa de 2023 , o período de 12 meses da penalização terá impacto no carro de 2024, e acredita que a sua severidade foi imposta pela pressão dos seus rivais. “Dá uma vantagem aos nossos adversários, e é por isso que estavam a pressionar tanto para uma penalização extremamente severa”, disse Horner. “Vamos ter de trabalhar incrivelmente duro no tempo que temos disponível, e vamos ter de ser eficientes com o nosso tempo, vamos ter de ser eficientes com as simulações que escolhemos fazer no nosso túnel de vento”.
O responsável da Red Bull voltou a apontar o dedo aos seus adversários, afirmando que “existiam outras sanções desportivas que estavam à disposição da FIA. mas esta foi obviamente muito pressionada pelos nossos adversários, porque sentiram que nos atingia mais”.










