CRÓNICA:… de uma crónica sobre Max Verstappen
“Verstappen precisa de ser ‘parado’? Mark Hughes, editor da revista Motor Sport e comentador/analista técnico da Sky Sports tem a mesma opinião que eu e expressou-o bastante bem numa crónica que assina na revista que edita. Hughes, é de opinião que Max Verstappen deveria ter visto uma bandeira preta como consequência do seu ato na reta de Kemmel face a Kimi Raikkonen: “Os regulamentos desportivos são um guia inadequado quanto a este tipo de manobra, mas nem sequer devia ser necessário; O que Verstappen fez em Spa foi incondicionalmente letal e um convite a um grande acidente. Não devia ser possível e a mensagem para ele deveria ter sido inequívoca: uma bandeira preta. Anda para as boxes, desliga o motor, sai do carro, o teu dia acabou” escreveu Mark Hughes, que foi duro. Mas as suas palavras dão que pensar.
Sou de opinião que todas as regras deviam ter uma alínea denominada bom senso, pois quando se faz uma regra, uma lei, há sempre quem tente interpretá-la duma forma ‘sinuosa’, para se adequar ao que mais jeito dá e o que diz Hughes na sua crónica é que por vezes há alíneas que servem para penalizar pilotos e outras em que os pilotos as utilizam em seu proveito. E exemplifica com a forma de Verstappen atuar “As duas formas que Verstappen utiliza para se defender em pista, mudar de trajetória em travagem e ‘bailando’ no meio da pista não têm regra específica quanto à sua utilização, sendo isso feito através de um código de conduta entre os pilotos. Colocar isso por escrito permite ‘buracos’ que depois podem levar a práticas complicadas, que são tecnicamente legais!” escreve Hughes. Ninguém melhor que os pilotos sabem as ‘manhas’ das corridas, esta questão de Verstappen não tem somente a ver com o que sucedeu em Spa, pois o holandês já tem feito coisas semelhantes noutras corridas (nada de tão grave quanto ao que fez a Raikkonen em Kemmel), mas Nico Rosberg já tinha ‘provado’ como é o holandês pista e sabe bem quão difícil foi passá-lo em Silverstone.
No meio de tudo isto, longe de mim querer impedir que Max Verstappen seja ele próprio, mas era conveniente ao jovem holandês perceber o perigo de algumas das suas práticas. Se ninguém o chamar à atenção isso vai reforçar ainda mais o seu estatuto, e nem mesmo o previsível aperto que vai levar dos colegas no briefing de Monza vai servir para alguma coisa. Tal como Hughes diz, se o tivessem ‘castigado’ em Spa – não ter havido um acidente não significa que o que fez não tenha sido perigoso – iria retirar-lhe um pouco do peito feito com que anda. Antes que seja tarde…
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Sergio Junior
31 Agosto, 2016 at 15:02
O certo é que ninguém o parou, repreendeu, e ele continua na sua, é dono da verdade e a culpa é sempre dos outros.
vamos la ver se tamanha liberdade que lhe esta a ser dada pela FIA, não acontece uma desgraça, já no próximo grande prémio, onde se atinge velocidades superiores a 350 kms!!!!!!!!!!!!!!!!!!.
Sr. Dr. HHister
31 Agosto, 2016 at 20:02
Apesar de ser legal o que ele fez ao Kimi em Kemmel, foi das coisas mais estúpidas que vi um piloto fazer. Não me lembro do Maldonado ser assim perigoso em manobras de alta velocidade, nem do Montoya ou Pérez fazerem destas. Aliás, o Shumi fez uma parecida ao Barrichello, mas mesmo essa manobra não foi tão má, porque o apertou contra o muro e não se desviou mesmo à frente do adversário, como o Max fez. Esta manobra sim, merece todas as criticas, não o incidente da partida que foi normal e apesar de ter sido afoito, não teve culpa do Vettel ter batido no Kimi e por conseguinte; o Kimi nele. Mas ainda mandou dois pilotos, pelo menos, para fora de pista, em manobras demasiado agressivas. E a FIA? Querem alimentar outra estória romântica, com fim trágico?
O Verstappen comeu o Hamilton de cebolada
31 Agosto, 2016 at 21:42
Muitíssimo bem escrito! Só na parte da do Schumacher ao Barrichello não concordo (nem me lembrava dessa) pois essa manobra do alemão foi das mais perigosas que vi na F1 por ser exactamente contra o muro… Já agora, olhe que há por ai quem diga que, afinal, foi o Kimi que tocou no Vettel e não o contrário… Cumprimentos
Pity
31 Agosto, 2016 at 21:50
A diferença entre o Max e o Maldonado, é a idade. Um tem 18 anos, o outro. quase trinta, portanto já passou a idade da parvoíce. O Max faz isto porque se acha o maior lá da rua dele ( e deixam-no fazer), o Maldonado, asneirava porque é desastrado por natureza.
rodríguezbrm
31 Agosto, 2016 at 22:26
Tenho uma visão talvez mais cínica destas coisas, e não me admirava de ver o “Mad Max” daqui a uns anos, com a sua mãozinha no ombro de um “rookie”, a tentar catequizá-lo à imagem do Schumacher e Senna – este, um dos 2 pilotos endeusados nos anos 80- em Magny Cours em 92. Essa é agora a imagem icónica, mas não me esqueço do “carimbo” que a roda do Toleman do brasileiro deixou no capacete do Rosberg, e dos carros que foram parar fora de pista no arranque do GP da Europa em Nurburgring, e do que os colegas do senna disseram dele, isto para dar 1 só exemplo; assim como também não me esqueço da lição que o Alboreto lhe deu no ano seguinte a cerca de 300 à hora na áustria. Nada do que se passa com o holandês é inédito, o 1º piloto a ser ordenado Cavaleiro pela Rainha por feitos no desporto automóvel, Sir Jack Brabham, tinha a alcunha de “Black Jack”, e não só devido à cor dos seus cabelos.
Deem lá a lição ao Max ( e ao Magnussen da cena com o Alonso, ou não conta? ) pelo que fez naquela recta. Mas, desculpem, não contem muito com o kimi, este foi o que disse no Mónaco que “alguém devia dar uns socos ao Pérez”. A propósito, que teria este feito se à partida, em vez do puto holandês, tivesse sido esse pérez a entrar pelo buraco que foi deixado aberto?
[email protected]
1 Setembro, 2016 at 11:01
Pois bem se não há regulamentos que se apliquem ao comportamento deste menino, então porque será que por muito menos há pilotos que são “castigados” com uma passagem pelas boxes por tretas que estão longe de colocar alguém em perigo de acidente grave?
Faz falta um Nelson Piquet para acertar dois murros num imbecil destes como em tempos fez a um tal Eliseo Salazar num célebre GP Alemanha, talvez lhe servisse de lição….
jodacota
1 Setembro, 2016 at 22:37
Acho que Verstappen não devia ser repreendido por o sucedido em Spa ele fez o que um verdadeiro piloto faz segurar a sua posição custe o que custar. Penso que a F1 está ficar suave demais, os carros já não são as antigas «bestas» que só verdadeiros pilotos conseguem controlar, os pilotos não podem fazer qualquer tipo de manobras defensivas ou põem a sua carreira em risco, e as corridas parecem uma longa sessão de classificação. Há falta de emoção na F1 é isto que faz com que a F1 perca espectadores para o Nascar, Rallycross, e Formula Indy.