Alpine no GP da Bélgica F1: o brilho que ilumina e a sombra que obscurece
A Alpine enfrentou um Grande Prémio da Bélgica repleto de desafios, mas conseguiu garantir um ponto crucial graças à performance resiliente de Pierre Gasly. Em condições meteorológicas mistas, a aposta numa configuração de baixa carga aerodinâmica revelou-se decisiva, enquanto Franco Colapinto continuou a sua procura infindável pelos primeiros pontos na Fórmula 1.
Pierre Gasly brilha e conquista um ponto em Spa
O Grande Prémio da Bélgica foi um verdadeiro teste para a equipa Alpine. Pierre Gasly, conhecido pela sua boa performance em piso molhado, mostrou o seu valor em Spa. Apesar de um problema na bomba de água que o impediu de lutar por pontos na corrida Sprint, Gasly recuperou na corrida principal de domingo.
O francês subiu na classificação, entrando no top 10, e teve de defender a sua posição de forma intensa contra um “comboio DRS” que se formou atrás de si. Com uma configuração agressiva de baixa carga aerodinâmica, que permitiu boa velocidade em reta, e uma paragem nas boxes no momento certo para pneus de seco, Gasly conseguiu manter os adversários à distância, garantindo o décimo lugar e um ponto crucial por uma margem de apenas 0,4 segundos.
“Foi uma corrida muito intensa e estou satisfeito por termos tomado as decisões certas para sair com um ponto”, afirmou Gasly. “O trabalho árduo compensou. Todos os anos, Spa é um fim de semana especial para mim por muitas razões, por isso foi bom ter a minha família aqui, bem como a mãe do Anthoine [Hubert]. Levamos um ponto e vamos para a Hungria na próxima semana, prontos para a última corrida antes das férias de verão.”
Franco Colapinto: mais um GP de aprendizagem
Para Franco Colapinto, o fim de semana foi mais complicado. Partindo da 15.ª posição, o piloto argentino teve um bom arranque, mas debateu-se com o ritmo em tráfego com os pneus médios. Apesar de uma paragem nas boxes estratégica para tentar cobrir Carlos Sainz, Colapinto não conseguiu progredir e terminou a corrida em 19.º lugar, continuando a sua espera pelos primeiros pontos na Fórmula 1: “Foi uma corrida difícil e longa para nós”, referiu Colapinto. “Foi um fim de semana complicado e sei que vamos continuar a trabalhar arduamente durante a semana para preparar a próxima corrida na Hungria.”
Flavio Briatore, Conselheiro Executivo da Alpine, reconheceu que foi um fim de semana exigente para a equipa, numa pista que não favorece as características do seu carro. “Tentámos algo diferente ao usar menos asa, o que não foi fácil nessas condições”, explicou Briatore. “É bom, pelo menos, sair com um ponto, e o Pierre fez um bom trabalho ao manter o Red Bull, Haas e outros atrás nas voltas finais.” A equipa está agora focada em analisar os dados e preparar-se para o Grande Prémio da Hungria, a última corrida antes da pausa de verão.
FOTO Phillippe Nanchino/MPSA
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Scirocco
29 Julho, 2025 at 16:54
Se há alguem que merecia estar com melhor material é sem duvida o Pierre. Piloto fiável e rápido (sem ser um fora-de-série) merecia ter um lugar numa equipa com mais capacidade técnica. Infelizmente as equipas agora procuram apenas o próximo Verstappen e pilotos como o Gasly tendem a ficar esquecidos e a descer no pelotão até se arrastarem com os piores carros e sairem sem glória nem titulos.Se a Aston Martin vier a ter um carro competitivo, se o Alonso e o Stroll sairem num curto espaço de tempo, seria uma boa oportunidade para ele…demasiados “ses” infelizmente
Pity
29 Julho, 2025 at 17:36
Concordo com o Scirocco. O Gasly é muito bom e, que me lembre, foi o único despromovido da Red Bull que não se foi abaixo com a despromoção, antes pelo contrário, até venceu na segunda equipa.