Bastou uma corrida totalmente caótica depois duma penalização do líder e de um Safety Car, para que assistíssemos a um conjunto de resultados absolutamente anormal na F1. Acontece, não foi a primeira nem há-de ser a última. Mas não é por isso que a F1 passou de monótona para absolutamente fantástica. Não concordo com os que defendem grelhas invertidas para a F1, para apimentar o espetáculo embora também não me choque totalmente, principalmente porque é igual para todos. Mas preferia não ir por essa caminho como Ross Brawn aproveitou para relembrar a propósito deste GP de Itália. O que eu gostava mesmo é que as novas regras de 2022 tivessem sido bastante bem pensadas e que os F1 possam rodar bem mais perto uns dos outros e com isso permitir mais fáceis ultrapassagens (não entendo mesmo como é que isto não foi feito há muito mais tempo) e em segundo lugar, o teto orçamental, outra regra que há muito devia estar implementada. Se não houver uma disparidade de orçamentos como o da Mercedes que gastou 400 milhões de euros para vencer em 2019 e está a lutar contra quatro carros que têm ‘budgets’ semelhantes. Isto é que eu acho que não devia suceder há muito, pois se uma Mercedes, Ferrari e Red Bull gastarem 150 milhões, não vão ganhar tantas vezes face a muitas outras equipas que gastam semelhante ou um pouco menos. Isto é tão fácil de perceber, que nunca entenderei como os interesses dos ‘grandes’ se sobrepuseram a algo que era tão evidente há tanto tempo. Aí sim. Tenho a certeza que com orçamentos equilibrados o espetáculo em pista será também muito mais nivelado, proporcional. Já viram o que era corridas destes serem regra na F1? Não entendem o que isso faria crescer a disciplina?










