CRÓNICA: Mundial de Fórmula 1 de oito…ou 80?

Por a 3 Março 2018 08:01

Se conseguirmos atirar para trás das costas o facto dos novos Fórmula 1 terem ficado horríveis com o Halo, e nos centrarmos somente nas lutas que se preconizam para a frente dos Grandes Prémios, somos bem capazes de ter muito para nos entreter este ano. Depois de três anos de era turbo híbrida em que a Mercedes pôs e dispôs a seu bel prazer do campeonato, todos concordam que o ano passado as coisas foram bem diferentes, pelo menos até a Ferrari se auto-destruir.

A luta que a Ferrari deu o ano passado à Mercedes foi muito boa, e se o campeonato tivesse terminado, por exemplo, em Itália, todos estaríamos aqui a colocar nos píncaros uma competição, em que Lewis Hamilton teria chegado à última prova a sete pontos do seu adversário, batendo-o, e vencendo o campeonato por três pontos. Era o que o campeonato ‘dizia’ quando terminou o GP de Itália.

Só que depois veio Singapura e nas corridas restantes, Vettel e a Ferrari cederam 43 pontos a Hamilton. Diferença enganadora por um lado, factual por outro, pois a verdade é que os erros contam, e muito, nas decisões dos campeonatos. E foram demasiados os que Vettel e a Ferrari cometeram…

Mas a competitividade esteve lá, a Red Bull também cresceu bastante na fase final da época (Max Verstappen fez os mesmos pontos que Hamilton nos seus últimos seis Grandes Prémios) e tudo isto diz-nos que este ano pode perfeitamente ser um prolongamento de 2017. Só que, estamos a ser muito otimistas e a ‘querer’ a Ferrari da primeira metade do campeonato, a Red Bull da segunda, e já agora, a Renault e a McLaren ali bem perto.

Tal como já escrevemos há algum tempo a Renault vai ter importância capital neste ano de 2018 na F1, pois se ‘permitir’ à Red Bull dar outro tipo de luta à Mercedes e à Ferrari, fazer crescer a sua equipa oficial, abrindo pelo meio caminho à McLaren para se juntar novamente às lutas na frente, nesse contexto teríamos um campeonato de sonho, mas vamos ter que esperar mais algum tempo para perceber as tendências, e para já o que vimos foi novamente uma Mercedes mais forte que as outras, e um Lewis Hamilton que provou porque é que ganhou três dos últimos quatro campeonatos. E ainda só se fizeram três (reais) dias de testes…

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8 comentários

  1. Speedway

    3 Março, 2018 at 11:33

    O campeonato deste ano vai ser uma continuação do de 2017.
    Mercedes e Ferrari mais propriamente Hamilton e Vettell a lutarem pelo titulo.
    Era bom que assim não fosse mas infelizmente tudo aponta que seja de novo estes 2 a lutar.
    O resto está longe.

    • rodríguezbrm

      3 Março, 2018 at 13:06

      E o duelo entre os 2 finlandeses, como será?

      • so23101706

        3 Março, 2018 at 15:44

        Não vai haver. O Kimi – infelizmente – não vai estar em forma, ao passo que o Bottas tem tudo para crescer como piloto. E pode mesmo bater o Hamilton, se encontrar a fórmula para derrotá-lo psicologicamente, como o Nico Rosberg em 2016.

        • Frenando_Afondo™

          3 Março, 2018 at 18:15

          Portanto, o Bottas vai ter de encontrar uma maneira de rebentar um dos motores do Hamilton.

          • Iceman07

            3 Março, 2018 at 20:06

            O Rosberg envia-lhe a famosa cartilha (por papel, porque por email é muito perigoso) a explicar como é que se ganha ao Hamilton. O Toto também já está todo encartilhado para prejudicar o Hamilton para ver se o mete fora da equipa e contrata o Fernando Alonso, que é o piloto favorito dele. A McLaren também recebe a cartilha porque quer-se ver livre do Alonso e contratar o seu produto da formação, o Lewis claro! E sabem que mais? O Vettel também recebe a cartilha, porque está farto do Hamilton e prefere rivalidade com o Alonso
            (porque este lhe traz mais sorte, pois sempre que o Alonso é 2º o Vettel é campeão, excepto em 2011, que ficou em 4º)
            Enfim, este ano vai estar tudo contra o Hamilton.

          • so23101706

            4 Março, 2018 at 10:34

            Acha mesmo que o Hamilton perdeu o campeonato por causa do motor partido? Se a memória não me falha, o caro até foi dos que embarcou em teorias estranhas – daquelas que envolviam a superioridade da raça ariana e o Ku-Klux-Klan – depois do GP da Malásia de 2016, por isso é natural que queira esquecer rapidamente a época de 2016. Só lhe digo que, depois do Japão, o Rosberg limitou-se a controlar. Se tivesse precisado de ganhar, tê-lo-ia feito.
            (N. B. eu nunca fui fã do Nico “Britney” Rosberg.)

  2. Zé do Pipo

    3 Março, 2018 at 17:34

    Lá porque estão numa de “chinelos” não será por isso que a correlação de forças entre equipas irá mudar, exceção talvez da Toro Rosso e McLaren, por razões óbvias. Pode haver uma ou outra equipa mais competitiva, mas com o avançar do campeonato rapidamente volta tudo ao mesmo do ano passado. Espero estar enganado…

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