É oficial: Ron Dennis afastado da McLaren

Por a 16 Novembro 2016 07:34

Após uma reunião do conselho de administração, esta terça-feira, o presidente da McLaren Ron Dennis foi forçado a deixar a sua posição e envolvimento com a equipa de Fórmula 1.

A figura maior do hoje construtor britânico lutava há várias semanas com outros membros da administração para manter o seu lugar na estrutura, descontentes com a influência que a sua gestão do McLaren Technology Group estava a ter na equipa de Fórmula 1. Hoje foi confirmado que, após 35 anos no comando da equipa, Dennis deixa de ter qualquer relação com a equipa, encontrando-se agora em ‘gardening leave’ – um período sabático até que possa rumar a outras equipas, caso assim o pretenda.

Num comunicado oficial,  o responsável por trazer para a McLaren nomes como Alain Prost, Ayrton Senna ou  Lewis Hamilton revela que a sua saída é ilegítima, mostrando-se ainda determinado em criar um novo fundo tecnológico. O britânico irá manter para já as suas posições no conselho de administração, bem como as ações que lhe dão 25% da companhia.

“Estou desapontado que os representantes da TAG [de Mansour Ojjeh] e da Mumtalakat [o fundo de investimento da família real do Bahrain], os outros acionistas maioritários da McLaren, tenham forçado esta decisão de afastar-me da companhia, apesar dos fortes avisos do resto da direção sobre as potenciais consequências que as suas ações teriam na empresa. Os argumentos que eles utilizaram são totalmente falsos  e ilegítimos; o meu estilo de gestão é o mesmo de sempre, e um que permitiu à McLaren tornar-se num grupo automóvel e de tecnologia que venceu 20 títulos de Fórmula 1 e se tornou num negócio de 850 milhões de libras por ano”, afirmou.

“Ao longo deste período trabalhei de perto com um conjunto de pessoas talentosas para manter a McLaren no cume da tecnologia, às quais ser-lhes-ei sempre extremamente grato. Nos últimos tempos ficou claro para mim durante este processo que nem a TAG, nem a Mumtalakat partilham a minha visão para a McLaren e o seu verdadeiro potencial de crescimento. Mas a minha principal preocupação assenta no negócio que ergui e nos seus 3500 funcionários. Irei continuar a utilizar as ações que detenho nas duas companhias [McLaren Automotive e McLaren Racing] e os meus lugares  na administração para proteger os interesses da McLaren e ajudar a moldar o seu futuro. Adicionalmente, tenho a intenção de lançar um fundo de investimento tecnológico assim que o meu contrato com a McLaren expire. Em conjunto com investimento externo, este fundo irá capitalizar a experiência e os recursos financeiros que adquiri de modo a perseguir as muitas oportunidades comerciais com que fui confrontado nos últimos anos, mas que não consegui acompanhar devido ao facto de me encontrar tão comprometido com a empresa”.

 

 

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13 comentários

  1. Iceman07

    15 Novembro, 2016 at 18:47

    É culpa do Alonso, obviamente.

  2. Pity

    15 Novembro, 2016 at 20:02

    Isso, metam lá o Witmarsh outra vez (ou outro igual), e vamos ver a McLaren em queda livre.
    Costuma dizer-se que, de insubstituíveis, estão os cemitérios cheios, ninguém pode permanecer eternamente à frente da sua empresa, mas Ron Dennis fez a McLaren que hoje conhecemos, teve respeito suficiente pelo fundador da equipa, mantendo-lhe o nome, coisa que outros, em circunstâncias idênticas, não fizeram e ainda deveria ficar à frente da equipa mais uns anos, digamos que ainda estava no prazo de validade.
    Mas Dennis é do estilo antes quebrar que torcer, é menino para agarrar noutra equipa e fazê.la crescer, como ele próprio dá a entender.

  3. mariojscosta

    15 Novembro, 2016 at 20:20

    A McLaren podia trazer o Ross Brawn

  4. rodríguezbrm

    15 Novembro, 2016 at 21:53

    Foi nos anos 90. Conferência de imprensa com a presença dos principais chefes de equipa da F.1.O “verme” Ron corta a palavra ao “pinguim” Todt e diz mais ou menos isto:
    Que fique bem claro que eu não posso falar de igual para igual com um empregado como o Monsieur Todt; eu sou um proprietário, e os meus únicos interlocutores são os proprietários da Ferrari.
    E assim, hoje 15.11.16, qual Némesis ( A Deusa que personifica a vingança), foi, ou foram exactamente outros proprietários que apontaram a porta da rua ao Ron.
    Ciao, Ronnie !

    https://akelta.files.wordpress.com/2008/10/ank06.jpg

  5. Manuel Araujo

    15 Novembro, 2016 at 22:21

    hoje é dia de festa !!! o maior parasita da F-1 de todos os tempos foi corrido !!!! what a joy !!! bye -bye arrogante pedante , provaste finalmente do teu próprio veneno que sempre utilizaste para atacar quem não te prestava vassalagem , embrulha…. o karma é lixado…. andor…..

  6. Iceman07

    15 Novembro, 2016 at 22:48

    Quer se queira quer não, o Ron Dennis foi o principal responsável pelo que a McLaren foi durante estes anos.

    A McLaren de 1978 à 1981 foi uma autêntica nódoa, e chegou o Ron Dennis e meteu ordem na casa: contratou John Barnard como designer, o Niki Lauda para o lugar do De Cesaris e em 1984 os motores TAG Porsche. Foi nesse ano que começou um domínio de 3 anos até ser interrompido pela Williams Honda. Em 1988 uma jogada de xadrez perfeita: Foi buscar o Ayrton Senna e “roubou” os motores Honda à Williams, resultado: Domínio total, que mantiveram até o fim de 1991 quando a suspensão activa da Williams começou a “bombar” na totalidade.

    O ponto mais baixo foi quando Ayrton Senna saiu para a Williams, e optaram pelos motores Peugeot (quando poderia ter sido melhor optar pelos Lamborghini V12, que o próprio Senna testou e recomendou). Em 1995 a McLaren “roubou” os motores Mercedes à Sauber e 3 anos depois começaram a colher os frutos: 2 titulos para o Mika Hakkinen. Nos primeiros anos do milénio foram os principais opositores do Super-Ferrari, foram buscar o Kimi à Sauber e um dos melhores méritos do Ron Dennis: Lewis Hamilton, piloto que foi descoberto por ele ainda nos karts.

    O Ron Dennis errou em duas coisas, principalmente: Primeiro ter deixado fugir o Ayrton Senna, e mais recentemente ter deixado fugir o Lewis Hamilton.

  7. Zé do Pipo

    16 Novembro, 2016 at 1:38

    Estou para ver quem o vai substituir… Para além da sua experiência era sobretudo coproprietário, logo a entrega e disponibilidade para a McLaren era imensa, coisa que nenhum empregado (seja qual for o cargo) irá ter! É que os árabes gostam muito de investir, mas dirigir empresas participando na gestão directa, não é com eles…

  8. NOTEAM

    16 Novembro, 2016 at 9:45

    É o fim de uma era na Mclaren, parece-me uma boa altura para virar a página. Claro que tudo depende de quem o vai substituir, mas pode beneficiar a equipa, não querendo apagar os méritos do Ron Dennis é também verdade que a sua “sombra” é pesada e carrega muita discordância como parece ser o caso. Se quem trabalha á sua volta sente que a sua influência é demasiada e negativa, talvez seja a altura para o Ron Dennis aceitar que o seu caminho na Mclaren chegou ao fim. Se vai ou não fazer falta só o tempo dirá, mas para já não me parece que seja uma péssima notícia para o futuro da equipa.

  9. Jabba

    16 Novembro, 2016 at 9:57

    Quando a gestão é feita única e exclusivamente baseada em números dá “@#$%&”.
    Tanto neste caso como em tantos outros os accionistas não querem saber de mais nada a não ser dos resultados, e tomam decisões precipitadas baseadas em estatística, e não na realidade.
    A realidade, e já anteriormente confirmada por Ron Dennis, é que a McLaren começou a dar muita atenção à produção comercial e tecnológica (o próprio Ron encarregou-se disso), descurando a equipa principal, que se pensou estar bem encaminhada, e que Witmarsh daria conta do assunto. Resultado: o projecto de base que era bom e permitiu a Hamilton ainda lutar com Vettel foi completamente arruinado e ficaram ao nível da Sauber ou Williams em termos de performance do carro (não contando o motor). Quando uma equipa entra numa fase destas não é fácil dar a volta, e se na última época as coisas não pareciam estar a tomar um rumo certo, este ano vimos a McLaren recuperar muito “tempo” perdido, e isso significa que são os que estão a evoluir mais…

  10. [email protected]

    16 Novembro, 2016 at 16:05

    Como alguém já disse e bem, investir o dinheiro numa equipa é uma coisa, geri-la é outra totalmente diferente. Não sou apreciador da personalidade do Ron Dennis, como também não sou apreciador da personalidade do Helmut Marko na RB por exemplo, mas gostando-se ou não das pessoas, a realidade é que se as suas equipas alcançaram êxito foi em grande parte graças a eles e ás suas capacidades de gestão, recrutamento e direcção. Todos falam de Ron Dennis como o monstro mau que colocou a Mclaren no degredo actual, mas esquecem-se que na realidade a equipa lá caíu depois da saída de cena do R. Dennis. O facto da equipa ter melhorado tanto da época passada para esta, não pode ser dissociado do seu regresso, com todas as qualidades e defeitos (e são muitos!) que ele tem. As mudanças não têm de ser más ou boas, mas não auguro nada de auspicioso para a Mclaren no futuro próximo. E isso, sim, é uma pena….

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