Alfonso Cabeza de Vaca, marquês de Portago: O ‘avô’ de Fernando Alonso


Don Alfonso Antonio Vicente Blas Angel Francisco Borgia Cabeza de Vaca y Leighton Carvajal y Are, grande de España, conde de Mejorada, conde de Pernía, marqués de Moratalla, 17º marqués de Portago e duque de Alagón. 11/10/1928, London – 05/05/1957, c. Guidizzolo, Itália. «Mesmo que viva cem anos, não vou ter tempo para fazer tudo o que quero.» Este o B.I. completo e o lema de vida do marquês de Portago, o piloto espanhol mais conhecido antes de Fernando Alonso. Era filho de um aristocrata espanhol e de uma enfermeira irlandesa. Descendente de uma antiga linhagem, entre cujos antepassados estava Alvar Nuñez, que atravessou a pé os Estados Unidos.
Por isso, não se estranha que “Fon”, como era conhecido entre os amigos, fosse um aristocrata extravagante, amigo do perigo e da aventura. “Bon vivant”, constantamente rodeado de mulheres bonitas, fez furor na década de 50 na Cote d‘Azur, apesar de casado com uma multimilionária norte-americana e ser pai de dois filhos. Quando morreu, contudo, estava em curso o seu processo de divórcio. Fon de Portago era, também, um desportista de eleição.
Excelente nadador, cavaleiro hípico, aviador, jogador de pólo, caçador e praticante de “bobsleigh” (fez parte da equipa olímpica de Espanha, nos Jogos de Inverno, em 1956), Portago estendeu a sua actividade ao automobilismo. Como piloto, Portago era brutal e corajoso. Participou na Carrera Panamericana, fez parte da Scuderia Ferrari e foi o primeiro espanhol a subir ao pódio na F1, quando foi 2º no GP da Grã Bretanha, em 1956. Mas a vida de Portago terminou aos 27 anos. Nas Mille Miglia de 1957, onde participou com o seu amigo Edmond Nelson, jornalista e ex-ascensorista do Hotel Plaza, de New York, de 42 anos. A menos de 40 quilómetros da meta, quando seguia em 4º e a mais de 200 km/h, num Ferrari 315 S, os “olhos de gato” que dividiam as duas faixas da estrada rasgaram os pneus do carro que, descontrolado, varreu os espectadores encostados ao muro, matando nove. Foi o final das Mille Miglia. Horas antes, “Fon” tinha parado em Roma, para beijar a amante, Linda Christian, actriz.