Bernie Ecclestone deve sair da F1 após aquisição da Liberty

Por a 19 Janeiro 2017 14:36

Com o último obstáculo à aquisição da Fórmula 1 pela Liberty Media a ser ultrapassado, com a aprovação do negócio pela FIA, Bernie Ecclestone deverá deixar o comando dos destinos do ‘Grande Circo’. O ‘patrão’ da F1 há mais de quatro décadas, tinha manifestado a sua intenção de continuar envolvido nos destinos da disciplina por mais dois ou três anos, mas a Liberty parece ter outros planos relativamente a quem irá dirigir comercialmente a competição. O futuro de Ecclestone não é claro, mas na quarta-feira o jornal The Telegraph garantiu que a empresa de John Malone “tornou bem claro que quer quebrar com o passado”.

Nuno Barreto Costa

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4 comentários

  1. francisco oliveira

    19 Janeiro, 2017 at 14:52

    Já vai tarde

  2. Speedway

    19 Janeiro, 2017 at 17:31

    Bernie Ecclestone “é” a F1 moderna. Foi ele que a construiu. Mas como todos os homens carismáticos e fortes, gera muita cotovelite, ódios de estimação etc. Basta vermos o que se passa no mundo da politica por exemplo.
    Fez coisas erradas ? Seguramente. Mas o balanço deste caminho é realmente notável. E parecia querer continuar. A F1 sem ele existiria na mesma ? Claro que sim, mas seria diferente. Não sei se melhor, se pior. Ninguém sabe. Apenas diferente.
    Claro que a vida deste Sr que há 50 anos era vendedor de carros, e para quem a palavra e um aperto de mão eram tudo, dava um grande filme ! Para mim gente assim faz falta.

    • Pity

      19 Janeiro, 2017 at 18:49

      É verdade que ele foi muito importante para a F1, mas, pegando no seu exemplo sobre a política, quando um político está demasiado tempo num lugar, tem tendência para a ditadura e prepotência, mesmo que tenha sido um óptimo político nos primeiros anos. É isso que está a suceder com o Bernie que, aliado ao factor idade, com tudo o que a mesma acarreta, em vez de estar a ajudar a F1, está a prejudicá-la. É pena que ele não tenha sabido sair por vontade própria.

  3. João Pereira

    19 Janeiro, 2017 at 20:18

    Bernie e JMB foram os protagonistas de uma guerra que levou a F1 para um nível que a elevou tão alto, que vai ser como as maiores equipas que já tivemos e caíram (Maserati, Alfa, Tyrrell, Lotus, Brabham (Eclestone matou-a), etc.), vai bater no chão com o estrondo de um fardo de algodão. Estrebucham muito, acabam por não ter peso nenhum e ficam apenas na memória de alguns dinossauros como eu.
    A diferença é que essas equipas caíram por uma razão diferente daquela que vai levar à morte da F1, embora tudo tenha a ver com dinheiro. Quanto a mim, para este final silencioso da F1 e algumas equipas, muito contribuiu também o “Wenker” Max Mosley e está agora a contribuir o “Pequeno Napoleão” cuja inépcia deve ser bastante lucrativa.
    Penso que a F1 tem um máximo de 10 anos como a conhecemos, antes de ter um chassis único e um motor único, feitos pela Dallara e a Mecachrome ou outros parceiros dos senhores do showbiz, transformarem tudo o que gostamos num espectáculo coreografado tipo wrestling ou outra coisa qualquer da qual não sei, nem quero saber escrever o nome correctamente, ao bom estilo de escrita do AS (porque será que não consigo deixar de mandar uma “boca”).
    Provavelmente está na altura de guardarmos alguns vídeos sacados ilegalmente na net, para daqui a poucos anos relembrarmos o que representa o conceito de F1. Todos os que sejam como eu, vão para sempre sentir falta do barulho de um martelo a bater numa bigorna ou de muitos pistons disparados à velocidade de mais de uma dezena e meia de milhar de rotações por minuto (que já sentimos), mas também da gasolina queimada, e vamos enjoar com o cheiro a curto-circuito e zumbido que imagino nas corridas de Fe (e futura Roboformula), e que me faz lembrar as corridas de slot cars da minha infância e adolescência.
    Ou então, mudamos para as duas rodas, que ainda não estão nessa da electricidade, e nos dão corridas espectaculares seja em que categoria for (embora já haja a política de motor único nas categorias mais baixas).
    Também já ponderei começar a gostar de futebol, mas sinceramente acho que prefiro jogar sueca.

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