Crónica: Estará a McLaren mais perto dos rivais?
O sexto lugar de Fernando Alonso no último Grande Prémio da Rússia foi o melhor resultado do ano do piloto espanhol e da McLaren, que festejou ainda o 10º posto de Jenson Button. Mas o patrão de equipa Eric Boullier acredita que o antigo bicampeão do mundo poderia ter ficado ainda mais perto dos cinco primeiros, já que levou “um ritmo conservador durante 40 voltas e apenas acelerou nas últimas dez”, quando dispunha da certeza de que conseguiria terminar a corrida. Perto do fim marcou ainda a sua volta mais rápida, 1:40.347s, a quinta entre todos os concorrentes, a dois décimos de Kimi Raikkonen e a 1,2s do vencedor Nico Rosberg, que estabeleceu igualmente o seu melhor registo na penúltima volta.
Boullier esqueceu-se de referir que Alonso fez esse tempo com o carro muito mais leve, sem nada a perder, já que o sexto posto estava garantido (Magnussen não podia apanhá-lo), e com pneus em possivelmente melhores condições do que alguns rivais. Mas estará realmente a McLaren mais forte do que a classificação final indica ou terão antes os seus dois pilotos, em particular Alonso, sido favorecidos pela hecatombe da primeira volta?
Repondo a ordem natural das coisas, sem o ‘ataque’ de Kvyat a Sebastian Vettel, o mais provável seria o alemão terminar num dos cinco primeiros lugares (já sendo condescendente), e o mesmo aconteceria com o russo, e o colega de equipa Daniel Ricciardo, cuja estratégia de corrida foi também irremediavelmente afetada por essas duas primeiras curvas do GP da Rússia. E de repente eis que Alonso, em vez de concluir a corrida em 6º, terminaria em 9º… um lugar à frente do seu colega de equipa, que por sua vez também cairia na classificação.
Boullier bem pode dizer que a McLaren está mais rápida e fiável, o que não deixa de ser uma grande verdade se nos lembrarmos da temporada desastrosa de 2015, onde o reatar da parceria com a Honda foi manchado com uma enorme dose de contratempos. E mesmo que Alonso pudesse ter terminado à frente do Williams de Felipe Massa e muito próximo de Valtteri Bottas, como advoga Boullier, mencionando “50 segundos” a menos graças ao regime de poupança com que o asturiano enfrentou grande parte da corrida de Sochi, consumir mais combustível do que os outros, nomeadamente Mercedes e Ferrari, continuará a ser um problema nas próximas corridas.
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NOTEAM
3 Maio, 2016 at 20:59
Infelizmente acho que não, até me parece que Mclaren escapou de boa mesmo.Para além dos pilotos referidos no artigo, também me parece que a FI e TR tinham mais ritmo e em circunstâncias normais teriam ficado na frente dos Mclaren.As boas notícias são terem conseguido amealhar pontos consideráveis numa pista que claramente não os favorecia à partida, portanto acho que a situação deles continua a ser semelhante ao que já era, ou seja, estão ali à porta dos pontos, mas sem uma “ajuda” externa não conseguem lá chegar.Na Espanha, em principio vão estar mais fortes e ao que parece vão ter bastantes peças novas para aplicar no fim de semana, pode ser que isso os ajude, mas o grande problema continua a residir na falta de potência e não vejo a Honda de repente a encontrar uma fórmula mágica.Vai ser melhor que 2015, mas isso continua a ser pouco para o potencial que têm.
Pity
3 Maio, 2016 at 21:46
Em treinos livres, que valem o que valem, a McLaren ombreia com a Williams e a Toro Rosso, o pior é a qualificação, que os prejudica na corrida.
As contas do André Bettencourt Rodrigues não estão certas, ou fui eu que interpretei mal. Sem Kvyat crash, Alonso seria efectivamente 9º, mas não ficaria um lugar à frente do colega de equipa, pois também este cairia três posições. Ou seja, o russo beneficiou a McLaren em 7 pontos.
André Bettencourt Rodrigues
4 Maio, 2016 at 12:20
Cara Pity, tem toda a razão em relação a Button, que obviamente também cairia na classificação. Os meus cumprimentos
MVM
3 Maio, 2016 at 21:52
O resultado do GP da Rússia é ilusório. Em condições normais, o Alonso teria sido 9.º ou 10.º e o Button teria ficado fora dos pontos. Além disto, a Williams evoluiu (o que também pode ser ilusório porque o circuito de Sochi é o terceiro que exige mais potência e a Williams tem-na, por cortesia da UM Mercedes). Contudo, parece evidente que os McLaren ganharam em fiabilidade e já estão livres de ter as prestações humilhantes do ano passado, mas as suas lutas são por pontos, ombreando com a Renault, Toro Rosso e Haas. A UM precisa de evoluir bastante até que a McLaren-Honda consiga lutar por pódios.
Fish
3 Maio, 2016 at 22:55
Se estamos a analisar a situação hipotética do suicida russo não ter feito o seu ataque temos de ver as coisas na chegada à curva 2. Nesse senário o Button não tinha ficado tão a traz, tinha ficado na frente do Magnusen, mas por outro lado o Perez tinha ficado na frente do Alonso, apesar de aparentemente não terem um andamento tão forte como pareceu nos treinos. Com isto tudo o normal seria o Alonso estar entre o 9 e o 10 e o Button entre o 10 e o 11. Uma classificação natural nesta altura de desenvolvimento do motor Honda e do McLaren.
Acho engraçado todos andarem a fazer comparação entre a entrada da Honda o ano passado com a entrada em 1983 com a Spirit, nesse ano tiveram 50% de abandonos e o resto sempre fora dos pontos. Em 1984 com a Williams o senário foi um pouco melhor, 1 vitoria e 1 segundo lugar e alguns 4º, mas os dois pilotos abandonaram 21 vezes, ficando o Rosberg em 8 e o Lafite em 14 (eram 16 corridas).
Em 1985 Rosberg e Mansell ganharam 4 corridas e ficaram 2 vezes em 2º, sendo 3º e 6 no campeonato.
Em 1986 o Mansell foi 2º e o Piquet 3º
Agora todos querem que a Honda em 1 ano seja tão competitiva quanto a Mercedes e que agora no 2º ano discuta as corridas com os outros. Não nos podemos esquecer que os motores que dominaram aqueles anos apenas equipavam os Mclaren e mais ninguém. Que a tecnologia hoje em dia é muito mais complexa, pois na altura o problema era a fiabilidade do turbo, hoje em dia há uma data de sistemas que dão problema, o motor em si (o motor de combustão interna) até nem é mau de todo, o ano passado na 2ª parte da época o Honda até saía bem das curvas lentas, o problema era quando os sistemas elétricos entravam em funcionamento na ajuda na aceleração e aí o McLarem parecia que tinha uma ancora e não andava. Este ano já estão melhores, mas mesmo assim ainda falta algo ali na unidade motriz (parte elétrica). Sei que a Honda durante o ano melhorou e disse muitas vezes que estava a melhorar o motor de combustão interna, mas isso é logico, se não conseguiam ir buscar potencia à parte elétrica tinham de a ir buscar onde sabiam com o fazer sem grandes problemas de fiabilidade.
A minha espectativa é ver os McLaren a morder os calcanhares da Williams e a bater claramente a Force India e restantes, isto no final da época, para o ano, então começar a fazer o papel que a Ferrari faz atualmente, os da frente fazem asneira e eels estão ali, em 2 anos estrão a disputar o mundial, esta é a minha espectativa, melhor que isso seria muito bom, pior que isso será uma desilusão.